O que acontece quando você se apaixonar

Quando você se apaixona, os níveis do hormônio serotonina (que tem um efeito calmante) ... o que talvez explique porque você não consegue parar de pensar no alvo da sua paixão. 3. 7 coisas que acontecem com o seu corpo quando você se apaixona Pode ser mais complexo do que você imagina, mas é uma delícia! Por Marcela Bonafé - Atualizado em 24 ago 2016, 14h22 - Publicado ... Observe se você sente que pode expressar-se para a pessoa amada. Se você estiver apaixonado por alguém, deverá sentir que esse sentimento é correspondido. Muitas pessoas descrevem o amor como o sentimento de que outra pessoa as compreende. Nesse caso, você não deverá ter dificuldades para se expressar quando estiver perto da pessoa amada. O que fazer quando você se apaixonar pela pessoa errada? Embora não acredite isso é algo que acontece com muita frequência. Estar apaixonado faz com que nos tornemos cegos diante de certos sinais, mas com o passar do tempo você vai perceber que a relação não é o que você esperava. Não que isso seja alguma novidade, a questão aqui é descobrir por que é que você sente o coração subindo pela garganta quando aquela criatura se aproxima. Só que não! Na verdade, é o oposto. Pontos para a paixão!!! Desligando tudo. Cientistas descobriram que quando você se apaixona, partes do seu cérebro são desativadas. As estruturas pré frontais são inibidas, e elas são responsáveis por seus julgamentos, por sua capacidade de compreender e relacionar causa e efeito. Você não vai ... O que acontece quando você se apaixonar? 10 maneiras de amor lhe dá poderes para ser uma pessoa melhor. Quando você se apaixona, você se sentir no topo do mundo, e é um dos sentimentos mais maravilhosos que não existe. A experiência de se apaixonar também ensina muito sobre si mesmo e pode ajudá-lo a crescer como pessoa. Embora o desejo sexual possa aparecer a qualquer momento, quando você se apaixona, o aumento da dopamina intensifica esse sentimento. Também ajudará você a se sentir mais confiante em relação ao seu corpo e físico. É por isso que agora é um bom momento para fazer algumas mudanças que melhorarão sua aparência. Quando você se apaixona por sua vida, você quer aproveitar cada segundo. Você quer viajar para novos lugares, experimentar novos alimentos, explorar e viver como quiser. O que não é errado. Apaixonar-se por sua vida significa aproveitar o que você tem e perseguir as coisas que deseja. Significa correr atrás da vida. 16 coisas que acontecem quando você se apaixona por alguém. ... você o quer do seu lado até ele ter que ir para casa porque precisa trocar a roupa que está usando por três dias seguidos. 6 ...

Muita gente parece não entender quem não sente vontade de transar.

2020.09.15 04:06 Accomplished-Twist-2 Muita gente parece não entender quem não sente vontade de transar.

SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO
Eu me acostumei a falar pra mim mesma que sou assexual porque acho que é a impressão mais precisa que eu consigo passar de "não quero transar, obg" sem dissertar. Num nível profundo acho essa coisa de orientação sexual meio babaca que o que existe são sentimentos e sensações e estúpido se rotular por uma questão identitária mas enfim tem essas coisas até hoje no mundo, fazer oq enfim
Daí rolam uns desconfortos tipo:
Quero deixar bem claro aqui que minha sensação pessoal - não vou dizer "ser assexual" porque não é um termo que eu reivindico e tal - não tem a ver com nada disso. Tem a ver com: eu não quero - nem nunca quis - transar. É só isso. Eu não descobri a coisa da atração sexual por um ser humano magicamente na puberdade e sempre fui lerda e desajeitada nessas situações, quando os amigos falavam em atração não entendia, não registrava porque não sentia. Então, não sei se o ovo ou a galinha veio primeiro, só sei que foi assim e tá tudo bem por mim.
Porém, isso nunca me impediu de:
Em resumo, não me impede de nada? Não vou dizer que eu vejo pornografia mas é menos pelo desinteresse em si - que é real, mas também sou desinteressada em youtuber e acabo vendo uns - do que pelo mesmo motivo que não fumo nem bebo, "isso aqui é uma indústria podre que faz as pessoas terem problemas, viciar e gastar dinheiro, parece ruim dispenso". Da mesma forma que nem todo mundo que é hetero gosta de cerveja e fut cos manos e nem todo mundo que é gay gosta de divas pop e corta cabelo sabe? Cada um é cada um e tal
... mas leio literatura erótica pq enfim né.
Às vezes acho que sou assim porque sou mais realista que a média das pessoas - quando eu penso em gente transando penso antes em DST, gravidez indesejada e desentalar coisas no pronto socorro do que nOiTeS dE aMoR dE FiLmE UuH pAixÃO - e até me questiono - tipo, "você tá feliz que aquele cara bonito gostou de você, tem certeza?" - mas sei lá, tentar mudar pra mim é forçado sabe? E demorou para eu ver isso sem noia, só um "bom, nunca quis procriar msm, born this way" e tal.
Novamente, não é um treco que eu reivindico, bato no peito ace pride e tal mas hj minimamente quando um cara se aproxima eu tenho um termo para explicar que existo e ele não sugerir que eu só tenho que fazer uma terapia. Agora, o que me deixa P é que a média do brasileiro é assim: misógino até com a própria mãe, fala que "até pegaria fulano de tão lindo mas sou hetero", broxa frequentemente e vem com "você é assexual porque não me conhecia".
Tem CERTEZA que quem precisa de análise sou eu?
Eu já cheguei no ponto que eu precisava nesse assunto, que era o ponto do autoconhecimento a ponto de não me machucar e nem machucar ninguém por falta dele. E tipo, tô bem, e acho que se você se sente assim também não precisa forçar sabe? Vamos ser felizes, vamos não ter medo do julgamento social de que ou você é heterão ou é perdedor. Enfim, virou textão, devia postar isso no Medium pra ver se ganhava uns cents mas nem isso. Tô desabafando aqui só pra saberem que é, gente sem interesse em relações sexuais existe e nem por isso é casta nem é evangélica etc. Eu sou tipo "tô aberta, vai que, quem sabe né" mas não aconteceu até hoje e não tá com cara de que vai acontecer um dia, mas também não quero ser a pessoa que engana as outras e dá falsas expectativas, então é isso. É minha "orientação" secretamente de certa forma. Então, acho que gostaria que as pessoas em geral pensassem mais assim. Ok, tem gente hetero, homo bi ... e tem gente ace e tudo bem (:
... não vou negar que tem um lado divertido, tipo o fato de que se juntasse todo mundo que eu já conheci em uma sala pra discutir minha orientação sexual ia ser cômico. Mas se não sentir atração fosse considerado comum, nem teria discussão.
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2020.07.22 00:34 browndusky alguém se por favor pode me ajudar corrigir minha gramatica numa tese que fiz?

não sou português mas português foi umas das disciplinas que escolhi em universidade.
Eu falo bem português mas meu português escrito é totalmente lixo.(sei que não é muito professional com todas as palavras vulgares mas ya isto era eu a usar tudo que eu sei)
obg para me ajuderem!


“Colora minha vida com o caos de problemas” esta é uma linha duma canção de Smith que esta menina usou como uma citação no anuário em um filme sentimental de 2011, eu achei fixe esta citação, e por isso escrevi no meu caderno de rascunho e sonhei um dia alguém vindo pra minha vida e colorir-o com caos de problemas.
Eu sempre senti assim, sempre senti que preciso algo mais, a coisa comigo é que nunca me sinto satisfeito com que tenho.
E como muitos outros da minha idade, tentei preencher o vazio com atenção, drogas, animes e especialmente com o amor.
Eu faço parte daquela geração Nepalesa que assiste “3 idiots” e ouve canções românticas do McFlo e pense que não consegue ser feliz sem se apaixonar. Sabes de quem eu estou a falar sobre, aqueles rapazes que têm um exterior áspero mas no fundo eles têm um lado macio basicamente somos tsundere.
Fds nem fiquei triste depois de terminar com minha ex. Eu fiquei tipo olhe mais uma experiência, da próxima vez que eu estiver a namorar não vou cometer os mesmos erros.
Já terminei 3 vezes mas ainda não me sinto triste porque é fixe ter emoções.
A minha esposa podia me trair, levar metade dos meus bens, meu cão e meu filho Ramesh e eu vou ficar sem teto a pensar WHOA emoções são fixes.
Apaixonamento é uma treta que gente inventaram porque ficaram entediados.
“Colora minha vida com o caos de problemas” mas-mas porquê? Es estúpido?
Porque é que vocês querem alguém para foder a sua vida artisticamente?
Deve ser porque gostamos de altos e baixos do amor. Gostamos da montanha russa de emoções que o amor dá e sentimos vivos.
Amor é como bebidas alcoólicas ou bater punheta. Sentimos bem quando fazemos, mas depois de acabar fazer ou consumir nos arrependemos.
Se vocês não me acreditam, há centenas dos estudos detalhando como euforia do amor provoca a mesma sensação no cérebro como cocaine, seus viciados.
Nenhuma outra espécies faz isso coisinha de apaixonar. Os macacos não estão sentados na cama a pensar se é muito pegajoso mandar mensagem para aquela macaco com cú grande. Os macacos não precisam de pensar qual vestido é melhor para o encontro ou se preocupar com o cheiro, eles só fodem. É incrível, eles poderiam a estar comer banana um momento ou matando insetos e boom começam a foder. Eles não se dão mínimo se alguém está a ver ou tirar fotografias. Nós complicamos demais, porque é que é eu preciso de vestir bem e usar perfume e ela tem que dizer ela não costuma fazer isto.
Apaixonar-se não faz qualquer sentido biologicamente é uma nova emoção humana baseado completamente em egoísmo, ciumento e a insegurança.
Vocês malucos decidiram que amor significa pelo lei ficaremos juntos para sempre e se não o fizermos, leva metade do meu dinheiro. MAS PORQUÊ?
Não sou de coração frio porque acredito que amor é real. É algo que compartilhamos com nossa família, nossos amigos, nossos animais de estimação e com o mundo.
O amor torna-se para uma emoção possessiva especificamente humana quando vocês falam de encontrar aquela menina . “QUANDO OLHEI PARA OLHOS DELAS EU SABIA QUE EU IA PASSAR RESTO DA MINHA VIDA COM ELA”
A serio? Eu acho que há algo mal com tua cabeça mano.
Cair de cabeça totalmente cega numa relação é igual á tu projetar tuas inseguranças em outra pessoa. Não estás feliz com tua vida por isso começas a procurar isso em outra pessoa, e isto é insustentável, irreal e perigoso. Talvez não tens amigos, não gostas do teu trabalho, não gostas de ti mesmo ou talvez a tua mãe não te abraçou suficiente quando eras criança. E agora quando encontras uma gaja fixe que ri das tuas piadas, tu agarras nela como uma sanguessuga e tornas-te uma psicopata se ela até olha para alguém.
Isto é porque o amor é tão viciante quanto uma droga, os únicos dois tipos de pessoas que cortaria seus pneus e ameaçaria suicídio é uma viciante de drogas e uma puta louca chamada Verónica(karen).
Mas talvez eu sou sozinho e amargo porque tentei me se apaixonar mas nunca funcionou para mim.
Eu tenho certeza que acontece isto com toda gente.
Achas que gostas uma gaja mas depois de bater a punheta já não é o caso. Percebes que não estavas a pensar com a cabeça certa(é chamado post nut syndrome em ingles).
Agora estou no ponto em que estou aberto à idéia de amor, mas eu não consigo manter conversas com minas da minha idade, elas parecem a viver a vida em Instagram e acho que isto é um chatice. Como vocês não se cansam de usar o instagram depois de uma semana ou um mês? È realmente incrível.
Quando estão a falar de maquiagem, roupas e exes, pá não dou mínimo, a sério não dou mínimo.
Eu percebo que quando falo que não dou mínimo, estou a ser ignorante porque as pessoas se apaixonam alegremente e isso faz eles felizes, pá sou quero o mesmo sentimento, embora que eu saiba que o amor é basicamente cocaine para minha coração.
Eu acho que estou apenas amarga a ver todas essas pessoas juntos alegremente a fazer promessas que provavelmente não vão manter. Parece divertido não parece?
Romance é uma venda fácil. Todos nós gostamos quando o protagonista acaba junto com a menina e ambos ficam felizes para sempre. Gostamos de ver o final feliz. Gostamos de acreditar em "felizes para sempre".
Mas o amor romântico e o amor em geral é muito mais complicado do que fomos levados a acreditar nos filmes de Hollywood.
Não ouvimos que o amor às vezes seja desagradável ou até doloroso, ou que o amor precisa autodisciplina e uma certa quantidade de esforço sustentado ao longo de anos, décadas e uma vida inteira. Essas verdades não são emocionantes. Nem eles vendem bem. A dolorosa verdade do amor é que o verdadeiro trabalho de um relacionamento começa depois que a cortina se fecha e os créditos rolam.
Como a maioria das coisas na mídia, o retrato do amor na cultura pop é limitado ao destaque. Todas as complexidades da vida real em um relacionamento são varridas para dar lugar a títulos emocionantes, a separação injusta e, claro, o final feliz favorito de todos.
Quando somos apaixonados, não podemos imaginar que algo possa dar errado entre nós e nosso parceiro. Não conseguimos ver falhas delas , tudo o que vemos é potencial e possibilidade ilimitados.
Isto não é amor. Isso claramente é uma ilusão. E, como a maioria das ilusões, as coisas não terminam bem.
Eu acho que eu gosto de ideia de amor mas não tenho paciência nem quero comprometer minha liberdade para ela. Eu gosto quando estou o centro da atenção e não gosto quando sou eu que precisa de dar atenção. Sempre que estive num relacionamento a princípio, fico empolgado; mas depois de algum tempo, perco toda a paciência e a interessa.
Eu gosto de ideia de amor e é basicamente que este filme 500 days of summer satirizou.
Eu gosto como este filme criticou o conceito de amor.
A personagem principal decidiu que a menina Summer era sua alma gémea, porque eles ambos gostam da mesma música. Ele cresceu vendo filmes românticos com um fim clássico. E por isso ele pintou uma imagem na cabeça que a Summer era criada para ficar junto com ele mas não é realmente o caso no fim deste filme. O amor verdadeiro precisa de paciência, compromisso e atenção e isto parece búe complicado pá. Em vez disso eu prefiro ver porno e bater a punheta.
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2020.07.17 05:54 hidekih Aniversário com gosto amargo

Aqui onde moro já passou da meia noite então oficialmente já é dia 17, meu aniversário. Não estou fazendo esse post pra receber "feliz aniversário" ou coisa do tipo, foi pra desabafar mesmo.
Nunca dei bola para o meu aniversário, mas nos últimos 3 aniversários foi diferente, queria passar com a pessoa que amava e só isso, não ligava pra festa nem pra nada só queria estar com ela, hj faz 1 mês e alguns dias que terminamos esse relacionamento de 3 anos, ela terminou comigo para ser mais claro, e hoje, como nos últimos 3 aniversários, só queria estar passando esse dia com ela, mas isso não vai acontecer.
Ela quis manter a amizade e como eu ainda gosto tanto dela resolvi concordar e manter a amizade, mas talvez seja um erro.
Ontem quando acordei estava bem, passei a manhã e a tarde de boa, tranquilo e feliz acima do possível, mas quanto mais se aproximava da meia noite, mais angustiado eu ficava, e eu sabia exatamente que era por eu ainda querer ela do meu lado, ainda mais no meu aniversário.
Por fim queria dar um conselho para vocês que eu queria dar para min msm do passado(talvez vocês discordem mas é isso que eu acho), mesmo que sua namorada/esposa esteja apaixonada por você, continue fazendo ela se apaixonar, não se acomode, se esforce, tudo depende de esforço, mostre a ela o quanto você a ama sempre que possível.
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2020.07.16 04:17 willtospeakless Blues sozinho

Hoje já faz 4 meses e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho.
Na verdade faz mais tempo. A questão dos 4 meses é pra dizer que de lá pra cá as coisas só pioraram. Os 30 estão quase chegando e eu nunca encontrei ninguém especial pra dividir momentos comigo, tem pouco mais de 2 anos que me descobri bissexual. Achei que isso iria facilitar, afinal se eu tenho mais opções as chances também aumentam. Mas isso me causou tantos mais problemas que meu terapeuta esta ai que não me deixa mentir. Eu ainda não sei se me aceito bissexual. Na minha última sessão, antes do carnaval, meu terapeuta me fez uma pergunta que esta ecoando até o momento: "Você tem vergonha de ser bissexual e ficar com rapazes?". Passei minha vida inteira sendo hétero com aquele ~interesse~ e curiosidade em homens, foi-se a hora de eu me apaixonar por um cara que me fez descobrir bi.
De quando eu sai do armário peguei uns caras também, mas eu ainda depois de tudo isso continuo ouvindo esse blues sozinho.
Ano passado eu fiz uma viagem incrível, conheci duas pessoas que eu queria muito que ficassem na minha vida. Ela foi a pessoa mais divertida que eu conheci nos últimos anos, dava pra sentir a inocência dela emanando de uma forma amável sem contar que todos os momentos que dividi com ela foram incríveis, mas eu fui embora, voltei pro Brasil e ela ficou la. Só de lembrá-la eu abro um sorriso e o coração fica quentinho. No meu último dia lá ela me deixou um bilhete de despedida, porque não ia conseguir me ver. Eu guardo esse bilhete na minha carteira até hoje. As vezes eu leio pra tentar resgatar um pouco daquele sentimento.
Mas eu vim pra casa e agora estou ouvindo esse blues sozinho.
A outra pessoa que eu conheci foi um cara. Eu até hoje não consigo explicar o que houve. Eu nunca construí uma conexão tão rápida com alguém, ele simplesmente chegou no meu quarto no hostel um dia depois de eu ter chego e começamos a sair juntos a partir daí, coisa de 15 dias seguidos. O engraçado é que ele era um cara mega atraente, pegada top model, porém senti ZERO atração por ele. Eu disse que era bi, ele falou: ta e daí?. Nessa viagem eu passei por uma das situações mais difíceis da minha vida, enquanto eu estava lá viajando e curtindo meu pai estava sendo operado. Eu já sabia que isso acontecer. Eu viajei para outro país a 9000km de distância ciente disso. Mas houve uma complicação e o procedimento no qual ele se submeteu não foi bem sucedido, apesar de ele ter sobrevivido. Eu recebi essa notícia eram 2AM do meu fuso. Esse cara acordou e ficou do meu lado sem falar uma palavra. Foi o gesto mais legal que fizeram por mim nos últimos, sei la, 10 anos. No mesmo dia, quando voltávamos de um passeio, ele pediu pro motorista da van deixar eu conectar meu bluetooth e tocar as minhas músicas para me animar. Cara... ele foi um amigo. Eu tenho uma conexão forte com música. Isso melhorou minha vida de uma forma que não consigo expressar. Mas o tempo passou, ele voltou pro país dele e eu estou por aqui.
As vezes falamos por Facetime, é bem divertido. Mas hoje eu estou aqui ouvindo esse blues sozinho.
Parece que a vida gosta de pregar peças comigo. Eu me apaixonei por um cara que eu não posso ter. Ele é uma pessoa que me admira demais, mas somente no âmbito profissional. Enquanto isso eu fico aqui sonhando em um dia pegar esse cara, jogá-lo na parede e beijá-lo como se fosse a última coisa que eu fosse fazer. Enquanto eu passo o tempo pensando nele, aqueles contatinhos foram se organizando e está todo mundo encaminhado. Com um parceiro, morando junto, casando...
Meus 30 estão chegando e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho tomando meu chá (poderia ser um Whisky pra adicionar mais uma camada de drama nesse post) , tentando não pensar muito no dia de amanhã pq vai ser igual ao de hoje mesmo.
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2020.01.08 08:07 Bloodao Paixão por uma personagem fictícia.

Olá, esse é o segundo site em que posto isso, por mais que seja um tanto vergonhoso pra min, sinto que é nescessário, por favor se você acha esse título uma brincadeira ou uma fanfic, pelo menos não comente nada pra não piorar minha situação, irei contar como tudo começou desde o primeiro dia.

Naquele dia eu estava jogando tranquilamente, e chega uma mensagem no meu celular, eu abro e é meu amigo, me recomendando um anime, eu curto animes e ultimamente tem sido o meu hobby além de jogar, então eu fui ver, pra quem assiste bastante animes, provavelmente já deve conhecer,Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai, ou só pelo nome curto que as pessoas chamam normalmente, Bunny Girl Senpai, e bom, eu assisti o anime inteiro e achei maravilhoso e incrível, creio que tenha sido o melhor anime da minha vida inteira, depois de terminar o anime assisti o filme do anime, que também é espetacular, depois disso eu fui continuar meu dia normal de férias, jogar ou assistir mais anime, mas eu tavo sentindo um peso enorme, e eu não sabia o que era, e eu ficando confuso comecei a entrar em pânico, tentando descobrir o que estava me causando essa agonia, esse frio na barriga absurdo, então sem querer eu descobri, quando eu pensei em uma das personagens do anime, eu cai em lágrimas, tinha acabo de descobrir que estava apaixonado por uma personagem fictícia, me refiro a Mai Sakurajima, ou apenas Mai-San, e eu estava tentando achar uma solução e me veio a cabeça ''eu posso ficar tranquilo, isso é só uma apaixonite por uma personagem, obviamente não vai durar nada ou algo do tipo'', emfim.... aqui estou eu, com um belo tempo passado, e já estou ficando com medo de me sentir assim pra sempre, pode parecer muito exagero, afinal estamos tratando de algo impossível, mas eu realmente percebo que estou apaixonado por ela, ela conseguiu ser perfeita aos meus olhos, provavelmente não só aos meus, isso que me deixa ainda mais furioso, além de ser uma personagem, ou seja, é algo que nunca conseguirei, se por um acaso eu conseguisse, eu não seria o único, pode parecer egoísmo mas é o que eu sinto, eu cada vez só sinto mais afeto por ela, eu realmente à amo, eu percebo isso por que um dia eu já fiquei apaixonado por uma garota, e senti as mesmas coisas, e eu só consegui esquece-la por que ela realmente parou de existir pra min, eu não lembro dela mais, e quando eu lembro não sinto mais nada, provavelmente muitos de vocês que estão vendo esse texto vai tentar responder que esse é o exemplo mais forte de que eu vou um dia quem sabe esquecer a Mai-San, mas pra min esse é o exemplo mais forte de que eu não vou esquecer, por que pra esquecer uma garota que eu praticamente não tinha contato nenhum com ela, quase não a via, foi um inferno, imagina pra uma personagem, que é algo que aparece toda hora, ainda mais ligada a tantas coisas importantes pra min, por exemplo, quem me recomendou o anime foi um dos meus melhores amigos, pra min ele é uma pessoa inesquecível, e o anime foi o melhor que já vi na vida, então também é inesquecível, eu já não sei o que fazer, muitas pessoas também podem falar que eu só estou apaixonado por ela ser uma personagem bonita, mas a personalidade dela pra min é a melhor do mundo, eu não consigo acreditar que exista algo assim, uma pessoa tão boa e doce, que se preocupa com você a ponto de largar o trabalho que estava fazendo em outro país, pra viajar até você pra te confortar, talvez possa existir várias pessoas assim, mas eu queria me casar com ela, queria dormir com um abraço quente dela, e pensar nessas coisas só aumentam meu amor por ela.

Eu sou um cara muito realista, nem um pouco utópico, reconheço o que é impossível, e talvez por isso eu esteja mais triste do que deveria estar, eu sei que não vou consegui-la, e isso me dói muito, acho que é a dor mais forte que já senti, superou até a que eu senti na morte do meu avô.

Não sou uma pessoa triste, não vivo dizendo por ai que quero cortar os pulsos nada do tipo, e como eu já disse essa sensação não é nova pra min, já que já senti isso um dia, eu fico com um ódio de mim mesmo por ter me apaixonado por uma personagem de um desenho japonês, kkkk me da até vontade de rir, mas a tristeza bate muito mais forte por culpa de todos esses fatores, eu não vou esquece-la, e nunca vou ter ela junto comigo.

Eu realmente agradeço você que leu tudo isso e que provavelmente quer me ajudar, eu não sei o que fazer, e não sei o que quero que aconteça no meu futuro, já que uma parte de min que esquece-la, pra acabar com esse sofrimento que estou sentindo, mas a outra parte quer que eu lembre dela, essa parte quer ser utópica, a ponto de ter esperança de um dia eu me juntar a uma personagem de desenho, eu não sei como eu deixei isso acontecer (me apaixonar por uma personagem), mas eu me culpo todo dia por isso.

Antes de terminar queria dizer que se você for responder uma frase pra me ajudar que seja do tipo: ''fale com seus pais sobre isso, eles são as melhores pessoas pra conversar com você'' ou ''tente achar uma pessoa igual a ela, tanto em aparência (apesar de ser impossível pois além dela ser perfeita rsrs... ela é uma personagem de anime) quanto em personalidade''. Digo pra não responder isso pois se eu falo pros meus pais sobre isso, e que foi assistindo anime que aconteceu, eles vão cortar minha assinatura com o site de animes, pois pra assinar foi uma luta, já que meu pai havia ouvido rumores de que adolescentes/jovens estava se suicidando e coisa do tipo por causa de animes, e assistir animes está sendo meu hobby principal, é o que eu mais gosto de fazer. E pela parte de encontrar alguém parecida, por que eu não vou ficar com uma garota apenas por que ela parece com uma outra pessoa que eu gostaria de estar namorando, além de ser ruim pra min, em questão de eu estar sendo egoísta e deixando a garota triste por isso, eu vou estar apenas aumentando as esperanças de que um dia eu tenha ela.
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2019.10.24 23:59 altovaliriano O torneio de Vaufreixo e Sansa

Começamos as teorias sobre "O Cavaleiro Andante" com esta.
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Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/1vsuxb/spoilers\_all\_the\_tourney\_at\_ashford\_and\_sansas/
Autor(a): u/bluefoot3

Em O Cavaleiro Andante, Dunk e Egg vão a um torneio realizado em Vaufreixo para comemorar o 13º dia do nome da filha de Lorde Ashford. Lady Ashford tem 5 campeões lutando em seu nome e quem derrota um campeão acaba substituindo seu oponente como campeão por Lady Ashford. No final, os 5 campeões que acabam defendendo Lady Ashford são:
  1. Lyonel Baratheon
  2. Leo Tyrell
  3. Tybolt Lannister
  4. Humfrey Hardyng
  5. Prince Valarr Targaryen
Quando você olha os nomes das famílias dos campeões e o fato de eles lutarem por uma donzela de 13 anos, especialmente no tocante à família Hardyng, descobrimos que eles correspondem fortemente aos pretendentes de Sansa em As Crônicas de Gelo e Fogo.
  1. Sansa foi primeiro prometida a Joffrey Baratheon
  2. Depois planejou-se casar Sansa com Willas Tyrell
  3. Sansa é casada com Tyrion Lannister
  4. Sansa agora está sendo prometido a Harry Hardyng
O fato de GRRM ter colocado Hardyng nessa mistura é o que realmente me faz pensar que isso é um prenúncio (foreshadow) astuto sobre futuro marido/pretendentes de Sansa em Ventos do Inverno (TWOW) e Sonho de Primavera (ADOS). Mas, há um pretendente que ainda não vimos, o pretendente Targaryen (prenunciado por Valarr Targaryen).
Eu acho que isso é um argumento particularmente forte para Aegon VI Targaryen ser um pretendente de Sansa em TWOW ou ADOS. Ele completaria bem o cenário e daria credibilidade a Sansa desempenhando um grande papel na Política de Westeros nos próximos livros.
Por que Aegon e não Jon?
Você pode falar "Aegon não é realmente um Targaryen! Ele é o fantoche de Varys e um Blackfyre! Isso não sugeriria que Jon seria o futuro pretendente de Sansa?"
Para isso, eu digo: Para os fins deste prenúncio, o que importa é o NOME da família do pretendente e não o sangue verdadeiro do pretendente. Joffrey seria considerado o Baratheon, mesmo sendo um Lannister por causa de seu sangue, e, portanto, Aegon seria considerado um Targaryen, mesmo que seja falso, por isso funciona.
Além disso, Aegon está planejando sua invasão e precisará de aliados.
Os três reinos que restantes para Aegon conquistar são o Norte, as Terras Fluviais e o Vale. E adivinhe qual garota tem os laços mais fortes com cada um desses reinos? Sansa Stark, herdeira de Winterfell, sobrinha de Edmure Tully, e atual noiva do herdeiro do Vale.
Se esse prenúncio é verdadeiro, o que isso significa para TWOW?
O que provavelmente vai acontecer
Se alguém acredita que este é um indício de um grande romance, você deve dar uma olhada em todos os pretendentes anteriores de Sansa. Joffrey, Tyrion, Willas e Harry são todos pretendentes que Sansa foi forçada a escolher, algo que estava fora de seu controle. Além disso, nenhum dos pares parecia ter um final feliz. Harry, o herdeiro, parece ser outro Robert Baratheon, então acho que podemos assumir que Sansa também não vai se apaixonar por ele.
Se seguirmos esse padrão, Aegon provavelmente não será um pretendente que Sansa escolherá por amor, ou sequer escolherá. Provavelmente, esse será outra empreitada política que Sansa será forçado a encarar, e nenhuma delas teve um final feliz. Eu acho que isso será apenas mais e mais problemas para Sansa (especialmente se eles se casarem e Dany aparecer).
Por fim: O que aconteceu com os pretendentes no Torneio de Ashford?
Não sabemos o que vai acontecer em TWOW, mas sabemos o que aconteceu em O Cavaleiro Andante.
Eu gostaria de pensar que isso prenuncia a morte iminente de Harry (talvez por Mindinho ou um terceiro) e a morte de Aegon Targaryen em razão da Escamagris (cortesia de Jon Connington - de qualquer maneira, ele já tem está condenado).
Quanto a Sansa, ela ainda tem que lidar com Harry. Eu não acho que ela se casará com ele, pois Aegon chegará em breve. Se ela se casará ou não com Aegon está aberto a debate. Tudo o que sei é que não há um final feliz para nenhum desses pares.
TL; DR Aegon e Sansa serão um par em algum momento no futuro. O final não vai ser bom.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.08.04 02:10 TrigesaVIP Sabe aquele ditado clichê que sempre dizem? "O olhar é a janela da alma"

Bem sim é verdade, até mesmo olhando para pessoas fazendo vídeos românticos por aí, na maioria das vezes são pessoas solteiras e sozinhas que se nutrem do número de visualizações e de jovens modinhas que compartilham isso achando que é legal e adivinha? Pelo menos metade desses jovens são solteiros e sozinhos se nutrindo da sensação de querer se apaixonar por alguém. E isso tudo só de olhar para alguém.
Porém, eu estava olhando os status de um amigo meu e vi esse vídeo, logo de cara percebi o olhar da garota...
Não era como os outro, esse é um olhar sincero, que está transparecendo que ela estava querendo falar isso para alguém, alguém que ela ama, eu sinceramente admiro o cara para qual é esse olhar, porque ultimamente isso está ficando mais raro, bem se eu souber que a história por trás desse vídeo é apenas de uma pessoa querendo visualizações de adolescentes, bem, admiro a atuação dela, porque fazer um olhar desses mesmo o sentimento por alguém ser vazio, é admirável.
Mas enfim acho que não é essa a conclusão que quero chegar com isso e sim sobre o que ela transparecer pelo olhar.
Enfim conclusões, acho que posso demorar para alguém olhar para mim assim e eu olhar para ela com o mesmo sentimento.
Se você encontrou isso em alguém, quando essa pessoa importante olhar para você, não o desvie, se você a ama também, olhe para ela com a mesma intensidade, e aproveite cada segundo, não se sabe oque pode acontecer amanhã...
Posso ter falado besteira? Bem provável KKKKKKKKK mais é porque no momento eu tava bem inspirado para escrever isso.
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2019.04.12 09:28 jwachowski Amoela

— Cara, como você pode amar ela? Você nem a conhece direito? — Um dia eu perguntei isso para meu amigo Marilon, enquanto ele derramava goela abaixo mais outro copo de cerveja.
— Mas eu amo ela, cara. Eu sei. Como ela pode fazer isso? — Marilon disse visivelmente tentando conter as lágrimas.
— Cara, vocês só ficaram algumas vezes. Não dá para amar assim tão rápido. Isso é amor de verão. É que nem virose. Daqui a pouco passa. — Eu disse sorrindo porque nessa época eu tava muito de tranquilo com meu coração. Na verdade, fazia muito tempo que eu não sentia nada por ninguém. Sempre evitei me apaixonar. Esse troço vira nosso mundo de cabeça para baixo e eu tenho coisas mais importantes para me preocupar do que ficar chorando e correndo atrás de mulher por aí. — Cara, desencana. Ela não era pra você.
— Eu sei mano, mas ela é tão linda. Eu não acredito que ela tá com aquele cara tosco. Só de imaginar ela beijando ele… — Ele disse isso enquanto uma lágrima corria pelo seu rosto para depois explodir na sua calça jeans. Ele estava detonado mesmo, pensei. O que eu poderia fazer para ajudar aquela alma? Nada. Nesses casos só o tempo, a cerveja e outro amor cura essa virose. Eu tenho que dizer que me sentia levemente superior por não cair nessas armadilhazinhas do coração que nos desviam dos nossos objetivos.
Depois de muita conversa, cervejas, lágrimas e gracinhas para tentar alegrar meu parça, pagamos a conta e fomos para casa. Durante o caminho perguntei: — Mano, desculpa se eu pareço insensível ou coisa parecida mas o que exatamente você viu nela? O que ela tem que as outras não poderiam ter? — Ele pensou brevemente e respondeu:
— Não sei. Acho que o formato dos olhos dela que combina com o formato da boca. — Puta que pariu eu pensei. O cara tá locão mesmo. Eu não conseguia entender aquilo mas tava suave porque ele tava até sorrindo novamente. Ele estava justamente sorrindo quando essa calmaria no coração do meu amigo foi interrompida pela prometida dele passando no outro lado da rua com o novo namorado ou sei lá o que. A expressão de Marilon mudou na hora. Segurando novamente as lágrimas ele apertou o passo sem rumo sem direção. Guiei aquela alma perdida em direção a sua casa e depois que o vi entrar em segurança em seu lar peguei o rumo em direção a minha humilde moradia. No caminho acendi um cigarro e fui pensando que deus me dibre disso. Ficar que nem um otário chorando. Louco igual a um mané por causa de buceta. Tinha tantas por aí porque ficar preso a uma só? E o pior era a rapidez com que ele se apaixonou hahaha. Coitado, eu pensei rindo sozinho na rua naquele momento.
Uma semana depois nós estávamos fumando do lado de fora da sala esperando a aula começar. Marilon estava de um ótimo astral. Rindo e contando as piadas de tio do pavê sem graça de novo. Eu tava feliz por ele. Fomos para a sala pois o professor já tinha começado a falar. Me sentei na carteira e olhei de relance a porta. Nesse instante meu coração parou. Quem era aquela mina? Meus olhos ficaram vidrados nela por um tempo que eu não consegui mensurar. Eu tentava disfarçar, mas meus olhos já não me pertenciam. Nada mais em mim me pertencia. Eu tinha me traído que nem música do Raul. Naquele momento eu compreendi totalmente meu amigo Marilon. Alguma coisa no modo que ela sorria me chamava a atenção. Acho que era aquele nariz meio africanizado ou será o jeito que ela fala meio sussurrado? Cara, o que aconteceu comigo? Meu coração batia forte, forte, forte. Duas horas depois eu já tinha imaginado os filhos dos nossos filhos e saí da sala pisando em nuvens imaginando alguma forma de puxar assunto. E depois do óbvio ululante acontecer e eu queimar minha língua na língua dela. Eu só conseguia pensar que eu amo ela eu amo eu amo ela. Amo o pescoço os pezinho com as unhas tão bem feitas. As mãos, seu cheiro, sua cor e tudo mais que houver nela.
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2019.03.29 23:16 impostoderenda Por que (ou não) ter filhos?

Gostaria de saber de quem tem filhos, qual a sensação de criar alguém. Pra quem não tem e quer ter, pq dessa decisão? E quem não quer, pq não quer?
Alguns pontos que levantei pra construir minha opinião sobre (todas adaptaras a minha forma de pensar e meu meio social/financeiro):
Emocional Considero que uma das partes legais de ter um filho é a parte emocional da coisa. Alguém genuinamente feliz em te ver, alguém que se sente protegido quando você está por perto, alguém que te prefere à qualquer pessoa, alguém que carrega seus traços, sua história e nem que seja um pouco da sua fisionomia... pelo menos em algum momento você vai se ver naquela criança. Num mundo tão frio, é aquela criança que vai te encher de amor.
Status Bancar uma criança gera um status, dependendo da sua idade e do quão bem você está financeiramente, ter um filho eleva o nível das suas conquistas já que tudo fica mais difícil com aquele pequeno sugador de recursos financeiros chamado filho.
Evolução Assim como crescer, arrumar emprego, casar, adquirir bens... ter filho demonstra também uma certa evolução, nos casos ideais, espera-se que a pessoa que tem filhos (principalmente se for planejado) seja uma pessoa mais madura. Uma pessoa que “cumpriu” mais uma etapa da vida.
Legado Ter um filho também é te manter vivo por aqui, é passar seu legado, por menor que seja, manter viva a história da sua família. Passar a diante a sua cultura.
Sociedade Acho que aqui começa a parte “ruim” da coisa... Nada estará 100% sob seu controle. E isso não é exclusivo de quando a criança é mais independente. Seu filho, assim como você, é um ser que convive em sociedade e você já parou pra pensar o quanto isso abre margem pra coisas ruins acontecerem?. Desde seu filho crescer, se envolver com pessoas erradas e ser um criminoso, sociopata, psicopata OU seu filho cruzar o caminho de um desses e acabar morto, com traumas psicológicos, ser abusado sexualmente ou N coisas ruins que isso pode gerar. Fiz uma enquete em um grupo de Facebook e boa parte da galera disse que sofreu abuso mas a maioria nunca contou pros pais e tinham traumas com isso até hoje. A maioria era criança quando isso aconteceu... já imaginaram também quantas coisas acontecem com bebês? Se uma criança que pode contar, já cometem esses abusos, imagina um bebê que não vai se lembrar? Confesso que um dos meus maiores medos de ter um filho é esse, de alguém simplesmente foder a mente dele ou ele ser uma dessas pessoas (ou o combo duplo).
Morte A morte é natural e acontece. A gente sempre imagina que vai ficar velho e morrer mas... quais as probabilidades? Já pensou que você pode morrer e QUEM vai se importar tanto quanto você para seu filho?, o outro genitor da criança também não é pra sempre. Do mesmo jeito que você pode ver 3 gerações a sua frente, você pode morrer e deixar um bebê que você escolheu por nesse mundo, sem o necessário amparo. Além do fato de que a criança pode morrer, acho que se algo desse tipo acontecesse com um hipotético filho que eu viesse a ter, eu iria ficar louca.
Prioridades Desde que você não seja um biliardário, você terá que deixar de ir à locais que gosta pelo seu filho, comprar o que quer pelo seu filho, perder horas de sono pelo seu filho e se ver nesse caminho sem volta de viver em função de outra vida.
Valores Quais valores em um tempo como esse, passar para seu filho? O que é certo? Qual o sentido disso tudo aqui?
Ter um dependente Sim, você não pode mais tacar o foda-se. Se dar ao luxo do desemprego, se dar ao luxo de ficar doente, se dar ao luxo de ser depressivo, se dar ao luxo de coisas pequenas, simples e individuais que pessoas sem filhos podem fazer.
Pressão social O erro do seu filho não é um erro dele, é um erro seu. A culpa é sua se a criança é hiperativa, se vive doente, se vira um adolescente drogado, se é um marmanjo sem emprego. Se tem alimentação toda errada: você está criando um futuro diabético obeso. Se a alimentação é natural: você tá criando um natureba, coitada da criança... criança gosta de doce. Se for um suicida, se for um criminoso.... a culpa é dos pais. Seja por influência ou negligência.
Você deu a vida pra alguém que não pediu... Sim, e muita gente (eu, inclusive) preferiria não ter nascido. Pq a gente continua esse ciclo de colocar alguém no mundo, como se fosse maravilhoso viver aqui, sendo que não é? Quase todos são depressivos, ansiosos, com algum tipo de problema. Pq, colocar mais um ser nesse ciclo?
Socialmente não aceito Seu filho pode sofrer por ser transgênero ou gay. Por ser deficiente físico ou mental. Por ter alguma patologia... e voltamos ao ponto de: você não controla onde ele está e nem é imortal para protegê-lo o tempo inteiro.
Tempo A gente não percebe mas os dias e anos são super rápidos. A nossa vida de fato corre... nesse tempo você é pressionado a amadurecer de dias pro outro, arrumar emprego, estudar, comprar coisas, continuar evoluindo na sua área, ter um corpo padrão, e fazer coisas, agir de certa forma, sobreviver a varias coisas (possíveis doenças, acidentes, crimes e ameaças). Durante anos você fará isso por você e outra pessoa, por muito tempo a pressão da evolução do seu filho é uma pressão que cai sobre você. A vida não é muito curta para usar boa parte dela vivendo por outra pessoa?
Seu filho simplesmente quer liberdade Mesmo que ele more com você pra sempre, ele vai querer se libertar. Ele vai parar de acatar suas certezas e basicamente fazer oq muitos aqui fizeram: quebrar a cara e aprender sozinho as merdas. E você, que se doou tanto para aquela pessoa, vai perdê-la e confiar que ela vai fz certo, mesmo sabendo que isso pode não acontecer. Imagina alguém que há alguns anos tava te chamando de mamãe/papai estar bebendo num local perigoso e se você quiser proteger, você é exagerado? Se apaixonar pela pessoa que você sabe que vai fz ela sofrer? Virar as costas pra você pq simplesmente você não gosta do namoradinho drogado dela? Por mais “bem criado” que seu filho seja, são situações que você não pode prever.
E é por isso que quero muito ter filho, mas sinto medo.
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2018.09.24 02:33 noidea7567 Apaixonei numa mina tímida e não sei o que fazer agora

Olá /desabafos!
Tô numa situação meio estranha ai, queria desabafar (não me diga) e pedir uns conselhos para vocês. Acho que me apaixonei numa mulher... Vou tentar explicar para que possa ajudar vocês a me ajudarem.
Aviso: texto extenso, resumo ao final.
Eu dou carona para umas pessoas na faculdade, porque né? Andar a pé é foda (já andei muito antes de ter o carro e sei como é foda). Foi dessa maneira que conheci a dita cuja, ela me pediu carona um dia e desde então encontro com ela 2x por semana (por sorte estamos na mesma turma de uma matéria). Quando a aula acaba eu levo ela em casa.
No caminho normalmente vamos batendo papo sobre algo aleatório, o que ajuda a quebrar o gelo. Eu acho ela super inteligente e bonita e ultimamente ando pensando demais nela e nos breves momentos que tivemos juntos (nada demais até o momento, claro).
Umas coisas têm me chamado a atenção, como ela ter lembrado do meu aniversário (no dia em si não nos vimos e ela se lembrou na semana seguinte de me desejar parabéns, fiquei até meio sem jeito porque sou tímido demais). Ela também já me disse que reparou que não ando muito de casaco (fato) e mais uma vez fiquei "vermelho".
Um dia nós ficamos na faculdade no meu carro esperando as outras pessoas saírem da aula (a nossa tinha acabado mais cedo) e puxei papo com ela. Como tínhamos tempo, deu para conversar de muita coisa... Ela falou que morava em outra cidade e tinha vindo aqui estudar, que morava com o irmão, que volta para casa todos os fins de semana para visitar a família, que faz o curso de química e etc. Nesse dia eu falei para ela que também tinha reparado nela, foi exatamente assim:
"-[...] você acha que só você fica reparando em mim? Tu disse que ando sempre sem casaco, mesmo nos dias frios. Pois é, hoje eu que te notei... -É? -Hurum... Você sempre anda agasalhada e pela primeira vez desde que te conheci está de cabelo preso."
Ela ficou até muda por uns minutos e eu só confirmei que ela é muito tímida também. (Eu também reparei que naquele dia ela tinha colocado esmalte azul escuro (normalmente anda sem nenhum) mas fiquei meio receoso de comentar porque ia parecer um maníaco que fica reparando nos detalhes).
Nesse mesmo dia, passamos por um morro e ela disse:
"-Nossa, quando a gente não está dirigindo e não está prestando atenção e passa nuns lugares assim [morros "ondulados"], leva até um sustinho -Sério? -É, dá uma coisa, um friozinho na barriga... -Verdade, dá mesmo. Já sei até onde vou te levar. Vou te levar no *** porque lá tem uma subida mais forte que essa e dá um frio também."
Normalmente eu ia esperar a reação da pessoa ou um pouquinho de tempo passar a ia dizer que tava brincando, mas não o fiz e ela também não demonstrou nada negativo quanto à proposta.
Sinto também que ela cada vez mais conversa comigo e até tenta puxar assunto quando estamos juntos, eu também tento fazer o mesmo. Ela também me cumprimenta quando me vê nos corredores ou quando chega na aula e me vê sentado em algum canto (mesmo eu não sendo um "amigo"?).
Conversei com um amigo meu (uma "pessoa confiável") e ele me disse que ela é mesmo super estudiosa e uma boa pessoa. O mesmo também me confirmou que ela não tem namorado (Uhul!).
Bem, depois de ler isso tudo, você pode estar se perguntando qual seria o meu problema. Então, estou um pouco preocupado em tomar uma atitude mais "forte" por dois motivos... Primeiro que acabei de conhecê-la (tem uns 2 ou 3 meses só e mal nos vemos no dia a dia) e segundo que ela é muito muito tímida e tenho medo de romper "os limites".
O que vocês me recomendam? Dado que eu não sou uma pessoa ansiosa e que não queria "ir rápido demais com as coisas", o que eu poderia fazer? Na situação atual, acho que mandar "a real" só a afastaria para sempre. Também estou com "a pulga atrás da orelha" porque eu costumo me apaixonar facilmente, só que dessa vez os pensamentos não passam com o tempo (talvez porque sempre a vejo toda semana?), será que eu estaria vendo coisa demais? Tenho receio de avançar e acabar "na berlinda". Minha memória é uma merda, mas mesmo assim consigo me lembrar dela com uma certa vivacidade impressionante, estranho. Vou conversando na boa e vejo o que acontece? Ou tento chamar para fazer algo mesmo?
Desculpem o texto enorme e obrigado por ler até o fim.
TL;DR: Sou péssimo em resumos, mas apaixonei numa mulher super tímida e tô com medo de acabar passando dos limites com ela. Agora não sei o que fazer.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.05.06 17:33 gabpac Algumas dicas de autores nacionais

Numa postagem lá para trás, alguém reclamou que a literatura brasileira contemporânea é fraca. Respondi que a indústria da literatura no Brasil é fraca, e o marketing horrível. Me pediram exemplos de bons autores brasileiros.
Aqui vai minha lista.
Ela é minha lista. Ou seja: coisas que eu gosto e acho que vale recomendar. Haverá gente a não concordar. Tudo bem. A discussão não se fecha na minha lista.
No mais, tenho péssima memória para nomes e posso esquecer alguém importante.
Então, vam'bora:
Jovens:
Daniel Gallera: Gostei de todos os que eu li. Mãos de Cavalo é o mais 'pop'. Bem gostoso de ler.
Antônio Prata: Filho do Mário Prata. Para falar a verdade, só li crônicas e contos. Não peguei nenhum livro dele ainda. Mas gostei muito do que li. Lembra um pouco o pai misturado com o Luis Fernando Veríssimo.
JP Cuenca: Também. Não tive tempo de ler nenhum romance dele. Os contos eu gostei bastante.
Fabrício Carpinejar: Já li tudo dele que me caiu nas mãos. Mas, morando fora, está difícil de ler um livro dele. Ele consegue ser poético sem ser difícil de ler.
Outros
Rubem Fonseca: Barbaridade... O cara é um monstro. Violento, sexy, intrigante, vulgar, chocante. Inteligente e instigante. Comecem com "Feliz Ano Novo". Meu predileto.
Rubem Alves: Poucas cenas em poucos livros me fizeram chorar. O RA conseguiu fácil. Justamente os contos dele são o melhor. Se você gosta de um texto mais suave, quase lírico, mas prosaico, vá com força e sem medo com ele.
Raquel de Queiroz: Uma mulher noveleira escrevendo sobre uma cangaceira mulher? É a melhor "Aventura de época" em português que eu li. É divertido e tão bem escrito que você viaja fácil com ela.
Carlos Heitor Cony: Comece com "Quase Romance", daí você vai se emocionar e achar o Cony o cara mais meloso do mundo. Então, passe para "Pilatos", e vai se rachar de rir com a trágica história de um cara que perdeu o pinto. Quando eu crescer, quero escrever bem como ele.
Ignácio de Loyola Brandão: Nunca tive a chance de ler um romance dele. Mas todos os livros de crônicas e de contos que eu li eu amei.
Fernando Sabino: Que nem o Inácio. Da mesma turma, aliás. Mas muito mais engraçado. Tenho que confessar que não gostei dos romances dele que eu li. Mas como cronista? Sensacional.
Paulo Mendes Campos: Cronista desta turma. Li só algumas coisas dele. Mas adoro, e leria qualquer bula de remédio escrito por ele.
Otto Lara Rezende: Também da turma de cronistas mineiros. Mais sério. Circunspecto. Vou recomendar especialmente porque há uma auto-referência entre esses três daqui, embora eu tenha apreciado menos.
João Ubaldo Ribeiro: Eu tinha uma amiga do Rio que conhecia ele pessoalmente. Era minha esperança de conhecer um gigante ao vivo. O velho baiano morreu, e eu perdi a chance. O cara é divertidíssimo. Além de escrever com gosto e precisão, ele tem histórias muito bem trabalhadas, numas tramas às vezes policiais, às vezes até ficção científica. Amo o que ele escreve de paixão, e vou ler qualquer coisa dele que me caia nas mãos.
Luís Fernando Veríssimo: Venderam o cara até não poder mais. Entra na lista porque quero recomendar os romances menos conhecidos. Não as crônicas. Ele sempre foi um fã de história policial. Escreveu algumas. Os romances dele são muito divertidos.
Stanislaw Ponte Preta: A primeira vez que eu li o Stanislaw, eu perdi o fôlego. Não sabia que literatura podia ser escrita assim. É, para mim, o melhor humorista que já houve na língua portuguesa - junto com o Barão de Itararé... mas aí a briga é brava.
Clássicos
Érico Veríssimo: Li "O Tempo e o Vento" como se não houvesse amanhã. Fácil de ler, fácil de se apaixonar. Os personagens são provavelmente os melhores da literatura brasileira. Mas Érico é super eclético. Tem romance de costumes, urbanos, e até horror ao estilo Stefan King. Tem que ir atrás.
Clarice Linspector: Não vou mentir. Ela é difícil. Não é para sentar na varanda depois de uma feijoada para passar a tarde. Tem que ler e degustar cada linha, pensar a respeito, seguir, voltar, anotar. Eu diria que tem que ter uma certa idade para conseguir curtir ela de verdade.
Machado de Assis: Se você não tem paciência para nada na vida, mas quer sair por aí dizendo que "leu Machado", leia pelo menos o "Dom Casmurro". Mesmo porque é bom demais.
Guimarães Rosa: Não comece com Grandes Sertões Veredas. É muito difícil. Pouca gente que diz que leu realmente leu. Vá para os contos. São difíceis também, mas, uma vez que você vence a dificuldade, eles são maravilhosos.
Lima Barreto: Normalmente não aparece entre os clássicos. Só que eu andei lendo e queria recomendar (a lista é minha, eu posso). É ver que todas as discussões que você vê hoje no Facebook começaram há mais de 115 anos atrás. Genial.
Moacyr Scliar: Entra na lista de clássicos porque eu decidi que sim. Já e clássico. Escrevia de forma super leve e temas incrivelmente variados. Me diverti com tudo que eu li dele. .
.
Se falta algo, é possível que eu tenha lido, mas não quero recomendar. Ou eu não li o suficiente para poder opinar. Ou esqueci do cara. Ou, acontece, eu não li nada. .
.
Queria recomendar um site que eu usei com bastante frequência ao longo dos anos para aprender um pouco mais sobre literatura: http://www.releituras.com. Tem textos avulsos de quase todos esses autores, para dar uma palhinha para vocês.
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