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Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas Sem essas quatro questões, qualquer discussão se torna puramente emotiva, ideológica e estéril

2020.09.22 22:50 AnzoLinux Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas Sem essas quatro questões, qualquer discussão se torna puramente emotiva, ideológica e estéril

Steve Horwitz
Já escrevi vários artigos e concedi muitas entrevistas contestando a popular afirmação de que a desigualdade está piorando. Os artigos contêm uma ampla variedade de dados (muitos podem ser encontrados aqui e aqui), mostrando que muitas das afirmações sobre essa "desigualdade crescente" de renda ou estão erradas, ou são exageradas ou ignoram outras evidências.

Entretanto, o que eu quero aqui é, especificamente, focar em quatro questionamentos que devem estar no centro de qualquer discussão sobre desigualdade.

Primeira pergunta: estamos falando de desigualdade ou de pobreza?

Com frequência, esses dois problemas se confundem nesse tipo de discussão.

Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa com a pobreza (com quem não tem, por exemplo, acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa confusão muda a maneira de pensar: pobreza e desigualdade acabam se tornando a mesma coisa, de modo que o melhor remédio contra a pobreza seria a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

Consequentemente, aqueles que se dizem preocupados com a desigualdade frequentemente começam a discorrer sobre como a situação está ruim para os mais pobres. Aparentemente, tais pessoas presumem que uma desigualdade crescente deve significar que os ricos estão enriquecendo e os pobres, empobrecendo.

Mais especificamente, alguns parecem acreditar que os pobres estão mais pobres porque os ricos estão mais ricos. Isto é, eles supõem que a economia seja um jogo de soma-zero, de modo que, se alguns estão mais ricos, esta opulênciasó pode ter vindo dos pobres.

Sendo assim, limpe o terreno, esclareça os termos e eleve o nível da conversa. Certifique-se de que todos estejam falando a mesma coisa. Porque se estivermos discutindo a pobreza, a evidência esmagadora é a de que, globalmente, a miséria se reduziu dramaticamente nos últimos 25 anos.

Segunda pergunta: estamos falando de desigualdade de renda, de riqueza ou de consumo?

Aqueles preocupados com desigualdade costumam confundir renda e riqueza nessas discussões. Mesmo este famoso vídeo comete esse deslize. Ele começa apresentando dados sobre riqueza, mas, várias vezes ao longo da apresentação — incluindo uma longa discussão a respeito de um gráfico — ele se refere ao salário das pessoas. Salário é renda, não riqueza.

Riqueza se refere à soma de nossos ativos (dinheiro, imóveis, terras, carros e outros bens) menos passivos (dívidas em geral e contas a pagar). A riqueza é um estoque.

Já renda é a variação líquida de nossa riqueza em um dado período de tempo, seja porque ganhamos um salário, um dividendo de uma ação, juros de uma aplicação, ou aluguel do inquilino. A renda é um fluxo.

É possível ter uma grande riqueza, mas uma renda baixa, como uma pessoa idosa que vive só de sua magra pensão ou dos juros de sua poupança, mas que tem uma casa totalmente quitada.

Inversamente, alguém pode ter alta renda e baixa riqueza financeira. Por exemplo, alguém que tem um alto salário, mas gasta imediatamente tudo em bens de consumo.

Os dados serão diferentes dependendo de estarmos falando de riqueza ou de renda. Seja claro nesse tópico.

Desigualdade de consumo é uma terceira possibilidade. Trata-se da diferença entre o que ricos e pobres podem consumir. As evidências disponíveis sugerem que a desigualdade de consumo é muito menor que a de renda ou riqueza, principalmente nos países mais desenvolvidos. Os lares dos americanos pobres possuem quase todas as coisas que os lares ricos, ainda que de qualidade mais baixa. E a distancia entre ricos e pobres neste quesito se estreitou nas últimas décadas. Uma vez que, em última análise, é o que consumimos o que interessa, essa é uma questão que tem de ser deixada clara em eventuais discussões.

Como dito neste artigo: a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

Terceira pergunta: e a mobilidade de renda?

Os que se preocupam com a desigualdade frequentemente pontificam como se os ricos, que estão ganhando cada vez mais, e os pobres, que estão ganhando cada vez menos, fossem sempre os mesmos, ano após ano.

Eles veem aquelas estatísticas que mostram que os 20% mais ricos detêm hoje uma fatia da renda nacional maior do que 30 anos atrás, ao passo que os 20% mais pobres detêm uma fatia menor. Daí, concluem que esses ricos são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais ricos; e que os pobres são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais pobres.

Muito bem.

Sobre os pobres terem ficado mais pobres, esta é uma conclusão que, como já dito, simplesmente não se sustenta. Os pobres enriqueceram nos últimos anos (veja o gráfico 1 deste artigo).

Falemos então sobre a mobilidade de renda, que é o que está sendo realmente ignorado. Comparações entre dois anos separados entre si por décadas são retratos estáticos de um processo dinâmico. O que essas comparações realmente dizem é que "aqueles que eram ricos no ano X detinham Y% da renda nacional; e aqueles que são ricos no ano X + 25 — pessoas completamente diferentes daquelas do ano X — detêm Z% da renda nacional".

Em outras palavras, as pessoas e famílias que abrangem "os ricos" muda ano a ano. E o mesmo ocorre para os 20% mais pobres.

Uma fácil comprovação disso é você olhar a lista de bilionários da Forbes, publicada anualmente. Praticamente todas as pessoas que figuravam na lista em 1987 — primeira vez em que ela foi publicada — não mais estão nela hoje.

Há um grande e controverso debate entre economistas sobre quão fácil ou difícil é para uma pessoa que é pobre em um dado ano ter maiores fluxos de renda nos anos seguintes. Este é o debate. Que a mobilidade de renda realmente existe, isso não mais está em questão.

A conclusão é que você não pode falar sobre desigualdade sem, ao menos, discutir o grau de mobilidade. Se o que incomoda as pessoas no que diz respeito à desigualdade é a suposição de que os pobres estão estagnados ou empobrecendo, então, explorar o grau em que isso é realmente verdade é essencial à discussão.

Quarta pergunta: quais, exatamente, são os problemas causados pela desigualdade?

Se você já conseguiu esclarecer o que todos os debatedores pensam sobre as três primeiras questões, faça então a pergunta: se a pobreza está se reduzindo e, mesmo na atual condição, os pobres ainda conseguem manter um padrão de consumo decente, o que, exatamente, há de errado com a (crescente) desigualdade?

Pela minha experiência, uma resposta comum é que, mesmo se os mais pobres estiverem enriquecendo, o aumento ainda maior na prosperidade dos ricos confere a estes um acesso injusto ao processo político. Os super-ricos transformarão seu poder econômico em poder político, frequentemente de maneira que redistribui recursos para eles próprios e seus amigos.

Esta, obviamente, é uma preocupação legítima, mas observe que a conversa, subitamente, mudou da desigualdade em si para os problemas dos conchavos políticos, do capitalismo de estado (ou "capitalismo de quadrilhas") e do fato de haver um estado com poder suficiente para se criar tais distorções.

Para atacar esse arranjo estatal corporativista e reduzir a capacidade dos ricos de transformar riqueza em poder político há várias soluções que não envolvem a redistribuição forçada de renda — a qual, no final, faz com que ainda mais dinheiro vá para políticos e seus mecanismos.

Aqueles que levantam essa preocupação estão, na prática, reclamando apenas do compadrio gerado pelo estado, não da desigualdade em si. A fonte do problema é o estado, cheio de benesses e de favores a serem distribuídos, o qual, indiscutivelmente, se tornaria ainda mais poderoso e distorcivo caso os preocupados com a desigualdade tivessem suas políticas favoritas aprovadas.

Por fim, mesmo aqueles que são céticos em relação aos argumentos de que a desigualdade seja problemática, podem concordar que tem havido alguma redistribuição de riqueza do pobre para o rico nas últimas décadas. Isso se dá, majoritariamente, por causa das políticas do governo que favorecem quem já está próximo ao poder, seja devido aos exorbitantes salários que funcionários públicos de alto escalão recebem, seja por causa de sua política de expansão de crédito subsidiado para grandes empresas, seja por causa de suas políticas protecionistas que protegem as grandes indústrias criando uma reserva de mercado e impedindo os pobres de comprar bens mais baratos do estrangeiro, seja por causa de sua política fiscal que, ao incorrer em déficits orçamentários, aumenta a riqueza dos compradores dos títulos públicos.

Não nos esqueçamos também da exigência de licenças profissionais e dos encargos sociais e trabalhistas que dificultam a obtenção de trabalho pelos mais pobres, que costumam ser menos qualificados e não justificam o preço exigido como mínimo a ser pago por sua mão-de-obra.

Há, ainda, tentativas governamentais de regular e até mesmo banir o Uber, o Lyft, o AirBnB e todas essas empresas da chamada "economia compartilhada". Essas são, justamente, as melhores alternativas para alguém que não está encontrando oportunidades conseguir uma fonte de renda, já que é a área da economia menos controlada pelo governo que se conhece.

Por fim, vale ressaltar que é o estado quem impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas e se integrar ao sistema produtivo.

Todas essas políticas são problemáticas justamente porque aumentam a desigualdade e a pobreza de forma artificial. Com efeito, uma discussão muito mais interessante incluiria qual o papel dessas políticas estatais na criação das desigualdades artificiais em oposição às desigualdades naturais, que são aquelas que surgem espontaneamente no mercado em decorrência da maior aptidão de cada indivíduo.

Conclusão

Novamente, os leitores interessados em dados devem consultar as duas monografias linkadas no primeiro parágrafo do artigo. No entanto, mesmo sem os dados, essas são as quatro perguntas que valem a pena ser feitas numa conversa sobre desigualdade se você quer realmente chegar ao cerne do que está em jogo e persuadir aqueles preocupados com a crescente desigualdade a ver a questão por um ângulo diferente.

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https://www.mises.org.barticle/2632/em-qualquer-discussao-sobre-desigualdade-estas-sao-as-quatro-perguntas-que-tem-de-ser-feitas
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2020.09.18 07:41 futebolstats A Carreira de Christian Pulisic em Números

Quando cita-se um dos melhores jogadores norte-americanos em destaque no futebol europeu, o nome de Christian Pulisic que atualmente joga pelo Chelsea da Inglaterra e que também joga pela seleção dos Estados Unidos, deve ser levado em conta.
Christian Mate Pulisic nasceu em 18/09/1998 em Hershey, município do estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Antes de atuar pelo Chelsea, ele jogou pelo Borussia Dortmund da Alemanha. Porém, o que mais se sabe sobre Pulisic? Quais feitos ele atingiu até aqui? Até onde ele ainda pode chegar?

Juvenil

Apesar de ter nascido em Hershey, Pensilvânia, onde passou a maior parte da sua infância. Kelley e Mark Pulisic – pais de Christian Pulisic – jogavam futebol pela universidade de George Mason. Além disso, o pai de Pulisic também jogou futebol de salão profissional no Harrisburg Heat na década de 1990 e, posteriormente, tornou-se treinador em níveis juvenil e profissional.
Aos 7 anos de idade, Pulisic e a família mudaram-se para a Inglaterra, onde viveram por 1 ano. Quando esteve na Inglaterra, Pulisic jogou pela equipe juvenil do Brackley Town. No ano seguinte, a família Pulisic voltou para os Estados Unidos e assim sendo, o pai de Christian se tornou técnico de um clube de futebol de salão, o Detroit Ignition. Enquanto isso, Christian Pulisic passou a viver em Michigan e com isso, jogou pelo Michigan Rush.
Depois disso, a família voltou para a cidade de Hershey e assim sendo, Pulisic cresceu jogando pelo PA Classics clube local da Academia de Desenvolvimento de Futebol dos EUA (Estados Unidos), e ocasionalmente treinando com o clube profissional local Harrisburg City Islanders, agora conhecido como Penn FC, durante a sua adolescência.

A Carreira de Christian Pulisic em Números

Borussia Dortmund

Categorias de Base

O avô de Pulisic, Mate Pulišić, nasceu na Croácia, na ilha de Olib e assim sendo, Christian se fez valer disso para solicitar a cidadania croata depois de se mudar para a Alemanha, a fim de evitar a necessidade de obter um visto de trabalho alemão.
Em fevereiro de 2015, o Borussia Dortmund – equipe que joga a Bundesliga (1ª divisão do futebol alemão) – contratou Pulisic que tinha apenas 16 anos nessa época, e o clube o designou primeiro para a equipe sub-17 e, no verão do mesmo ano – entre os meses de junho e setembro – o designou para a equipe sub-19. Depois de marcar 10 gols e prover 8 assistências em apenas 15 jogos pelas equipes sub-17 e sub-19 do Borussia Dortmund, Pulisic foi integrado a equipe principal do clube auri-negro após a pausa de inverno da temporada 2015-16.

2015-16

Em janeiro de 2016, enquanto estava treinando com a equipe principal do Borussia Dortmund nas férias de inverno, Pulisic jogou o segundo tempo de 2 amistosos, marcando 1 tento em uma partida e dando passe para gol na outra.
Em 24 de janeiro de 2016, um dia depois de “estrear no banco” do time principal do clube auri-negro, Pulisic jogou os 90 minutos de um amistoso contra o Union Berlim e além disso, fez 1 gol e proveu assistência para um gol.
Em 30/01/2016, em jogo da 19ª rodada da Bundesliga, Thomas Tuchel promoveu a estreia do norte-americano quando o colocou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Adrián Ramos. Quanto ao jogo, a equipe de Dortmund venceu o Ingolstadt por 2-0.
Em 18/02/2016, no primeiro confronto contra o Porto de Portugal na fase de 16 avos da UEFA Europa League, Pulisic fez a sua estreia em um torneio continental ao substituir Marco Reus aos 42 minutos da segunda etapa. Quanto ao resultado da partida, vitória do Borussia Dortmund por 2-0 no Signal Iduna Park, em Dortmund na Alemanha. Três dias depois, dessa vez em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic jogou pela primeira vez como titular antes de ser substituído logo após o intervalo de um jogo no qual a equipe auri-negra venceu o Bayer Leverkusen em plena BayArena por 1-0.
Em 10/04/2016, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, pela segunda vez desde que subiu para o time principal do Borussia Dortmund, o norte-americano iniciou entre os titulares no Rieverderby – clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04 -, ficando em campo até os 28 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por İlkay Gündoğan. Quanto ao resultado da partida, empate em 2-2.
Em resposta à atuação de Pulisic contra o Schalke, Thomas Tuchel deu a seguinte declaração: _“Ele é um adolescente e em seu primeiro ano de futebol profissional. Os seus 2 primeiros jogos entre os titulares foram em Leverkusen e aqui hoje em Gelsenkirchen – não é a tarefa mais fácil. Isso mostra a nossa enorme gratidão em vê-lo como jogador em tempo integral em nosso time. Ele foi um valioso substituto contra o Werder Bremen e contra o Liverpool da Inglaterra. Ele parecia muito bem recentemente, o que foi provado hoje. É completamente normal que ele não poderia ter jogado com esse ritmo e essa intensidade por mais de 90 minutos.”_Pulisic marcou o seu primeiro gol como profissional em 17/04/2016 em jogo da 30ª rodada da Bundesliga, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Hamburgo por 3-0 e com isso, se tornou o jogador estrangeiro mais jovem a marcar um tento na Bundesliga e além disso, também passou a ser o 4º jogador mais jovem a marcar um gol nessa competição; com apenas 17 anos e 212 dias de idade. Na rodada seguinte do Campeonato Alemão, marcou 1 dos gols do triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart fora de casa e com isso, o jovem norte-americano bateu mais um recorde, tornando-se o jogador mais jovem a marcar 2 tentos na Bundesliga. Ainda convém lembrar que na vitória sobre o Stuttgart, ele também recebeu o seu primeiro cartão amarelo como profissional.
Em suma, na sua 1ª temporada como jogador profissional do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 12 partidas e fez 2 gols. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga, terminou em 3º lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões e em seguida, chegou até as quartas-de-finais da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
29108101894
Pd* – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

2016-17

No primeiro jogo de Pulisic como titular nessa temporada em 14 de setembro de 2016, o camisa 22 da equipe auri-negra deu o passe para Gonzalo Castro marcar o seu único gol na goleada por 6-0 sobre o Legia Varsóvia da Polônia fora de casa e com isso, se tornou o jogador mais jovem da equipe de Dortmund a jogar uma partida de UEFA Champions League (Liga dos Campeões). Três dias depois, em jogo da 3ª rodada da Bundesliga, Pulisic foi escalado entre os titulares novamente e além de marcar o terceiro gol da goleada por 6-0 sobre o Darmstadt, também proveu assistências para 1 dos 2 gols de Gonzalo Castro e para o gol de Emre Mor.
Em 27/09/2016, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, o jovem norte-americano de 18 anos entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo no lugar de Ousmane Dembélé e 14 minutos depois, deu o passe para o gol de André Schürrle evitar a derrota do Borussia Dortmund ante o Real Madrid da Espanha no Signal Iduna Park e assim sendo, as duas equipes ficaram no empate (2-2).
Em 22/10/2016, em jogo da 8ª rodada da Bundesliga, Pulisic entrou em campo no lugar de Ju-ho Park logo após o intervalo e além de marcar 1 dos gols da equipe de Dortmund no empate em 3-3 com o Ingolstadt, também contribuiu com assistência para o gol de Adrián Ramos.
Em 23 de janeiro de 2017, Pulisic assinou um novo contrato com o Borussia Dortmund no qual ele estendeu o seu vínculo com o clube até o ano de 2020.
Em 04/03/2017, em jogo da 23ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe auri-negra marcou o quarto gol da goleada por 6-2 sobre o Bayer Leverkusen e além de ter feito 1 gol, deu o passe para Raphäel Guerreiro fazer o dele nessa partida. Quatro dias depois, o jovem norte-americano marcou o seu primeiro tento em um jogo de Liga dos Campeões, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Benfica de Portugal no Signal Iduna Park por 4-0 em partida válida pelas oitavas-de-finais desse torneio e além do gol marcado, deu o passe para 1 dos 3 gols de Pierre-Emerick Aubameyang. Como a equipe de Dortmund havia perdido o primeiro confronto fora de casa por 1-0, o time alemão se classificou para a fase seguinte. Posteriormente, o BVB – Borussia Dortmund – foi eliminado pelo Monaco nas quartas-de-finais.
Em 14/03/2017, em confronto válido pelas quartas-de-finais da Copa da Alemanha, Pulisic marcou o seu 5º e último tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Sportfreunde Lotte e com isso, o Borussia Dortmund seguiu adiante nessa competição.
Em 27/05/2017, em partida válida pela final da Copa da Alemanha, o camisa 22 entrou em campo no lugar de Marco Reus após o intervalo e deu o passe para Aubameyang marcar o gol dele no triunfo por 2-1 sobre o Eintracht Frankfurt e com isso, pela 4ª vez na sua história, o BVB se sagrou campeão de uma edição da DFB Pokal (Copa da Alemanha).
Em suma, na sua 2ª temporada no clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 43 partidas, fez 5 gols e proveu 13 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de se sagrar campeão da Copa da Alemanha, terminou o Campeonato Alemão em 3º lugar e chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
43513202323
5 gols dos quais 3 foram pela Bundesliga, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Alemanha

2017-18

Após o fim da temporada 2016-17, Thomas Tuchel deixou o comando do Borussia Dortmund para ser o técnico do Paris Saint-Germain da França e para o lugar de Tuchel, o BVB apostou as suas fichas em Peter Bosz e na estreia do novo treinador em 5 de agosto de 2017, escalou Pulisic entre os titulares e mesmo com o norte-americano não decepcionou e fez 1 dos gols do Borussia Dortmund no empate em 2-2 com o Bayern de Munique na decisão da Supercopa da Alemanha, porém com a persistência desse empate, as duas equipes tiveram de decidir o título nos pênaltis onde o Bayern levou a melhor e venceu por 5-4 e com isso, o Borussia Dortmund teve de se contentar em ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017.
Em 19/08/2017, o Borussia Dortmund estreou nessa edição da Bundesliga com uma vitória por 3-0 sobre o Wolfsburg em plena Arena Volkswagen e um dos autores dos 3 gols foi o camisa 22 e além do gol marcado nessa partida, também contribuiu com assistência para o gol de Aubameyang.
Em 20/09/2017, em jogo da 5ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano de 19 anos recém-completados marcou o seu 3º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Hamburgo fora de casa.
Após a derrota por 2-1 ante o Werder Bremen em pleno Signal Iduna Park, chegou-se a um consenso no clube que Peter Bosz não devia permanecer no comando e com a sua saída, em 10/12/2017, Peter Stöger foi anunciado como o novo treinador do Borussia Dortmund.
Em 16/12/2017, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic marcou o segundo gol da vitória por 2-1 sobre o Hoffenheim.
Em 8 de abril de 2018, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o seu 5º e último tento nessa temporada no triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do BVB, Christian Pulisic disputou 42 jogos, fez 5 gols e proveu 7 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017, terminou o Campeonato Alemão em 4º lugar, chegou até as oitavas de final da Copa da Alemanha, terminou em 3º lugar na fase de grupos da UEFA Champions League e posteriormente, foi eliminado nas oitavas de final da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
4257103038
5 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga e 1 pela Supercopa da Alemanha

2018-19

Após o término da temporada 2017-18, Peter Stöger deixou o comando dos Schwarzgelben – Borussia Dortmund – e para o seu lugar, o clube resolveu apostar as suas fichas em Lucien Favre e sob o comando do novo treinador, em 26 de agosto de 2018, na estreia do Borussia Dortmund na Bundesliga 2018-19, Pulisic iniciou a partida entre os titulares. Quanto ao resultado do jogo, vitória por 4-1 sobre o RB Leipzig.
Em 18/09/2018, na estreia do Borussia Dortmund na fase de grupos da UEFA Champions League 2018-19, o camisa 22 celebrou o seu 20º aniversário marcando o único gol da vitória sobre o Club Brugge da Bélgica fora de casa. Quatro dias depois, mas desta vez em partida válida pela 4ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o gol da equipe de Dortmund no empate em 1-1 com o Hoffenheim fora de casa.
Após o gol diante do Hoffenheim na 4ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic só voltou a balançar as redes em 31/10/2018 na vitória por 3-2 na prorrogação sobre o Union Berlin na 2ª fase da Copa da Alemanha.
Devido à preferência de Favre por Jadon Sancho, o camisa 22 passou a ficar mais no banco, apesar de ter sido o titular do time em 5 partidas do time na Liga dos Campeões e assim sendo, começou a circular rumores na mídia de que Pulisic queria se transferir para um outro clube e ainda é importante lembrar que o próprio jogador norte-americano expressou publicamente o seu desejo de “jogar em um clube da Premier League (Campeonato Inglês)”.
No início do mês de janeiro de 2019, o Chelsea da Inglaterra fez uma oferta de 64 milhões de euros (o equivalente a 288,3 milhões de reais) por ele e adquiriu os direitos de transferência do jovem jogador norte-americano, que permaneceu até o final da temporada emprestado ao time do Borussia Dortmund.
Em 4 de maio de 2019, em jogo da 32ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe de Dortmund jogou como titular e marcou o primeiro gol do seu time no empate em 2-2 com o Werder Bremen fora de casa. Na rodada seguinte, em 11/05/2019, o norte-americano marcou o seu último tento com a camisa do Borussia Dortmund na vitória por 3-2 sobre o Fortuna Dusseldörf no Signal Iduna Park.
Em suma, na sua última temporada com a camisa do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 30 partidas, fez 7 gols e proveu 6 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga 2018-19 e chegou até as oitavas-de-finais da Copa da Alemanha e da UEFA Champions League.
PdGmACACVMj na temporada 2018-19
3076201701
7 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga, 2 pela Copa da Alemanha e 1 pela UEFA Champions League
Títulos que conquistou no Borussia Dortmund - Copa da Alemanha2016-17
- O vídeo abaixo mostra todos os gols que Pulisic marcou com a camisa do Borussia Dortmund - Este vídeo foi publicado no YouTube há 4 meses atrás por CDNC22

Chelsea

2019-20

Christian Pulisic sendo apresentado como o mais novo reforço do ChelseaEm 2 de janeiro de 2019, Pulisic assinou com o Chelsea da Inglaterra por uma taxa de 64 milhões de euros, em um acordo que o levou a ficar no Borussia Dortmund até o fim da temporada 2018-19. Essa transferência fez de Pulisic o jogador estadunidense mais caro e além disso, a segunda venda mais cara de todos os tempos do clube alemão, atrás apenas de Ousmane Dembélé. Após a sua chegada em julho desse ano (2019), ele falou de seu desejo de repetir as atuações de Eden Hazard e descreveu o atacante belga como um ídolo do futebol. Ainda convém lembrar que Pulisic “abriu mão das férias” após o término da temporada para impressionar Frank Lampard, o atual treinador dos Blues (Chelsea).
Em 11/08/2019, na estreia do Chelsea na atual edição da Premier League, Lampard colocou o norte-americano em campo aos 13 minutos do segundo tempo no lugar de Ross Barkley, mas mesmo com esta e mais outras alterações, os Blues estrearam com uma derrota por 4-0 ante o Manchester United no Old Trafford (estádio do Manchester United). Três dias depois, o Chelsea decidiu o título da Supercopa da UEFA de 2019 contra o Liverpool e diferentemente do jogo anterior, desta vez Pulisic iniciou entre os titulares e deu o passe para Olivier Giroud marcar o primeiro gol dos Blues no empate em 2-2 com os Reds (Liverpool) e com a persistência do empate, o campeão foi conhecido nos pênaltis; vitória dos Reds por 5-4 na disputa por pênaltis.
Pela 10ª rodada do Campeonato Inglês, em 26/10/2019, Pulisic marcou seus primeiros gols com a camisa do Chelsea na vitória por 4-2 sobre o Burnley. O hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – foi o primeiro de sua carreira e ele se tornou o segundo jogador estadunidense a conquistar este feito na Premier League depois de Clint Dempsey pelo Fulham em 2012, além disso, também se tornou o jogador mais jovem dos Blues a marcar um hat-trick. Ele também se tornou o primeiro jogador do Chelsea a marcar 3 gols numa partida desde Didier Drogba em 2010. Pulisic marcou gols nas duas rodadas seguintes da Premier League, uma vitória por 2-1 fora de casa contra o Watford e uma vitória por 2-0 no Stamford Bridge sobre o Crystal Palace.
Em 27/11/2019, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Champions League, o estadunidense marcou seu primeiro tento pelo clube nesse torneio no empate em 2-2 com o Valencia da Espanha fora de casa.
Após a 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), o Campeonato Inglês e a maioria dos campeonatos ao redor do mundo foram paralisados e já recuperado de uma lesão que sofrerá no mês de janeiro, em 21/06/2020, em jogo da 30ª rodada da Premier League, Pulisic entrou em campo aos 10 minutos da segunda etapa no lugar de Ruben Loftus-Cheek e 5 minutos depois, fez o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Aston Villa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, o camisa 22 dos Blues – Pulisic – marcou o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Manchester City, um resultado que acabou de uma vez por todas com as chances do City na disputa pelo título e confirmou o Liverpool como campeão da Premier League.
Em 01/08/2020, em confronto válido pela final da Copa da Inglaterra, Pulisic inaugurou o placar do jogo, no entanto o Chelsea levou a virada e perdeu por 2-1 para o Arsenal. Apesar de ter se tornado o primeiro jogador estadunidense a marcar na final da competição, mas foi substituído no início do segundo tempo após sofrer uma lesão no tendão.
Em agosto de 2020, Pulisic foi nomeado para a lista de 8 jogadores para o Prêmio de Jogador Jovem da Temporada inaugural da Premier League, que acabou sendo concedido a Trent Alexander-Arnold do Liverpool.
Em suma, na sua 1ª temporada na Inglaterra, Christian Pulisic disputou 34 jogos, fez 11 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Chelsea, além de ter sido vice-campeão da Supercopa da UEFA e da Copa da Inglaterra, terminou em 4º lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado nas oitavas-de-finais da UEFA Champions League e da Copa da Liga Inglesa.
PdGmACACVMj na temporada 2019-20
341110002348
11 gols dos quais 9 foram pela Premier League, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Inglaterra

Números de Pulisic na Seleção Norte-Americana

Estados Unidos

Seleções de Base

Assim como muitos outros grandes jogadores, Pulisic também atuou pelas seleções de base do seu país, no caso jogou pelas seleções sub-15 e sub-17 dos Estados Unidos. Ainda é importante mencionar que ele foi o capitão da seleção norte-americana na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2015 no Chile, onde marcou 1 tento e proveu uma assistência em 3 jogos. Pulisic fez 20 gols em 34 jogos pela seleção sub-17 dos Estados Unidos durante o seu ciclo de 2 anos com o time.

Seleção Principal

Em 27 de março de 2016, Pulisic foi convocado pelo técnico Jürgen Klinsmann para um jogo de Eliminatória da Copa do Mundo FIFA de 2018 contra a Guatemala. Dois dias depois – em 29/03/2018 -, ele fez a sua estreia na seleção principal dos Estados Unidos em uma partida na qual os EUA venceram a Guatemala por 4-0 no Mapfre Stadium, em Columbus, Ohio. Pulisic entrou em campo aos 36 minutos da segunda etapa no lugar de Graham Zusi. Ainda convém lembrar que Christian Pulisic se tornou o americano mais jovem a jogar uma partida de Eliminatória de Copa do Mundo, mas antes disso, também era elegível para jogar pela seleção da Croácia, mas se recusou a fazê-lo.

Copa América Centenário 2016

Em 21/05/2016, Klinsmann anunciou a lista dos 23 jogadores que iriam disputar a Copa América Centenário e o nome de Pulisic estava nessa lista e uma semana depois – em 29/05/2016 -, em um amistoso contra a Bolívia, ele se tornou o jogador mais jovem a marcar um tento pela seleção estadunidense; entrou em campo aos 18 minutos da segunda etapa no lugar de Gyasi Zardes e 6 minutos depois, marcou o 4º e último gols dos Estados Unidos na goleada por 4-0 sobre a seleção boliviana.
Em 04/06/2016, o Estados Unidos estreou na fase de grupos dessa edição comemorativa da Copa América com uma derrota por 2-0 ante a Colômbia. Pulisic jogou os últimos 25 minutos dessa partida. Na rodada seguinte, Pulisic viu do banco a seleção estadunidense vencer a Costa Rica por 4-0 e por fim, ele viu do banco novamente o Estados Unidos vencer o Paraguai por 1-0 e com isso, os norte-americanos se classificaram para a fase de mata-mata da Copa América Centenário 2016.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou o Equador e venceu por 2-1 sem Pulisic. Na fase seguinte – semifinal -, a seleção estadunidense enfrentou a Argentina e mesmo substituindo Chris Wondolowski logo após o intervalo, a joia do Borussia Dortmund nada pôde fazer e com isso, os Estados Unidos perderam por 4-0 e com isso, teve de se contentar com a disputa do 3º lugar da Copa América Centenário 2016.
Na disputa do 3º lugar, o Estados Unidos enfrentou a Colômbia e perdeu por 1-0. Pulisic jogou os últimos 16 minutos dessa partida. Além disso, esta foi a última vez que Klinsmann comando a seleção norte-americana e com a sua saída, quem assumiu o comando dessa seleção foi Bruce Arena.
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Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018

Em 02/09/2016, em um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic marcou 2 gols na goleada por 6-0 sobre São Vicente e Granadinas e além dos 2 tentos, deu o passe para o gol de Sacha Kljestan e com isso, Pulisic se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol com a camisa da seleção norte-americana em uma partida das Eliminatórias de Copa do Mundo. No jogo seguinte diante de Trinidad e Tobago, Klinsmann escalou Pulisic entre os titulares e assim sendo, o jovem jogador do Borussia Dortmund se tornou o norte-americano mais jovem a ser escalado como titular em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Quanto ao resultado desse jogo, goleada por 4-0 sobre a seleção trinitária.
Em 25 de março de 2017, em mais um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic teve uma grande atuação na goleada por 6-0 sobre o Honduras, ao qual marcou 1 tento e proveu assistências para o gol de Sebastian Lletget e para 2 dos 3 gols de Clint Dempsey nessa partida.
Em 08/06/2017, em outro jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, Pulisic marcou os gols do triunfo por 2-0 sobre Trinidad e Tobago. Posteriormente, a seleção dos Estados Unidos disputou a Copa Ouro de 2017 e mesmo sem Christian Pulisic que estava se recuperando de uma lesão, foi a campeã desse torneio ao bater a Jamaica por 2-1 na final em 27/07/2017. Ainda convém lembrar que mesmo com a conquista do título, Bruce Arena não continuou no cargo de treinador da seleção estadunidense e a “bola da vez” era Dave Sarachan.
Nas duas últimas partidas do hexagonal final que é a última fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da CONCACAF – Confederação de futebol responsável pelas seleções da América Central e da América do Norte -, Pulisic marcou 2 gols em cada jogo; gol e assistência na goleada por 4-0 sobre Panamá e o único gol dos Estados Unidos na derrota por 2-1 ante Trinidad e Tobago. Apesar de ter sido o artilheiro do Hexagonal Final, não houve o que comemorar, pois a seleção norte-americana terminou em 5º lugar e com isso, estava fora da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia.

Copa Ouro 2019

Em 20 de novembro de 2018, em um amistoso contra a Itália, pela primeira vez desde que passou a atuar pela seleção estadunidense, Pulisic capitaneou o time e apesar da derrota por 1-0 para os italianos, o até então camisa 22 do Borussia Dortmund se tornou o jogador mais jovem a ser o capitão dos Estados Unidos; 20 anos e 63 dias de idade.
A derrota para a seleção italiana causou a demissão de Dave Sarachan e com isso, quem assumiu o comando do time foi Gregg Berhalter e mesmo com a ausência de Pulisic nos amistosos contra Panamá e Costa Rica, a seleção estadunidense venceu os 2 jogos; por 3-0 e 2-0 respectivamente.
Em maio desse ano (2019), Berhalter anunciou a lista final de 23 jogadores convocados para a disputa da Copa Ouro 2019 que realizar-se-ia em 3 países, fase inicial da competição seria sediada na Costa Rica e na Jamaica e posteriormente, os Estados Unidos sediariam a fase final do torneio.
Em 19/06/2019, o Estados Unidos fez a sua estreia nessa edição da Copa Ouro com uma vitória por 4-0 sobre a Guiana. No jogo seguinte, o novo camisa 10 da seleção norte-americana – Christian Pulisic – foi um dos destaques da goleada por 6-0 sobre Trinidad e Tobago ao marcar 1 dos 6 tentos do time e além do gol marcado, proveu assistências para 1 dos 2 gols de Aaron Long e para 1 dos 2 gols de Gyasi Zardes. Por fim, na última rodada da fase de grupos da Copa Ouro 2019, com a vaga para a fase seguinte assegurada, Berhalter optou por descansar alguns atletas, dentre eles, Pulisic que jogou os últimos 25 minutos da vitória por 1-0 sobre o Panamá.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou a seleção de Curação e venceu por 1-0. Pulisic foi o autor da assistência para o gol de Weston McKennie.
Na semifinal, a seleção norte-americana enfrentou a Jamaica e com um doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – do camisa 10, venceu a Jamaica por 3-1 e com este triunfo, os Estados Unidos se classificaram para a final da Copa Ouro 2019.
Na final, o Estados Unidos enfrentou o México no Soldier Field, em Chicago e com um gol de Jonathan dos Santos, a Seleção Mexicana venceu a partida e pela 8ª vez, se sagrou campeã de uma edição da Copa Ouro.
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Liga das Nações da CONCACAF 2019-20

Na estreia dos Estados Unidos na fase de grupos desta competição recém-criada em 12 de outubro de 2019, Pulisic marcou de pênalti o último gol da goleada por 7-0 sobre Cuba. Na rodada seguinte da fase de grupos, o camisa 10 e capitão da Seleção Estadunidense jogou o primeiro tempo e parte do segundo no revés por 2-0 ante o Canadá.
Com um total de 9 pontos somados em 4 partidas – 3 vitórias e uma derrota -, os Estados Unidos terminaram na liderança do grupo A e sendo assim se classificaram para a fase de mata-mata desta competição. Devido à pandemia do Novo Coronavírus, esse torneio está momentaneamente suspenso.
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- O vídeo abaixo mostra 9 dos 14 gols de Pulisic com a camisa da Seleção Estadunidense - Este vídeo foi publicado no YouTube há 2 anos atrás por US Soccer Hub

TOTAL

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Prêmios individuais - 50 jovens promessas do futebol mundial de 2015 - Seleção das revelações da UEFA Champions Leagueem 2016 - 15º melhor jogador sub-21 de 2016 (FourFourTwo) - 4º melhor jovem do ano de 2017 (FourFourTwo)

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Christian Pulisic é um dos “famosos camisa 10 do futuro”. O seu baixo centro de gravidade permite-lhe driblar em alta velocidade e devido a isso, é capaz de chegar a área para concluir a gol e/ou para deixar os companheiros em condições de fazer gols.
E para vocês? Pulisic irá se adaptar ao Chelsea? Ele será um dos melhores meio-campistas em breve?
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2020.08.12 00:59 Buddy_Appropriate Portanto... Vamos ficar calados quanto ao acordo ortográfico?

Desculpem, mas é algo que me continua a chatear.
Então, uma língua que existe desde o século IX (que haja registo), é simplesmente atropelada por um governo eleito por 4 anos, sem qualquer consulta à população que, se bem me lembro, era activamente contra.
Não me interpretem mal; não pretendo argumentar que a língua portuguesa ficasse estática nem nego que tenha sofrido profundas metamorfoses ao longo dos séculos. Também não pretendo fazer uma apologia nacionalista -- para que conste, sou um fervoroso federalista europeu. E quem conhece mais ou menos bem a Europa, quem teve oportunidade de ver e viver a sua riqueza cultural e histórica, não pode deixar de se sentir triste por Portugal. Simplesmente acho que, se a língua tiver que mudar, deve mudar naturalmente, ou pelo menos de forma ponderada (através de estudos literários, etnográficos, etc, conduzidos por várias instituições académicas independentes, ao longo de longos períodos de tempo). "Ah, mas existem mais pessoas que falam português não europeu." Tudo bem, mas nós falamos português europeu. Até se podia chamar bacalhês, e os não europeus que ficassem com o português.
Acho que o governo pisou um linha vermelha quando se atreveu a mudar a nossa ortografia. E acho perturbante a serenidade com que as pessoas o parecem aceitar. Porque nós habitamos uma língua, antes de habitarmos um lugar no mundo. Quem passa ou já passou bastante tempo fora de Portugal sabe bem disso; sabe que tem um peso diferente dizer "Eu amo-te" invés de "I love you" ou "je t'aime", ou "tenho saudades tuas". O novo acordo ortográfico não é mau por ser uma afronta a algum sentimento nacionalista ou patriótico, nem tampouco por ser pouco estético. É por ser um ataque implícito à liberdade de consciência.
Enfim, já estou preparado para ser chamado mesquinho. Os portugueses ainda têm muita falta de individualismo saudável. Ainda se fala que o Estado é o povo. Mas não percebem que os Estados vão e vêm, que os regimes nascem e morrem. Que mesmo que proíbam o bacalhau e a sardinha, o futebol e o fado e o Sto. António; mesmo que por força tirânica o tempo apague estes hábitos, nunca conseguiram apagar uma língua. Duvidam? Perguntem aos países do Leste Europeu.
Já agora, quantos de vocês continuam obstinados como eu? Quantos continuam revoltados?

EDIT: Há muita gente que parece que comenta sem ter lido o post.
  1. Não estou a dizer que esta ou aquela forma de escrever é melhor ou pior. Estou a dizer que um governo se atreveu a cagar na liberdade de consciência do povo que representa, simplesmente para beneficiar certos interesses económicos (privados!!). Existem povos, aqui na Europa, que fizeram guerras e revoluções por isto, e hoje pintam-no na sua "bandeira".
  2. O povo é sereno, e sem identidade. Pau-mandado da Igreja e do Reino Unido, este país sempre lhe faltou algum brio. Agora parece ter vindo a ganhar um gostinho por cuckholdry.
Espero que tenha ficado esclarecida a essência do meu argumento. :)
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2020.08.10 06:11 BossGandalf Discurso do Sr. Ventura no comício do Chega em Leiria

Antes de mais, queria dizer que com este post, gostaria imenso que não houvessem comentários ofensivos entre pessoas de esquerda e direita, mas sim finalmente um lugar para que tenhamos (de forma saudável) uma análise crítica sobre as várias possíveis soluções políticas para o nosso país.
Ontem vi o vídeo de 37min que o Sr. Ventura partilhou nas suas redes sociais, do seu discurso no comício em Leiria. Apenas vi 37min de um discurso totalmente populista e com zero, repito zero, medidas concretas de como ele vai alcançar todas as coisas que ele para ali debitou e que o povinho gosta de ouvir.
O típico populismo do Sr. Ventura de dizer que vai reduzir os impostos e acabar com a corrupção. É verdade que os impostos em Portugal são super altos e se houvesse menos corrupção e desvio de fundos públicos, os impostos poderiam ser muito mais baixos. Mas reparem que é graças aos impostos que temos um ensino totalmente gratuito até ao 12º ano, onde nem os manuais escolares os pais têm de pagar aos filhos. É graças aos impostos que temos (nós estudantes universitários) que pagar apenas um valor simbólico de 80€/mês para estudar numa faculdade pública, sendo que o estado gasta muito mais por nos estudantes lá andarmos a estudar. Reparem que é graças aos impostos que temos, embora não seja perfeito, um serviço nacional de saúde. É graças aos impostos que temos transportes públicos a um preço razoável. É graças aos impostos que temos estradas alcatroadas. A maneira que o Ventura tem de reduzir os impostos que todo o povinho que lá estava tanto quer que sejam reduzidos é cortar as obrigações do estado com a saúde, educação e tudo mais através de ... privatizações (segundo o Sr. Ventura, "ao estado não compete a produção ou distribuição de bens e serviços, sejam esses serviços de Educação ou de Saúde, ou sejam os bens vias de comunicação ou meios de transporte". O que nós supostamente iremos poupar de impostos, vamos acabar por gastar muito mais se tivermos que colocar os nossos filhos em escolas privadas e pagar pelos manuais escolares deles. O que nós supostamente iremos poupar de impostos, vamos acabar por gastar muito mais em saúde privada (e esperemos que nunca tenhamos na família alguém que precise de tratamentos caros como hemodiálise ou radio/quimo terapias que o estado atualmente comparticipa). As políticas económicas de direita só ajudam e beneficiam os gestores das empresas, os patrões e os CEOs. A discrepância social tenderia a aumentar e reparem que a classe média está mais próxima de virar classe baixa do que classe alta. E é este tipo de raciocínio que temos de fazer na minha opinião. Não basta ouvir o Sr. Ventura falar que vai baixar os impostos e acabar com a corrupção. Isso todos queremos e é por isso que o discurso dele tem vindo cada vez mais a angariar seguidores. Mas é preciso ter uma análise crítica sobre o assunto. É preciso perceber como é que ele vai fazer isso e que consequências isso vai trazer. Eu também quero pagar menos de impostos e ter mais dinheiro ao fim do mês. Mas também quero ter um serviço nacional de saúde caso eu não tenha capacidade de pagar valores altíssimos por uma operação grave ou um tratamento dispendioso. Também quero poder saber que os meus filhos vão ter direito à educação caso eu não tenha capacidades de pagar 500/mês para eles estudarem. Agora claro que se eu tiver dinheiro, vou a um privado por ser mais rápido. Mas não posso pensar só em mim. Também quero que as outras famílias tenham acesso à saúde e à educação. Quantos de nós teve aquele colega inteligente e aplicado no ensino secundário mas não pôde prosseguir estudos e lutar por um futuro melhor porque os pais não tinham dinheiro? E nesses 37min do Ventura, só o ouvi a falar de populismos de acabar com corrupção, baixar impostos e tudo mais e ouvi ZERO medidas concretas de como ele vai fazer isso.
Atenção que não estou com isto a defender o socialismo. É nojento a forma descarada como há corrupção no governo, desde beneficiar familiares e amigos para cargos, contratação de empresas familiares para fazer serviços ao estado e tudo mais. Porém ainda assim prefiro saber que temos todos direito à educação e à saúde independentemente do meio social em que nascemos. Enquanto português e uma pessoa que adora o seu país, gostaria muito de viver num país ao estilo de uma Dinamarca, por exemplo, país cuja educação e saúde são públicas, são considerados o país mais feliz do Mundo e têm poder de compra quando viajam para outros países da Europa e do Mundo. Em Portugal temos por exemplo um partido recente, o Livre que não dá tacho a ninguém, uma vez que tem umas primárias livres (não precisamos de amigos nem familiares para chegar a cabeças de lista tipo PS ou PSD por exemplo) e que se revê muito nas políticas europeístas. Infelizmente teve o azar da Joacine concorrer, ser eleita cabeça de lista e manchar o nome do partido...
Uma vez mais saliento: com este post gostaria imenso que não houvessem comentários ofensivos entre pessoas de esquerda e direita, mas sim um lugar para que tenhamos (de forma saudável) uma análise crítica sobre as várias possíveis soluções políticas que nos são apresentadas. Respeitem-se uns aos outros e façam análises críticas à perspectiva de cada partido sem as típicas ofensas de comunas para ali, fascistas para acolá pfv. Estamos a falar sobre o futuro do nosso país.
Para os que tiverem curiosidade, o vídeo do discurso de 37min do Sr. Ventura no comício em Leiria está publicado na página oficial do facebook dele.
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2020.07.10 03:15 CidVerte O Brasil e o mundo

Trabalho com consultoria e já trabalhei em quase 30 países espalhados pelo mundo. Como vou sozinho e trabalho com a equipe local, acabo mergulhando na cultura de uma maneira bem diferente do que um turista faz. Durante as viagens as comparações com o Brasil são inevitáveis. Decidi compartilhar minhas experiências como retribuição de tudo que já aprendi e ri neste sub, também na esperança de ter uma conversa saudável durante esta loucura de 2020.
Separei por tópicos para facilitar a leitura.
Obs: quando digo "Ásia" entenda a Ásia em sua parte desenvolvida (Japão, Coréia do Sul, China, Singapura, etc) e não a Ásia como um todo.
[VIOLÊNCIA] Em nenhum país tive a sensação de violência urbana tão presente quanto no Brasil, muitas cidades têm sua "no go zone" mas no Brasil geralmente as cidades têm bolhas de segurança e no resto é bom ficar atento. Moçambique é extremamente pobre porém tem uma zona urbana mais segura que o Brasil. Países muçulmanos são extremamente seguros mas a extorsão rola solto, quer dizer, tem roubo estilo "flanelinha" mas não tem assalto com violência ostensiva. As cidades da costa oriental da China são extremamente seguras, mais do que Europa e EUA. Só quando você sai do Brasil e consegue relaxar nas ruas é que percebe o quanto a vida urbana no Brasil é estressante, você praticamente está o tempo todo calculando o perigo e avaliando qual a chance do cidadão perto de você ser um bandido.
[NEGÓCIOS] Pior país que já fiz negócios na vida foi a Venezuela, foi tão ruim que tivemos que fechar o contrato com uma empresa sediada no Panamá que possuía os meios de operar dentro da Venezuela (a Venezuela também foi o único caso que tive que fazer o trabalho remotamente porque já em 2015 não dava para ir pra lá). O segundo pior lugar foi a Argentina, você tem que aumentar muito o preço porque pra mover o dinheiro de lá para o Brasil é uma quantidade absurda de impostos, é muito demorado e toda a operação é feita em Pesos, ou seja, cada dia de atraso é a inflação que come. Entretanto quando o preço é muito alto o cliente não consegue pagar logo a margem de lucro é tão baixa que quase não compensa operar na Argentina. O Brasil tem uma fama terrível entre os países de primeiro mundo que acham um absurdo ter que contratar um brasileiro (famoso despachante) para conseguir andar com a documentação (alvarás, licenças, impostos, etc). Normalmente países com bom ambiente de negócios têm regras claras, estáveis e muita informação disponível de modo que um estrangeiro consiga lidar com a papelada. Muçulmanos são folgados e abusados, pedem coisas ridículas para fechar um contrato, por exemplo, um cliente árabe exigiu que ele e a equipe dele tivessem um treinamento de 3 dias em Paris, com as despesas pagas por nós!
[AMBIENTE DE TRABALHO] Melhor ambiente de trabalho que vi até hoje foi na Europa ocidental, o pessoal trabalha de maneira eficiente e sem a loucura de muitas horas de trabalho que vi nos EUA e na Ásia. Na França e na Noruega por exemplo a cultura workaholic não é bem vista e ficar depois do horário pode significar que você não trabalhou de forma eficiente para terminar no prazo. Em países desenvolvidos o material de trabalho é abundante e acessível e você não precisa ficar mendigando para conseguir um mouse, um segundo monitor, um PC decente ou até um simples grampeador. Na Europa a hierarquia é levada a sério (nos EUA depende muito da empresa), o chefe não é seu colega de trabalho. Na Ásia a hierarquia é levada ao extremo, cada um socializa com alguém do mesmo nível, chefe e subalternos não sentam à mesma mesa no restaurante da empresa e eu era o único a dar "bom dia" pro porteiro que sempre me respondia se curvando sem me olhar. Para os asiáticos cada um faz seu trabalho e acabou, não precisa de "bom dia". No Rio de Janeiro TODOS os dias meu trabalho começava com atraso porque a equipe não chegava, a hora do almoço era de 2h e o pessoal saía mais cedo, no final reclamaram que meu workplan foi muito corrido e não deu tempo de concluir tudo. Na Alemanha TODOS os dias o trabalho começou 9h em ponto com a equipe completa e um dia um engenheiro chegou atrasado, 9:05, ele era mexicano.
[RACISMO] O ser humano tende a ser racista e vai ser sempre assim. O Brasil é (ainda) um oásis neste ponto. Quem fala que o Brasil é racista não sabe o milagre que é termos japoneses, europeus, libaneses, negros, índios e chineses convivendo e se casando sem isso ser um problema, no máximo com piada de mal gosto e preconceito social se o sujeito for pobre. Na Coréia/China/Japão eles consideram indianos e outros asiáticos do sub continente como não civilizados, nem vou comentar o que eles pensam de negros porque isso já foi bastante divulgado. Falando em negros, por mais estranho que possa parecer para alguns, os únicos no mundo que se importam com os negros são os ocidentais. Europa Leste, Ásia, Oriente Médio e os muçulmanos do norte da África estão pouco se lixando para os negros. Os Negros dos EUA são até o momento o grupo mais racista que já tive contato, fiquei alguns dias hospedado em uma vizinhança de negros em Chicago, fui xingado pra caramba na rua um dia e tratado com extrema grosseria várias vezes, até na igreja.
[TURISMO] O melhor lugar que já fiz turismo foi no Sul da França: Pirineus de um lado, Alpes do outro, Côte d'Azur embaixo, campos de lavanda e vinhedos no meio. A França é um país muito focado em turismo, os preços são claros (colocados na porta do restaurante sem nenhuma cobrança extra ou pegadinha), as igrejas não cobram pra entrar e as informações para o turista são claras e abundantes mesmo em lugares afastados. O clima é temperado e qualquer estação do ano você tem algo excelente para fazer (montanha ou praia). Com inglês e espanhol você se vira muito bem e ao contrário dos parisienses o povo é bem receptivo no interior do país. Se não quer ir tão longe um excelente destino é o Chile, dentro da América do Sul é o mais perto que se pode chegar de um país desenvolvido. Dentro do país eu recomendo Ouro Preto, é um lugar excelente e único no mundo.
[SOCIEDADE] Em geral as pessoas são muito parecidas em qualquer lugar do mundo mas se expressam de maneira diferente. Outra coisa que observei é que quem faz o país é o povo, não teve um lugar que eu estive em que o povo não refletisse o país nos mínimos detalhes, quanto mais atrasado o país menos o povo segue regras de trânsito, maior é a malandragem (das ruas e da classe média em ambiente corporativo) e sempre estão tentando tirar vantagem de você já começando no aeroporto. E finalmente : taxista é sempre uma desgraça em qualquer lugar, isso é invariável.
[PANORAMA GERAL] O Brasil é um país médio, longe de ser desenvolvido e longe de ser uma desgraça. O pior do Brasil é, de longe, a violência. Muita gente de muito talento sai do país sem querer voltar por causa da violência. Pobreza e crise econômica a gente tira de letra mas medo de morrer por causa de um celular é uma coisa fudida, seu bem maior é a vida. Por causa da fuga de cérebros para o exterior e para o interior de concursos públicos sem finalidade produtiva eu tenho perspectivas negativas para o futuro do Brasil. Entretanto o Brasil não é um país fudido, as instituições são meio vacalhadas mas em geral funcionam, existe ciência de ponta sendo feita (com muita raça) e existe no país opções de saúde que, apesar de não contemplarem toda a população com a qualidade desejável, ainda consegue fazer o mínimo. Para vocês terem uma perspectiva do que é lugar ruim, em Moçambique eu dei consultoria em uma das maiores estatais do país, reparei que os funcionários (que eram classe média local) faziam fila depois do expediente para encher garrafas de água no filtro. Depois de algumas perguntas descobri que eles estavam sem acesso à água potável. Imaginei que se isso acontecia em Maputo, capital federal que concentra boa parte da riqueza, o que seria a vida nos cantos mais esquecidos do país. Fica para você pensar : não importa aonde você esteja no Brasil, tem alguém no mundo que sonha em viver como você.
Tl;dr: baseado nos países que conheci, fiquei comparando com o Brasil e fazendo análises sem pretensão de estar certo.
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2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.04 00:42 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte III

Parte I AQUI Parte II AQUIPARTE IV AQUI
1950
- O Brasil foi candidato único para ser sede da copa de 50, a Itália (como defensora do título) e o Brasil tinham vaga garantida. Mais 32 seleções se inscreveram para as eliminatórias, para disputar as 14 vagas restantes, porém houveram tantas desistências que só 19 seleções jogaram de fato as eliminatórias;
- Alemanha e Japão foram destituídos da FIFA como punição pela II Guerra Mundial. A Itália também estava entre os países do “Eixo”, porém, como reconhecimento ao esforço do dirigente Ottorino Barassi em esconder a “Taça Vitória das Asas de Ouro” ou “Taça Jules Rimet” durante todo o conflito, a Azurra foi perdoada e defendeu o seu título normalmente;
- Anos antes da Copa do Mundo de 1950, a Itália era apontada como uma das principais favoritas. No entanto, em maio de 1949, os jogadores do Torino, a base da seleção italiana, foram vítimas de um acidente aéreo, episódio que ficou conhecido com a “Tragédia de Superga“. A Azurra , enfraquecida, se despediu da copa com uma vitória e uma derrota.
- As vagas foram separadas em: 7 para Europa (incluindo Israel e Síria), 4 para a América do Sul, 2 para a CONCACAF e 1 para a Ásia;
- A Turquia ganhou o primeiro jogo eliminatório por 7x0 sobre a Síria, que desistiu do jogo de volta. A Turquia então se classificou para enfrentar a Áustria, que também desistiu. A Turquia, então, estava classificada para a copa, mas, no final das contas, ela própria desistiu da vaga. Então a FIFA ofereceu a vaga para Portugal que, adivinha só? Também não aceitou. O pior é que isso foi a menos de um mês da copa. A FIFA mandou todo mundo se fuder e deixou a copa com um a menos;
- As quatro seleções do Reino Unido finalmente resolveram entrar para a Copa do Mundo, o seu torneio anual de seleções foi a base para a classificação, foram oferecidas 2 vagas para disputa entre as 4 seleções. A Inglaterra se classificou em primeiro e a Escócia em segundo. A Escócia só aceitaria a vaga se fosse ela a campeã deste torneio, como não ganhou, resolveu declinar da vaga;
- A vaga foi oferecida para a França, que havia sido eliminada pela Iugoslávia. A França desistiu por considerar as viagens a Porto Alegre (jogaria contra o Uruguai) e Recife (contra a Bolívia) muito longas. Isso aconteceu uma semana após Portugal desistir. A FIFA resolveu deixar a copa com duas seleções a menos;
- Na América do Sul, a Argentina desistiu, assim como já havia feito na Copa América do Brasil no ano anterior, 1949. Isso gerou um grande mal-estar entre as duas federações, o que gerou a retaliação por parte da federação brasileira, que não apoiou a candidatura Argentina para a copa de 1958. Na realidade, o problema começou devido a uma pancadaria na final do Campeonato Sul-Americano de Futebol 1946, em Buenos Aires: revoltados com as fraturas de dois jogadores, os argentinos cercaram e agrediram os brasileiros com socos, pedradas e até espadas, com a ajuda da polícia. Apenas em 1956 as relações entre AFA e CBD foram retomadas;
- Por fim, o presidente da Argentina Juan Domingo Perón vetou a participação, pois fora informado de que a conquista da Copa seria muito difícil, em razão da saída dos principais astros do país. A proibição, por este mesmo motivo, manteve-se para as eliminatórias de 1954;
- Mas o motivo da desistência da Argentina vai muito além: nos anos 40 ela era apontada como a melhor seleção do mundo (tendo ganhado 4 copas Américas), porém começou uma greve dos jogadores Argentinos em 48, isso acabou levando a uma debandada que retirou dos argentinos Di Estéfano (com 22 anos na época), entre outros craques da época do River Plate La máquina. Isso gerou ainda diversos outros reflexos. Aqui explica melhor;
- Também na zona da CONMEBOL, desistiram Peru e Equador. Os classificados foram: Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai que não precisaram jogar um jogo sequer;
- Na Ásia, Burma (Myanmar), Filipinas e Indonésia desistiram, deixando a vaga para a Índia que, também, desistiu. A Índia desistiu após saber que seus jogadores não poderiam jogar de pés descalços, bom, isso não é 100% verdade. A federação Indiana alegou dificuldades financeiras para realizar a viajem, a FIFA ofereceu passagem de ida e volta para o Brasil, mesmo assim, os Indianos recusaram (hoje se fala que eles não sabiam o real peso da copa do mundo). É muito provável que eles jogassem descalços na época, mas não significa que seja o motivo principal. A FIFA resolveu iniciar o torneio com três seleções a menos;
- Até 1950, existiam duas federações de futebol na Irlanda, uma no Norte e outra no Sul. Ambas alegavam serem as verdadeiras regentes do futebol em toda a ilha da Irlanda (na época já separada entre Norte e Sul). De fato, quatro jogadores, Tom Aherne, Reg Ryan, Davy Walsh e Con Martin, jogaram pelas duas seleções/federações. O que não adiantou muito já que ambas foram eliminadas;
- A maior goleada dessas eliminatórias foi um 9x2 da Inglaterra sobre estes nobres guerreiros citados no item anterior, quando defendendo a seleção Norte Irlandesa;
Um pouco além das Eliminatórias:
- O Uruguai não precisou disputar jogos nas eliminatórias devido a desistências de outros países, um mês antes da copa, seu grupo, que deveria ter Portugal e França, acabou sendo reduzido a apenas eles e a seleção da Bolívia. Após uma vitória de 8x0 sobre os Bolivianos, o Uruguai já estava na final (que seria disputada entre 4 equipes, na forma de um quadrangular). Esta foi a menor caminhada de uma equipe até a final, com apenas um jogo entre sua inscrição para a copa e a final;
- Em um dia 16 de julho de 1950, Alcides Ghiggia calou o Maracanã, o ex-jogador do Peñarol e da Roma foi o único membro da equipe do Uruguai em 1950 a viver para assistir à segunda Copa do Mundo no Brasil. Ele faleceu, aos 88 anos, exatamente no mesmo dia em que ocorreu a final da copa de 50, em que fez o gol decisivo, 65 anos depois, em 16 de julho de 2015;
- Em uma entrevista para a FIFA Ghiggia conta que se sentiu mal pelos Brasileiros, tamanha foi a desolação no estádio. Conta ainda, que os dirigentes da federação Uruguai conversaram com Obdúlio Varella (o mesmo que consolou brasileiros em um bar, após a final) e pediram apenas que se comportassem em campo, pois já estavam satisfeitos com o desempenho e perder de três ou quatro gols era algo aceitável. Aqui a entrevista completa;
- Ghiggia ainda fala muito bem do Brasil, dizendo que considera um segundo lar e que, quando o reconheciam, as pessoas o paravam e pediam autógrafos e tiravam fotos com ele. Apesar de ter sido derrotado, os torcedores brasileiros sempre demonstraram respeito e admiração pela sua conquista. Quando desembarcaram em Porto Alegre para fazer uma conexão, logo depois de terem se tornado campeões, foram recebidos muito bem; link
- O árbitro da partida da final entre Brasil e Uruguai era 9 anos mais velho do que o árbitro da final de 1938! George Reader tinha 53 anos, na época, e é até hoje o árbitro mais velho a apitar uma final;
- A diferença de saldo do gols na final que o Brasil tinha sobre o Uruguai (+11 a +1) na decisão era grande. Mas um ano antes, na copa América de 1949 foi de astronômicos 45 gols (+39 a -6);
- Nessa mesma competição o Brasil goleou o Equador por 9x1, a Bolívia por 10x1, a Colômbia por 5x0, o Peru por 7x1 e o Uruguai por 5x1. Na última rodada o Brasil só precisava empatar com o Paraguai, adivinha? Perdeu. Mas, dessa vez, o empate em pontos com o Paraguai levava a um jogo desempate, nesse o Brasil ganhou por 7x0;
- O Brasil havia derrotado o Uruguai duas vezes em 1950 e um clube do interior gaúcho, 119 dias antes da maior tragédia do futebol brasileiro também tinha conseguido derrotar os uruguaios . Em 19 de março, o Brasil de Pelotas bateu por 2 a 1 o Uruguai, com Máspoli, Ghiggia e Obdúlio Varela em campo. Detalhe: no Centenário;
Fontes:
https://www.futbox.com/blog/futebol-outros/top-5-curiosidades-das-copas-1950-54-e-58
https://www.ultimadivisao.com.balgumas-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-a-copa-de-1950/
A COPA DO MUNDO DE 1938: NACIONALISMO E A IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA EM CAMPO, Paulo Henrique do Nascimento.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1950
https://www.fifa.com/worldcup/archive/brazil1950/
https://www.fifa.com/worldcup/news/the-maracanazo-marvels-in-numbers-2909382
edit: adicionado informações sobre a relação Brasil x Argentina;
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2020.05.20 23:44 sairjean Brasil, Vida e Morte (Uma Crítica a Demétrio Magnoli)

Em 18/05, O Globo publicou um artigo do sociólogo Demétrio Magnoli, entitulado “Suécia, Vida e Morte”, com o subtítulo “ O colapso econômico cobra vidas ”, disponível em:
https://oglobo.globo.com/opiniao/suecia-vida-morte-24429777
Como o acesso é fechado a assinantes, e para melhor entendimento do que exporei aqui, reproduzo o texto integral do artigo abaixo. (Sou assinante, não “hackeei” o site.)
Os secretários estaduais de Saúde bateram a porta na cara do agora ex-ministro Nelson Teich. Diante de uma proposta de diretrizes sobre níveis de distanciamento social, responderam que, enquanto a curva da epidemia sobe, não é hora de discutir o assunto. Nossa polarização política reflete-se como guerra retórica entre dois extremismos. Num polo, Bolsonaro e seus lunáticos fantasiam-se de defensores da economia e dos empregos. No extremo oposto, configura-se um fundamentalismo epidemiológico que, vestido com a roupagem da ciência, exibe-se como o exército da vida. A Suécia oferece uma alternativa à dicotomia irracional.
O país escandinavo rejeitou a polaridade filosófica vida versus morte e sua tradução estratégica: saúde pública versus economia. Distinguindo-se de quase toda a Europa, navega por medidas brandas de isolamento social que não abrangem quarentenas extensivas. O fundamentalismo epidemiológico acusou-a de renegar a ciência, cotejou sua taxa de mortalidade por Covid (34 por 100 mil) com a de seus vizinhos (Noruega: 4,3; Finlândia: 5,1) e, num julgamento sumário, declarou-a culpada de desprezo pela vida.
O governo sueco não classificou a doença como “uma gripezinha”, recusando o negacionismo. Como o resto da Europa, definiu o objetivo de “achatar a curva”. Mas modulou a estratégia para o longo prazo, estimando que a vacina tardará. Aceitou, portanto, taxas maiores de óbitos imediatos, em troca da mesma mortalidade que os outros no horizonte da imunidade coletiva. No plano epidemiológico, um veredicto justo deve aguardar o momento redentor da vacinação em massa.
O parâmetro sueco não é suprimir o vírus pelo bloqueio social, mas evitar as mortes evitáveis — ou seja, preservar a capacidade hospitalar de atendimento de casos graves. Nesses dias, após “achatar a curva”, os governos europeus começam suas reaberturas, ainda em meio a milhares de contágios. Todos rendem-se ao mesmo parâmetro — e, claro, enfrentam a voz indignada dos anjos da vida.
Os anjos estão errados, por motivos pragmáticos e filosóficos. O colapso econômico cobra vidas. A depressão mundial lançará cerca de 130 milhões de pessoas na vala da fome. O desemprego crônico, com seu cortejo de alcoolismo e opioides, corta a expectativa de vida em mais de cinco anos. Por que a vida de um faminto ou de um desempregado vale menos que a de um infectado pelo vírus?
A Suécia levou em conta um valor que escapa ao domínio epidemiológico: as liberdades civis. Quarentenas prolongadas achatam direitos, tanto quanto a curva de contágios. A liberdade ou a segurança? No caso da Aids, que matou 32 milhões, jamais restringimos as atividades sexuais, impondo legalmente testagens aos parceiros para evitar a difusão do vírus. A filosofia moderna nasceu com a declaração do direito à revolta contra governos tirânicos. A escolha de viver em liberdade deflagra rebeliões, que causam conflitos e mortes.
No plano dos valores, quarentenas justificam-se pela interdição ética fundamental de deixar pacientes morrerem sem tratamento apropriado. Itália, Espanha e França recorreram ao lockdown precisamente diante desse abismo. A Alemanha, que não chegou perto dele, preferiu uma quarentena moderada — e começa a reabrir em nome dos “direitos constitucionais”.
O exemplo sueco não indica que os italianos erraram — e não serve para moldar as respostas brasileiras a uma curva exponencial. Por outro lado, é a bússola mais precisa para nortear o debate, em todos os lugares, sobre lockdowns, quarentenas e flexibilizações. A epidemiologia militante, iracunda e intolerante, não tem o direito de invocar uma aliança preferencial com a vida, rotulando como arautos da morte os que ousam contestar suas receitas.
Teich foi elevado por Bolsonaro ao ministério com a missão de fabricar mais desordem, sabotando nossas últimas oportunidades de coordenar o combate à epidemia. Mas ele sabotou o sabotador, ao oferecer um esboço de diretrizes comuns. Os secretários de Saúde fizeram baixa política ao recusar a mera discussão da proposta. Ganham aplausos indevidos de fanáticos do bem.
Em questões de vida ou morte, a virtude não está “no meio”, como em outras questões filosóficas (e pragmáticas), mas num dos extremos, o da vida. “Por que a vida de um faminto ou de um desempregado vale menos que a de um infectado pelo vírus?”, ele pergunta retoricamente. Não se trata de qual vida vale mais, mas de quem está em perigo mais imediato de perder a vida. As mortes por covid são para agora; as mortes por fome ou desespero em decorrência da depressão econômica são pra depois. Haverá tempo para se tomar medidas para evitar essas mortes, desde políticas públicas de auxílio aos desvalidos, como vários países já estão fazendo (até mesmo o Brasil, ainda que aos trancos e barrancos), até iniciativas de solidariedade espontâneas da própria sociedade (como também já vem ocorrendo no Brasil, envolvendo desde grandes empresários até os vizinhos nas comunidades carentes). E, nesse meio-tempo, temos a chance de expandir a rede de tratamento hospitalar (de novo, como até no Brasil se está fazendo, mesmo com todos os problemas que temos visto), e a Ciência de desenvolver novos tratamentos, remédios eficazes e, talvez, até mesmo uma vacina. É claro que nem os governos, nem as empresas, nem os cidadãos em geral poderão sustentar indefinidamente os que perderam suas fontes de renda em virtude da paralisação das atividades econômicas. Uma hora, os recursos de que podem lançar mão se esgotarão. Mas quanto mais pudermos adiar o retorno pleno às atividades, mais mortes totais evitaremos, seja por covid, seja de fome.
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2020.02.26 21:37 CommissionerTadpole Dicas em como conseguir trabalho no exterior? (Ou pelo menos como sair de uma família tóxica)

Bom dia, peço perdão em adiante pelo post extremamente longo. Esse thread é meio que uma mistura de uma pergunta com um desabafo.
Eu sou uma menina trans de 20 anos, convivendo em um ambiente não muito saudável à saúde mental; para resumir, meu pai apresenta condições bipolares e narcisistas, e morar com ele é comparável com dormir com uma bomba-relógio embaixo da cama, pois ele costuma explodir de raiva por motivos pequenos, e algumas vezes nem por minha culpa, simplesmente querendo descarregar o estresse do trabalho em cima de mim, e isso sem falar de vários casos de abuso psicológico que vêm acontecendo desde 2004. Também não ajuda que os meus pais são da moda antiga, onde a palavra deles é a Lei desde que eu esteja morando em baixo do teto deles, e falam que lívre arbítrio e independência não são um direito humano, mas sim um privilégio que eu não mereço ter.
A questão é que eles pegam isso e transformam em um catch-22; eu não tenho direito de conduzir minha própria vida pois eu ainda moro na casa deles, mas eu não posso sair da casa deles e ter meu próprio emprego pois eu não o direito de conduzir minha própria vida, já que eu ainda estou morando na casa deles... consegue ver o que isso implica? Eu já tenho qualificações para ter um trabalho que não seja de salário mínimo, pois eu fiz ensino médio em uma escola técnica federal (especificamente, um curso de informática, pois desde quando entrei já era meu sonho desenvolver meus próprios jogos), e logo sou formada como técnica de informática. Também sou fluente em inglês. Mas meu pai age como se eu não tivesse formação alguma, e sempre me ameaça a me pôr para trabalhar em um emprego de salário mínimo e péssimas condições (como pedreira, britadeira e outras do tipo) quando eu não cumpro as expectativas dele.
Basicamente, estou sendo forçada a fazer uma faculdade, queira eu ou não. Embora eu veja a faculdade como sendo algo importante, eu não consigo me ver indo bem em assuntos acadêmicos já que eu estou completamente gasta devido às pressões psicológicas que meu pai vêm pondo em mim (e o fato que minha mãe e o resto da minha família simplesmente ignoram o que acontece e dizem que eu só estou exagerando tudo), e também não ajuda o fato que fui praticamente roubada de uma oportunidade de ter ido a Portugal no fim do ano passado para meus pais conseguirem me por na faculdade, que só me fez sentir ainda mais presa e isolada. (Sem falar que meu pai simplesmente fica com muita raiva de mim quando eu menciono como fiquei triste sobre não poder ter ido para lá.)
Eu fiquei de saco cheio e cheguei ao meu auge essa semana, quando meu pai literalmente me ameaçou quando eu disse que não estava satisfeita com a faculdade e estava pensando em sair. Estive considerando pôr meu diploma de informática em uso e ver se eu conseguia algum emprego para me desgrudar da minha família (apesar de não ter gostado muito do curso, mas imagino que deve ter sido pelas mesmas condições que não estou gostando da minha faculdade: a depressão que sofro por causa da minha situação). Mas há vários problemas que me impedem de fazer isso diretamente.
Para início de conversa, eu francamente tenho que confessar que eu não faço idéia de como eu iria procurar e conseguir um emprego, ou até onde eu deveria começar à procurar, já que, em sua missão de me deixar perpetuamente dependente deles, meus pais nunca me ensinaram como fazer isso. Não é exagero; desde o ensino médio, quando tive que fazer estágio, meu pai me proibiu de fazer estágio em uma companhia - seja remunerado ou não - e me obrigou a fazer estágio dentro da minha própria escola, mesmo com os professores e conselheiros da escola avisando ele que não recomendavam fazer isso já que atrapalharia minhas oportunidades de conseguir um emprego no futuro devido a eu não ter um portifólio decente. (De fato, eu lembro que, no meu aniversário de 15 anos, quando comentei sobre a possibilidade de eu ter meu próprio trabalho e minha própria casa, meu pai riu da minha cara e disse que nunca iria deixar eu me mudar para fora da casa dele.)
Literalmente a única coisa que eu sei é que é possível agendar a carteira de trabalho online e que não custa dinheiro fazer isso (sendo que meus pais me disseram o oposto), mas também não sei direito como funciona o processo. Também ouvi falar sobre o LinkedIn, mas não conheço muito a respeito.
O outro problema é que, francamente, eu gostaria muito de conseguir uma oportunidade de emprego no exterior. (Preferencialmente em Portugal ou na Irlanda, já que gosto desses dois países.) Sei que isso torna as coisas muito mais difíceis e que eu deveria me concentrar mais em me safar da minha situação atual, mas há varios motivos por trás desse desejo meu... e dentre todos eles, dois deles se destacam:
• Salário. Não há segredo que a economia daqui está em um péssimo estado, e francamente, com eu só tendo um diploma de ensino médio e não tendo saúde mental para conseguir terminar a faculdade ou estudar para passar em um concurso público enquanto ainda estiver nessa situação, eu tenho medo se só conseguir um trabalho com salário mínimo que torne impossível eu ter dinheiro o suficiente para comprar ou alugar minha própria casa, ou que me acabe me forçando a viver perpetuamente na margem da pobreza. Claro, seria melhor que viver sofrendo de abuso doméstico, mas nessa situação, seria essencialmente trocando um mal pelo outro. Na Europa, não só o Euro está em uma situação muito melhor que o Real (que significa que até salário mínimo lá vai render mais do que o salário mínimo daqui), mas Portugal e Irlanda estão precisando muito de gente na área de informática, então seria muito mais fácil eu ter um emprego que pague bem lá comparado com aqui. (Sem falar que eu quero muito ter um Nintendo Switch e um 3DS/2DS, e ambos custam uma fortuna aqui no Brasil sendo que são muito mais baratos lá na Europa)
• Segurança. Tem o argumento óbvio de que lá tem muito menos crimes que aqui no Brasil, mas o que mais me atrai é a respeito de crimes de ódio. Como eu mencionei lá em cima, eu sou trans. Não fiz a transição ainda pois meus pais são conservadores e jamais iriam aceitar isso, mas caso eu me mudasse para fora da casa deles mas ainda continuasse morando no Brasil, eu ainda não iria poder fazer a transição pois não iria me sentir segura aqui, dentre todos os inúmeros crimes de ódio contra pessoas trans que vêm acontecendo aqui. (Sem falar que eu não arriscaria a possibilidade de acabar sendo demitida caso meu hipotético chefe seja uma pessoa preconceituosa.) Além de finalmente poder escapar dos abusos psicológicos e emocionais que meus pais vêm fazendo acima de mim, um dos maiores desejos que eu tenho à respeito de cair fora daqui é poder finalmente assumir o corpo e o nome que eu quero ter, algo que eu simplesmente não consigo me ver sendo capaz de conseguir se eu continuar aqui.
Além desses dois motivos principais, há vários outros motivos que me fazem querer me mudar para o exterior, como por exemplo, dificultar os meus pais de irem atrás de mim para ficar me importunando, e também o fato de lá ter um clima muito mais frio que o nosso (eu ODEIO o calor e sou uma masoquista em relação ao frio).
Mas enfim, o problema é que eu não sei se conseguir um trabalho nesses dois países seria fácil, ou até possível na minha situação atual. Eu não tenho passaporte, e nem um visto. (Eu ouvi falar que Portugal criou um visto específicamente para atrair brasileiros formados na área de informática, mas eu não sei como funciona o processo para obter esse visto, ou se inclui pessoas formadas no ensino médio-técnico ou apenas no nível superior.) Não sei se o processo para conseguir um emprego no exterior pode ser feito online mesmo não estando nesses países, ou se eu precisaria ir para lá primeiro. Não há muita informação à respeito disso.
Normalmente, o caminho lógico seria tentar conseguir um trabalho aqui primeiro para me livrar da minha família, e então juntar dinheiro para conseguir comprar um passaporte e pagar uma passagem de avião sem ter que depender de doações online. Mas, novamente, eu não sei se possuo uma qualificação boa o suficiente para conseguir um trabalho na área que pague o suficiente para eu conseguir sobreviver (seja aqui no Brasil, ou lá na Europa), e não muda o fato de que não sei como funciona o processo de aplicar para conseguir um emprego. (Novamente, tanto aqui quanto lá.)
Por acaso vocês poderiam me dar algumas dicas e esclarecimentos sobre o que eu devo fazer, tanto para conseguir um trabalho aqui quanto para conseguir me mudar para o exterior? (inclusive se dá para eu, por exemplo, conseguir emprego em uma empresa multinacional e depois pedir transferência para uma filial em outro país)
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2020.01.13 12:30 AntonioMachado [2012] Oliver James - Como desenvolver a inteligência emocional

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2019.08.20 15:31 Amanda3exceler Intercâmbio na Irlanda Mundial Intercâmbio

Intercâmbio na Irlanda: o país mais receptivo da Europa

A Irlanda é um país conhecido mundialmente por suas belezas naturais. Suas colinas e penhascos são o cenário perfeito, incluindo a imensidão verde que a faz ser conhecida como Ilha Esmeralda. Só agora entendemos, o por que este país foi escolhido para ser o cenário de produções de Game Of Thrones.
Pensou em realizar um intercâmbio na Irlanda? Antes de embarcar, é importante conhecer um pouco de sua história, afinal, esse é um país que tem pelo menos nove mil anos de tradições fortes. Desde 1921, a Irlanda é separada da Irlanda do Norte. Além das disputas políticas e econômicas, havia também a relação religiosa: os recém-chegados no país eram majoritariamente protestantes, enquanto os irlandeses seguiam o catolicismo. Sendo assim, como havia dois grupos de interesses opostos, os imigrantes britânicos decidiram se concentrar na região ao norte chamada Ulster para evitar ainda mais conflitos. No entanto, a soberania da Irlanda aumentou, o que fez com que ela se tornasse ainda mais independente da Inglaterra.
Atualmente, a Irlanda mantém o destaque no cenário mundial, devido a sua excelente qualidade de vida, desenvolvimento e demais características que tornam um dos melhores países para se viver. Além disso, também é um dos destinos preferidos pelos turistas.

Por que fazer Intercâmbio na Irlanda?

O Intercâmbio na Irlanda com a Mundial Intercâmbio, é garantir a oportunidade de estudar e trabalhar em um dos melhores países da Europa.
Neste intercâmbio, você vai conhecer a forte influência cultural Celta, até hoje percebida na música e culinária regional, além de simbologia e dialetos que ainda sobrevivem em aldeias e cidades menores, característica muito comum e encontrada facilmente pelos estudantes que fazem este intercâmbio.
Além disso, a receptividade de seu povo e a facilidade para trabalhar é um dos principais motivos para fazer Intercâmbio na Irlanda e aprender ou aprimorar o seu inglês.

Intercâmbio na Irlanda: O que conhecer?

A Irlanda é considerada o país dos pubs e, por isso, tomar boas cervejas e participar das melhores festas. São itens fundamentais que você não pode deixar de conhecer.
No quesito festas, o St. Patrick’s Day é o dia mais importante do ano para os irlandeses, pois celebra o santo símbolo do país e tudo nas cidades e ruas do país ficam verdes – inclusive as cervejas.
Outro símbolo considerado importantíssimo do país é a Banda U2, consideradas uma das bandas de de pop rock mais populares e conhecidas do mundo, que teve seus primeiros acordes tocados na cidade de Dublin.
É importante visitar também os prédios históricos, afinal tudo sobre Irlanda gira em torno de sua história. Conheça também o litoral irlandês e seus belíssimos cenários naturais, os quais mencionamos em cima.

Como é a moeda da Irlanda?

Na Irlanda a moeda é o Euro, isso porque a Irlanda, como um país independente, optou por fazer parte do acordo da União Europeia e aderir à moeda comum.

Qual é a língua oficial?

A Irlanda têm dois idiomas oficiais: o gaelic e inglês. Entretanto, grande parte da população fala Russo, Francês e Alemão. Isso acontece devido ao grande número de emigrantes que fizeram da Irlanda a sua residência.

Estudar e Trabalhar

Quem tiver disposição e quiser uma ajuda extra nas contas, poderá trabalhar na Irlanda. No entanto, tudo depende do tipo de visto de estudante escolhido antes de embarcar.
É importante ressaltar que o governo local também possibilita ao estudante renovar o seu visto de estudante por mais 25 semanas, fazendo com que o aluno possa estudar na Irlanda por mais um tempo.

População

Com uma população de 4,5 milhões de habitantes, a capital Dublin é a maior cidade do país e também a que reúne o maior número de escolas e universidades que ensinam Inglês para estrangeiros, seguida de outras cidades como: Cork, Galway e Limerick, que são outros polos educacionais de Inglês para estrangeiros, cursos técnicos e profissionalizantes.
O país, comparado à média europeia, é tido como um país jovem, já que boa parte da população é de jovens e, consequentemente, registra a maior taxa de natalidade da Europa.

Principais cidades para fazer Intercâmbio na Irlanda

As principais cidades da Irlanda são:

Intercâmbio em Dublin

O Intercâmbio em Dublin é uma boa opção para realizar seus sonhos e conhecer pessoas novas e laços de amizade. Além disso, conheça os pontos turísticos de Dublin: Temple Bar, localizado ao sul do Rio Liffey, o Dublin Castle e o Phoenix Park, no centro de Dublin. Saiba mais!

Intercâmbio em Cork

Aprender inglês e trabalhar é bem fácil no Intercâmbio em Cork, uma cidade que possui um aspecto simples, porém muito atrativa. Com uma população tranquila e de clima pacato, a cidade oferece um mercado de trabalho cheio de opções para quem opta pela cidade de Cork. Saiba mais!

Intercâmbio em Galway

O Intercâmbio em Galway é ótimo para quem deseja estudar e trabalhar no exterior. Com excelente custo de vida, o estudante é incentivado pelo governo local a ficar até um período de 25 meses no país. Saiba mais!

Intercâmbio em Limerick

O Intercâmbio em Limerick com a Mundial Intercâmbio é destinado aqueles que curtem uma história medieval, ama o estilo de vida irlandês e que deseja, além de estudar, trabalhar na Irlanda. Saiba mais!

É possível trabalhar na Irlanda?

É possível sim, trabalhar na Irlanda! Uma das grandes vantagens de optar por fazer um intercâmbio na Irlanda é saber que você pode trabalhar legalmente lá. No entanto, é preciso ter visto de estudante, para conseguir ganhar a permissão para trabalhar. Ou seja, é preciso comprovar que você está matriculado em qualquer curso com até 25 semanas de duração, para poder trabalhar até 20 horas semanais e 40 horas nas férias e finais de semana.
Aproveite os melhores pacotes de intercâmbio para estudar e trabalhar na Irlanda! Conte com a Mundial Intercâmbio.

Conheça a Mundial Intercâmbio e saiba mais: https://www.mundialintercambio.com.br
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2017.12.16 09:35 temperamentalfish Eu amo o Brasil

Cansei desses textos falando (com razão, claro) dos vários problemas que o Brasil tem. Da nossa cultura de empurrar as coisas com a barriga, de querer se dar bem sempre, da situação péssima dos serviços públicos (saúde, educação, infraestrutura, etc), dos nossos políticos, entre outros.
Vamos começar com a língua? Os portugueses que me perdoem, mas o português brasileiro é uma versão melhorada do que eles têm na Europa. É mais relaxado, pronuncia melhor as sílabas, enquanto o europeu parece até espanhol de rápido que se fala e de tanta sílaba que é esquecida no meio do caminho. Eu sei que é subjetivo, mas ainda é um motivo para eu gostar daqui.
Outro motivo é a nossa cultura em geral. Fora aqueles aspectos ruins, o que sobra é lindo, pessoal. Quantos países por aí não matariam para ter uma culinária tão diversa quanto a nossa? O pessoal na Inglaterra comendo peixe e batata frita, no Canadá comendo poutine, que é batata frita com queijo e molho gravy, no Japão comendo um sushi que não tem cream cheese (nos perdoem Japão, mas ficou objetivamente melhor), enquanto aqui nós comemos feijoada, bolinho de chuva, brigadeiro, beijinho, acarajé, camarão na moranga (sou alérgico, mas parece uma delícia), coxinha, entre tantos outros. Vocês sabiam que nos EUA não tem salgado como tem aqui? Se quiser fazer um lanchinho ninguém tem coxinha, pastel, pão-de-queijo. Imagina viver a vida inteira e nunca parar de tarde para saborear um pastel de carne e beber um suco de goiaba?
Outros países também tem festas, mas quantos têm um festival do tamanho do carnaval? Você pode não gostar do carnaval e da putaria que acontece, mas acho que ninguém pode negar que aqueles carros alegóricos enormes desfilando são lindos. Sem falar que quase todo estado nesse país vasto tem uma tradição diferente quando se trata de carnaval, às vezes vinda de outros países, mas melhorada por nós.
E a música? Eu também sou culpado de desvalorizar nossa música e ouvir muita música de outros países, mas a música brasileira é maravilhosa. MPB, bossa nova, chorinho, samba, aquele bom e saudoso Legião Urbana, aquele Tom Jobim, aquela Elis Regina, Cássia Eller, Ana Carolina, Nando Reis, e tantos outros nomes que fizeram e fazem poesia em música. E sim, nós também temos funk, sertanejo universitário, forró, brega, e mais alguns gêneros menos "poéticos", mas, de novo, isso é só evidência da abragência da nossa cultura musical. Quantos países vocês acham que possuem tantos gêneros musicais tão fundamentalmente diferentes e ainda têm espaço para os mais tradicionais?
Se nossa música é um pouco abandonada, o nosso cinema quase inexiste para a maioria das pessoas. Cinema brasileiro não é só aquele filme de comédia de baixa qualidade com aqueles mesmos atores da globo que quase não têm criatividade no roteiro. Cinema brasileiro é muito aberto, com muito a dizer, e com verdadeiras gemas desconhecidas. Olhem para Casa de Areia (2005), para Pixote (1980), para Estamira (2006), para Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), para Cidade de Deus (2002). Pessoalmente, eu acredito que as pessoas precisam dar uma chance para o cinema brasileiro, porque tem muita coisa boa para se ver. É capaz de mais gente conhecer Cidade de Deus lá fora do que aqui!
Além da beleza natural que todos nós conhecemos, o Brasil também é um país onde, se considerarmos bem, nós vivemos relativamente bem. O sistema de educação pública até o ensino médio pode não ser lá essas coisas, mas ninguém ensina criacionismo como ciência aqui, como fazem nos EUA.
Nós também temos universidades públicas de qualidade internacionalmente reconhecida. Públicas. Aqui no Brasil você pode potencialmente ter uma educação superior que custaria centenas de milhares de dólares em outros lugares basicamente de graça. Estudante vive pobre? Claro que sim, essa é o estado primário de existência dos estudantes, mas pelo menos ninguém sai da universidade com 20 anos de dívidas nas costas.
Nós podemos até não ter o melhor sistema público de saúde do mundo, nem mesmo o da América Latina, mas pelo menos ninguém aqui fica com dívidas milionárias porque teve a má de sorte de ficar doente.
Os nossos políticos podem ser historicamente péssimos, mas pelo menos o nosso voto conta, e não tem aquela história bizarra de um candidato ter mais votos e perder por causa de como os distritos eleitorais foram feitos.
Enfim pessoal, escrevi demais, desculpa, mas é porque eu realmente amo esse país e sim, eu já morei fora, no Canadá, outro país maravilhoso, mas o Brasil sempre tem um espaço muito especial no meu coração.
NL;NL O Brasil é foda, tem um milhão de defeitos, mas tem tanta coisa boa que dá até orgulho
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2016.12.21 14:45 godsdog23 AMA: Estou a viver no Japao ha mais de 2 anos...

Ha 2 anos no inicio fiz um AMA aqui mas muito sinceramente foi um pouco precipitado porque estava no inicio ainda. A minha opinião mudou muita coisa sobre os Japoneses desde então. Apesar dos bons salário (acima de quase todos os países da Europa excepto Suica e Noruega) mas não é um pais fácil para viver. O Japao também tem mudado na temporada que estou aqui.
Como prova: foto da minha cozinha enquanto digito este post
http://i.imgur.com/lajtBFo.jpg
Posso por outras fotos mas hoje estou mesmo cansado: são 22:45 agora.
Pequenas observações:
Perguntem coisas?
ja agora o link do AMA anterior (tem muita coisa errada, foram as primeiras impressões): https://www.reddit.com/portugal/comments/2mnniv/ama_estou_a_trabalhar_no_japão/?
edit: Vou dormir que aqui ja é tarde, vejo que vocês estão muito interessados nas Japonesas, bem eu ja tenho saudades de uma Portuguesinha a serio (mesmo daquelas rijas com buco como dizem os Brasileiros), o Japao é um pais quase como os outros e agora com mais mercado de trabalho para estrangeiros (a população Japonesa tem-se reduzido obrigando a contratar imigrantes para diversas funções). A qualidade de vida até é boa e vejo que a mentalidade quadrada e fria esta a mudar mas sinceramente estou um pouco farto disto.
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2016.03.13 00:21 fillingtheblank Por que nós brasileiros somos tão mal educados e agressivos?

Segue um desbafo, para tirar do peito. Se não gosta de histórias longas, pode ficar por aqui.
Um acúmulo longo de experiências tem me feito pensar nisso. Sei que vejo de um ponto privilegiado por poder viver no estrangeiro, e a experiência comparativa salta aos olhos demais. Tive a boa sorte de ter vivido em 4 continentes diferentes devido ao meu trabalho e hoje quando estou no Brasil há um mal estar grande que sinto ao ver como meus conterrâneos se portam em situações tão básicas da vida, onde as pessoas deveriam tender a outra atitude. O atual clima político das pessoas no país têm me jogado isso cuspido na cara.
Ano passado peguei um voo internacional com destino a Brasília. O vôo teve um atraso longo no aeroporto europeu (ou seja, nada a ver com o destino, o Brasil) que fez com que a maioria das pessoas que tivessem conexões em Brasília para outra cidade perdessem suas conexões (exceção àqueles que tinham conexões muitas horas depois). Ao chegarmos no aeroporto de Brasília, a companhia aérea (que é europeia) colocou um stand com funcionários próximo à saída dos passageiros especialmente para ajudá-los a redirecioná-los a um novo vôo. Os passageiros europeus, que estavam vindos de diferentes países, todos fizeram silenciosamente uma fila. Os passageiros brasileiros?
Começaram a brigar com as funcionárias lá colcoadas como se elas tivessem alguma culpa na situação. Gritavam. As pessoas brigavam na fila, furavam filas, teve gente (não pouca) entrando no stand. Essa foi a única hora que eu entrei na disputa dos que estavam tentando falar mais alto e disse "Quem não trabalha aqui pra companhia X não tem nada que estar do lado de lá do balcão, ninguém aqui tem camarote e existe uma fila para quem sabe ver. Todo mundo aqui tá na mesma situação e essas funcionárias tão aqui pra isso." O único efeito moral que surtiu foi ninguém ter me olhado pra responder (já que estavam todos tão briguentos) mas ninguém tãopouco recolocou-se onde devia. Sabendo que não havia o que fazer (meu novo voo só seria horas mais tarde) e me recusando a entrar naquela insanidade, eu esperei cada um dos "donos da rua" serem atendidos pelas moças (que vão direto pro céu, tenho certeza, pois não levantaram nenhum cílio anti-profissional enquanto praticamente cuspiam na cara delas). No 'fim', quando a maioria já havia sido despachada, restavam só os gringos e eu. Mais uma surpresa: as funcionárias só falavam português. Os gringos, óbvio, não. Eu literalmente traduzi um por um para um e outro para aujdar todos a resolverem a situação. No fim, fim, tratei do meu. A moça agradeceu sentidamente a colaboração e segui meu caminho. Quando mais tarde peguei um outro avião, companhia agora nacional por se tratar de voo doméstico, rumo à minha cidade, mais uma pérola dos passageiros meus conterrâneos: uma senhora começou a passar mal quando já estávamos próximos de aterrissar. As aeromoças fizeram o que podiam mas claramente a senhora estava tendo uma crise um pouco mais grave. Assim sendo assim que o avião aterrissou, antes de concluir as manobras de taxiamento etc, o comissário anunciou nos alto-falantes que era pedido aos passageiros que permanecessem todos sentados em seus lugares pois uma equipe médica do aeroporto foi acionada pela tripulação a vir prestar socorro à passageira necessitada e eles iam entrar imediatamente e precisavam de poder circular sem incômodo para fazer o atendimento e locomover o paciente se necessário.. Nada mais simples de se solidarizar, correto? Pois é... Aqui e ali certas passageiras e passageiros (e posso lhes garantir que não eram estrangeiros, esses poucos estavam todos sentados) começaram a se levantar, a ir abrir compartimento de bagagem; a ir falar com alguém em outro assento; etc etc. As aeromoças mandaram alguns "Por favor, permaneçam todos em seus assentos enquanto a equipe médica (que começava a entrar) não tiver retirado o passageiro em estado de emergência." Parecia estar falando com as paredes, as pessoas agiam com indiferença. Como se por algum acaso elas fossem conseguir sair antes dos outros! Qual é a lógica?? Acreditem se quiser, a médica que entrou quase tropeçou feio por causa de uma das passageiras que se levantou e tava ocupando parte do corredor.
Enfim... fiquei desesperançado com esse dia de viagens. Não queria acreditar no comportamento dos meus conterrâneos. Essas pessoas, na sua maioria vindo de férias da Europa, eram braisleiros de classe média e classe alta em sua maioria. Frequentaram as melhores escolas, conhecem outros países etc.
Até vinha tentando "suprimir" isso mas quando olho esses vídeos de passeatas e manifestações na tv e na internet me revem imediatamente. No nosso país "o outro" não vale nada. O brasileiro parece não saber o que é empatia. Vê-se isso nesse sub, nas ruas, no trato com funcionários de serviço, nas "discussões", inclusive na violência do país também, que a meu ver tem os níveis e requintes que têm não só pelos fatores tradicionais de pobreza e armas mas também pela cultura de não empatia. Aquele rapaz youtuber Whindersson Nunes era garçon antes e ele dizia que as pessoas eram totalmente boçais e humilhantes no trato com os empregados de mesa. É um reflexo de uma cultura. A razão porque mencionei as tais manifestações e passeatas é que, por ser um ajuntamento de pessoas, e mais especificamente de brasileiros, lá vê-se o caráter nacional expresso sem censuras. Nós poderíamos pensar: ok, é normal num evento tão grande haver uns gatos pingados que perdem a linha e a noção das coisas. Antes fosse assim. O que mexe comigo é que eu vejo multidões inteiras, de todas as idades, gêneros, tipos, descendo para um nível animal de desrespeito, baixaria e violência contra o próximo. Nenhum voz, nenhum indivíduo, diz "Calma, pára com isso, não tamos aqui para gritar, bater e hostilizar a cara dos outros." Na verdade, sinto até um certo medo, se puder dizer (shouout to Regina Duarte?). Exemplo sobre o que me refiro: https://www.youtube.com/watch?v=AhMJZ5SGtqs
Me faz crer que basta mesmo um líder carismático para funilar e manipular a violência das massas brasileiras. Talvez isso explique porque tem tanto mega pastor pilantra no nosso país, Ou porque as vilãs e vilãos tão caricatos das novelas são tão populares. Não sei.
Sempre que vejo brasileiros morando no estrangeiro dizendo que "os gringos são frios" etc quase sempre acho que é na verdade por um choque de educação, isso sim. Pelo menos se depender do que eu testemunho lá fora quando vejo um brasileiro batendo cabeça nas gringas é com frequência porque um funcionário ou alguém na rua coloca ele em seu lugar pela maneira com que está falando. Acho que muitos nem se tocam.
Enfim. Como ter esperanças? Uma coisa é se sentir frustrado, chateado. Certamente quando meu voo atrasa ou acho que a administração do país vai mal me sinto assim. Outra coisa é agir como animais desprovidos de civismo, compaixão, empatia etc com o outro. Sobretudo se o outro é ou está numa posição diferente da nossa. Shame on us.
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2015.02.05 12:46 Brockenhauer Opiniões sobre Aumento Populacional e suas consequências.

E aí povo. Eu sempre "quis" fazer meu TCC de faculdade sobre o Aumento Populacional e suas consequências, e agora tenho até sexta feira para entregar o título do trabalho e coletar assinatura do orientador. Acontece que eu meio que perdi o interesse no tema haha, mas agora é tarde, terá que ser isso mesmo. Então, venho "perguntar", qual a opinião de vocês sobre este assunto. Vou expor "diretamente" alguns dos dados que tenho, sem fonte nem nada pra encurtar, qualquer pesquisa no Scielo com "Population Growth", porque o tema carece de pesquisas em português, irá mostrar essas coisas. "Meu primeiro tópico", então caso tenha algum erro "de criação", foi mal.
"Glossário Básico"
Taxa de Fecundidade - Quantidade de filhos por casal; Taxa de Mortalidade- "Quantidade de mortes" em um determinado período, "mais ou menos"...; Malthusianismo- "Teoria" de Thomas Malthus, onde ele relaciona diretamente o subdesenvolvimento ao aumento populacional. Um pouco exagerada. Expectativa de vida - Idade média que a população alcança.
["Que glossário idiota, todo mundo sabe disso!". Acreditem, muita gente não sabe...]
Fatos
Tem mais fatos, mas vou limitar a esses. Com certeza aparecerão outros nos comentários.
Considerações
Um detalhe. Não faço Economia/Sociologia, e sim Biomedicina. "O que isso tem a ver com aumento populacional?", ou melhor, "Que p#!$ é essa?" rsrs. Por isso, tive que relacionar estes estudos com Anemia. Isso é só um detalhe, caso alguém tenha interesse esclareço a relação depois...
Vamos lá, dissertem 8)
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2014.04.03 20:56 PabloAimar10 AS MINHAS NAMORADAS NÃO SÃO DOENTES PELO BENFICA

Texto retirado de "Ontem vi-te no Estádio da Luz"
Nunca tive uma namorada doente pelo Benfica como eu. Tenho vários amigos doentes pelo Benfica como eu, o meu Pai era doente pelo Benfica como eu, o meu avô doente pelo Sporting como eu pelo Benfica, mas uma namorada doente pelo Benfica como eu, nunca tive. Dou-me por satisfeito quando elas dizem, entre o enfado e a vontade de me agradar: "sim, sou do Benfica". Assim, como quem diz: "gosto de iogurtes de manga" ou "não está mau tempo, não", enquanto pintam as unhas, fazem um charuto, comem cereais ou dão festas ao cão.
Invariavelmente pego naquela frase ("sim, sou do Benfica") e lanço-a na estratosfera do pensamento, onde ela rodopia, consome os trilhos todos terrestres das entretelas do cérebro, é filtrada à velocidade da Luz e, antes que venha outra frase atrelada, já todo eu estou inundado por uma certeza fingida de que finalmente, anos e anos depois da procura, encontrei uma mulher que é tão doente pelo Benfica como eu. É uma mentira. E é fingida. Mas faz-me bem, não vá eu assinar logo ali os papéis do divórcio enquanto vocifero de forma grotesca: «O Benfica não é um iogurte, foda-se!».
A M. não gostava de futebol; era artista, aos 13 anos já pintava oceanos nas aulas de matemática. Ficávamos sempre juntos, na fila do meio, lá atrás. Escrevíamos bilhetes um ao outro, com as nossas pernas juntas formando as pernas de outro ser entre nós, que era a minha perna direita e a esquerda dela - o amor adolescente ali todo vingado, não chegando o toque, precisando de palavras escondidas em papéis dobrados que dávamos um ao outro por baixo da mesa, só para fingir que ainda havia coisas a dizer. Nos intervalos, entre beijos, apalpações, cigarros, risos, ela perguntava-me: «gostas do Benfica porquê?», e eu nunca sabia explicar-lhe o que estava tão dentro de mim e tão fora dela. Foi só quando - após o Benfica-Vitória de Guimarães de 1994, jogo de festa do título, jogo em que pude pela primeira vez pisar o relvado da Luz e o meu Pai me içou para cima da trave da baliza do Neno - no dia seguinte apareci com os bolsos cheios de relva e a espalhei por cima da mesa numa aula de Religião e Moral, que ela percebeu. O amor veio todo numa pergunta que transportava todas as certezas do mundo: «tu és doente pelo Benfica, não és?»
Conheci a S. porque não podia passar a minha vida sem conhecer a S., apesar da timidez e medo que ela distribuía por todo o eu dentro de mim. Mulher gloriosa, de beleza lunar, cabelos como chicotes nos reflexos do Sol, menina doce, trópicos todos aos desvarios, mundo ao contrário. Era benfiquista de iogurte, dava-me esperança e acalmava-me as dores enquanto se passeavam pelo campo estrelas como Pembridge, Leónidas ou Jorge Soares. Eu dizia-lhe: «isto não é o Benfica», e ela, sem entender bem o que seria o Benfica, amaciava-me as dores com o carinho milenar aprendido não pela forma ou pelos hábitos mas, antes disso, pelos séculos de amor massacrado que as mulheres têm dentro e carregam com desprezo e orgulho, no fim com ternura. Vivemos o Benfica juntos pela rádio e pelo «A BOLA», ouvindo relatos nas nossas viagens ou quando lhe pedia para ir lendo o jornal enquanto eu conduzia. «Vai directa às páginas do Benfica», e ela lia-me integralmente aqueles textos enfadonhos do Serpa, do Santos Neves ou do Delgado. O que não faz uma mulher por um homem; o que não faz um homem pelo Benfica.
A T. era sportinguista. Tinha vezes em que ia ao estádio com o Pai. Fui com ela ver um Sporting-Boavista, um jogo em que pela primeira e única vez apoiei a equipa de arbitragem. Por mim, era expulsar aquela gente toda - tudo para a rua, se possível após lesões gravíssimas de anos a fio ou mesmo crudelíssimos finais de carreira. Levava o seu cachecol verde e branco aos ombros e eu, confesso, apesar da evidente má escolha de cores, olhava para ela com um encanto tal que até consegui perdoar-lhe o facto de ter sido campeã nacional aos gritos para cima de mim, numa histeria de sede e fome que só 18 anos podem dar aos adeptos. Depois beijava-me, tinha pena de mim e do Benfica que era eu. Com pouco orgulho, revelo: tive amor por aquela alegria e por aquela pena. Já que o Benfica não podia ganhar, que fosse a T. a campeã. E, no final da noite, acabámos os dois com o título nacional.
Como falar da D.? Uma mulher esquisita - não no termo português, mas no dos outros países. Uma mulher fenomenal. Curiosíssima, peculiar, melancólica, destrutiva, sonhadora. O pai um senhor benfiquista dos sete costados - tardes e manhãs e noites a fio a debatermos Benfica -, a mãe recatada, quase ausente. D. tinha o orgulho de filha que ama o pai de todas as formas lindas que podem servir de amor ao pai e, por isso, não porque o futebol lhe dissesse ao ouvido e ao coração coisas irredutíveis de adepta, era do Benfica. Chateava-se, D., no entanto, com as minhas recorrentes incursões aos fins-de-semana atrás da equipa. «Não podes passar um caralho de um Sábado sem ires para Guimarães?»; «Tens mesmo de ir esta Sexta para Coimbra?». Eu fazia um olhar de cão abandonado, ela dava-me festas no lombo e no dia a seguir lá estava eu a enviar-lhe mensagens: «Estamos a perder», e punha um tristonho para ela não se zangar muito comigo. Uma vez levei-a a Alvalade, para ela viver o Benfica no estádio do rival. Ao intervalo, estávamos a ganhar 2-0 e ela estava orgulhosa de mim: afinal fazia sentido tudo aquilo. Depois acabámos por levar 5-3, num jogo memorável. Continuou com orgulho de mim e do Benfica. Uma mulher de facto «exquisite».
A E. era actriz. Detestava tanto o futebol que nem se importava de, amando-me, me ferir de todas as formas possíveis sempre que o Benfica empatava ou perdia. Nunca conheci mulher mais terna na vida terrestre - afinal, a vida sem bola - e mais cruel quando havia futebol pelo meio. A E. tinha, digo eu, ciúmes do Benfica. Em 2011, na meia-final da Liga Europa, saí da Pedreira à procura de uma arma que acabasse logo ali com o sofrimento. Queria alguma absolvição. Liguei-lhe e ela riu-se. Vingou-se do Benfica em mim, rindo-se e rindo-se e rindo-se e rindo-se. Quando acabou de rir, riu-se mais um bocado. A E. achava que o futebol era uma menoridade existencial - debate que tivemos, vezes sem conta, entre muito elemento que diverge da sobriedade e que, ainda assim, nunca resolvemos. Apeteceu-me gritar Benfica numa peça em que ela fazia de escrava e a luz favorecia o grito anónimo. Não o fiz. Anos depois, cheguei de Amesterdão com uma cara de três mil mortes. Não me disse nada; abraçou-me. À sua maneira, há-de ser do Benfica até ao fim.
Tu és a C.. Tens dentro de ti o que diferencia os seres: tens amor. Vamos trilhando sem medos o que ainda está para vir. Melhor maneira de dizer não tenho: quero ao Benfica o que quero para nós: eternidade.
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