Grandes expectativas demanda

Desde la. Expectativas sobre o futuro educacional e laboral de jovens da escola secundária: En el marco de los cambios ocurridos en el mercado de trabajo y en el sistema .. el servicio doméstico en otras casas, limpieza y lavado/planchado de ropa, . Parecería que las expectativas son «más grandes» que las posibilidades. Grandes cadenas hoteleras como Marriott o MGM Resorts han confirmado el aumento de la demanda con altas tasas de ocupación en algunas áreas o adelantando aperturas, respectivamente, lo que les proporciona una perspectiva alentadora de cara a las vacaciones de verano (Cancún: optimismo hotelero por leve aumento de la ocupación). Las presiones y expectativas no deben ser estresantes. La reflexion y respuesta adecuada a una demanda en tu vida puede producir resultados positivos y grandes logros. La evolucion de las expectativas: Las expectativas, desarrolladas a lo largo de tu vida, estan influenciadas por mucha gente: Grandes expectativas, algunas promesas y muc has incertidumbr es» La con anza social en el potencial transformador de la UPI se hizo más fuerte aun luego de 1945, al n de la Segunda Guerra Mundial. La curva de demanda agregada tiene una pendiente negativa, ya que se venden menores cantidades a precios mayores, y mayores cantidades se demandan a menores precios. Expectativa de menor inflación Un descenso en la demanda agregada genera expectativas de menores tasas de inflación, ya que la gente empieza a posponer su consumo mientras espera ... Demanda sostenida y grandes expectativas: así arrancó la temporada de verano en Pinamar y Villa Gesell COMPARTIR ESTA NOTICIA 03 de enero de 2020 · 11:40 hs. Aquí tenemos dos grandes grupos de bienes, los cuales dependen de cómo la demanda de los bienes reaccionan a los cambios en el ingreso: ... Cambios en los precios futuros esperados: se forma por las expectativas de cada uno, ya que uno adecua su demanda a esas expectativas. Como por ejemplo un ingreso futuro y el precio futuro de un bien.

Tendências Suicidas

2020.09.19 00:43 altovaliriano Tendências Suicidas

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/suicidal-tendencies/
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas
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MANIFESTO: VOLUME II, CAPÍTULO V

Embora Stannis possa ser vitorioso em sua batalha na Vila dos Arrendatários, ele ainda enfrentará uma tarefa impossível: tirar Winterfell dos Boltons.
Parece ridículo pensar que Stannis, um veterano de vários cercos, marcharia de bom grado, com um menor número de homens, assolado por tempestades e sem provisões, em direção a um castelo. Sugerir que ele fez isso apenas com base na é inverossímil.
Stannis tem uma crença muito estrita a respeito do uso do acaso ou do destino para orientar estratégias:
– Se é uma palavra para tolos.
(ADWD, Jon IV)
Mesmo com Mance causando estragos dentro das paredes de Winterfell, Stannis precisa especificamente de uma maneira de tornar a tomada de Winterfell plausível - uma maneira que não envolva destruir seu próprio exército no processo.
Lembre-se de que Stannis também deseja que o norte se una à sua causa. Isso significa que ele também deseja derrotar os Boltons de uma maneira que não prejudique sua capacidade de negociar com os vassalos do norte. Ele não quer matar os nortenhos se isso puder ser evitado.
Agora, antes de continuar e revelar os planos de Stannis, devo parar e perceber uma falsa premissa que muitos leitores assumiram:
Isso é uma falsidade .
Para tomar o castelo, Stannis só precisa que não haja resistência em Winterfell. Na verdade, a remoção dessa resistência pode ser realizada com combate (coreente com a falsa suposição). Mas existem outras maneiras: astúcia, manobras estratégicas e assim por diante.
Há evidências sutis, mas convincentes, de que Stannis está realmente envolvido em tais truques inteligentes. Em particular:
A teoria da Lamparina da Noite mostra que Stannis desenvolveu uma tática brilhante para lidar com os Freys que se aproximam. Mesmo se for verdade e Stannis aniquilar completamente os Frey, ficamos com um dilema.
O que acontece depois?
Como Stannis planeja realmente tomar a inexpugnável Winterfell?
Tomar Winterfell é um esforço multifatorial. O que precisamos saber agora é qual papel Stannis deverá desempenhar após sua vitória [sobre os Frey].
Felizmente, temos evidências e implicações suficientes nos livros para identificar seus planos, com grande certeza. Especificamente, parece que Stannis planeja fazer o seguinte:

UM DESEJO DE MORRER

Por que Stannis iria querer fingir sua própria morte?
Que evidência há de seu desejo de fazer isso?
Para responder a essas perguntas, precisamos discutir a aparente insanidade de Stannis em A Dança dos Dragões e, em particular, o desejo de morte que ele parece ter. Ele parece obcecado em pegar Winterfell (ou Forte do Pavor), a ponto de parecer um tolo.

Morte certa

Ao longo de A Dança dos Dragões , Stannis declara que 'morrerá tentando' tomar Winterfell ou derrotar os Boltons:
Jon percebeu que suas palavras tinham sido desperdiçadas. Stannis tomaria o Forte do Pavor. Ou morreria tentando.
(ADWD, Jon IV)
...
– Mas nós marcharemos e libertaremos Winterfell ... ou morreremos na tentativa."
(ADWD, O prêmio do rei)
...
– Pode ser que percamos esta batalha, – disse o rei sombriamente. – Em Braavos você pode ouvir que morri. Pode até ser verdade. Não obstante, você deve encontrar meus mercenários.
(TWOW, Theon – tradução de Gelo & Fogo .com)
A terceira passagem em particular sugere que Stannis poderia muito bem terminar em uma posição em que ele aparentasse estar morto, mas na verdade não está.
Por que Stannis diria que 'pode até ser verdade' senão para indicar que pode muito bem ser falso?
O subtexto aqui implica ainda que qualquer boato de sua morte é, de fato, mais provável de ser falso.

Benefícios por morte

Qual é o benefício de fingir sua morte?
Existe um motivo importante para fingir sua própria morte. A aritmética simples mostra que Stannis não tem nenhuma maldita chance de derrotar as forças de Bolton enquanto eles ocupam Winterfell.
O que Stannis precisa é de uma maneira de tornar Winterfell "madura para ser tomada". E dada sua insuficiência militar, Stannis tem apenas um recurso:
Um dos benefícios mais óbvios de parecer estar morto é que os Boltons baixarão a guarda. Eles não serão necessariamente tolos, mas no mínimo isso reduz suas preocupações com uma ameaça iminente e permite que os Boltons e seus aliados se concentrem em outras demandas.
Agora, se você se lembra, o casamento de Ramsay com Arya ocorreu algum tempo antes dos eventos dos dois últimos capítulos de Theon em A Dança dos Dragões (Um fantasma em Winterfell e Theon). Esta foi a principal razão pela qual os senhores do norte foram convocados para Winterfell.
Existem duas razões principais que mantiveram a maioria dos lordes em Winterfell:
Esses mesmos senhores, de lealdade variada, também têm seus próprios problemas: em particular, cuidar de suas propriedades e pessoas agora que o inverno chegou. Com Stannis fora do caminho, os vassalos ficam muito mais empoderados. Alguns podem pedir licença para voltar para casa.
Claro, existem vários fatores desconhecidos que podem afetar este resultado, a nevasca e / ou fatores políticos imprevistos podem manter alguns lordes em Winterfell.
No entanto, podemos ver um benefício claro para Stannis se ele fingir sua morte:
Ao convencer o mundo de que ele está morto, podemos ver a possibilidade emergente:
Se Stannis fingir sua morte, ele poderá conseguir *obrigar os aliados de Bolton a deixarem Winterfell.
Esta é uma observação interessante. Obrigar os Boltons ou seus aliados a deixar Winterfell certamente reduziria o contingente do castelo e o tornaria mais fácil de tomar. Está ainda de acordo com minha observação de que tomar o castelo não requer necessariamente a derrota de Roose Bolton.
Mas como Stannis obrigaria os Boltons e / ou seus aliados a partir de Winterfell?
A resposta é simples:
Simplificando, ele precisa enviar homens para atacar ou capturar alvos de grande valor para os Boltons e seus aliados.
Se Stannis estivesse vivo, qualquer truque que ele fizesse para atrair aliados de Winterfell iria falhar: Bolton é muito esperto para cair neles (exceto quando mandou embora os briguentos Freys e Manderlys). No mínimo, Bolton não sacrificaria sua posição vantajosa em prol do que ele sabe que são prováveis fintas.
Mas se Stannis estiver morto, o jogo mudou. Essas tentativas de atrair aliados de Winterfell não podem mais ser percebidas como fintas, porque Stannis não existe mais. Assim, se os Boltons não conseguirem lidar com esses atentados, eles minarão sua própria autoridade porque isso será visto como uma negligência das preocupações de seus vassalos.
Qualquer sussurro sobre uma reminiscente tropa de Stannis arruinaria o efeito.
* * *
Como você pode ver, fingir-se de morto permite que Stannis bagunce completamente os Boltons. Ao enviar 'tropas substitutas' para atrair aliados de Winterfell, ele lucra diretamente reduzindo o contingente no castelo.
Além disso, fingindo-se de morto, Stannis é capaz de marchar sob a cobertura da nevasca para uma posição virtualmente à sombra das grandes muralhas de Winterfell.
Ele está perfeitamente posicionado para tomar o castelo no momento oportuno.

FIGINDO-SE DE MORTO

Então, como Stannis realmente implementa o fingimento de sua morte?
É difícil avaliar como a farsa de Stannis seria realizada, mas é certo sua falsa morte é de fato prenunciada.
Dito isso, acredito que haja uma hipótese que emerge como sendo a mais técnica e tematicamente apropriada do que qualquer alternativa.

Notificação

Como “Ramsay” fica sabendo de sua aparente vitória na Vila?
Esse é um bom começo.
A resposta mais simplista seria que alguém informou Ramsay pessoalmente.
No entanto, não gosto dessa possibilidade, pelos seguintes motivos:
Os Karstarks estavam secretamente a serviço de Roose Bolton e enviando-lhe mensagens sobre a situação de Stannis. Os Karstarks também tinham dois corvos restantes para contatar Winterfell. Se Stannis fosse realmente derrotado, os Karstarks quase certamente enviariam um desses corvos a Winterfell anunciando uma vitória gloriosa. Pelo menos essa parece uma expectativa bastante razoável.
Assim, se Roose Bolton não recebesse tal carta, isso poderia deixá-lo desconfiado. Ele poderia suspeitar que a traição de Karstark foi revelada, e que ele também não pode confiar nos corvos de Karstark.
Se houvesse alguma implicação de que o plano dos Karstark foi revelado, isso prejudicaria a confiança de Bolton em qualquer coisa que supostamente viesse dos Karstark.
Portanto:
Talvez seja esta a razão pela qual ele não sentenciou o meistre dos Karstark à morte, mas sim a uma 'cela' para aguardar o julgamento de Stannis. Compare isso com a maneira com a qual ele lidou com os Karstarks, onde imediatamente os sentenciou à morte.
– Vocês são homens mortos, entendam isso,– o rei prosseguiu. – Apenas a maneira de sua execução ainda está para ser determinada. Eu os aconselharia a não desperdiçar meu tempo com negativas. Confessem, e terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lorde Rickard. Mintam, e queimarão. Escolham.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)
Observe que Stannis também mantém os corvos com ele .
O rei se inclinou para trás na cadeira.
– Tirem-no daqui, – ordenou. – Deixem os corvos. – Uma veia latejava em seu pescoço. – Confinem esse desgraçado cinza em uma das cabanas até que eu decida o que deve ser feito com ele.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)

Retorno a Winterfell

Se Stannis simular sua morte, quem retornará a Winterfell?
Supondo que Stannis tenha fingido sua morte e pretenda selar a ilusão, os aliados de Bolton devem retornar a Winterfell, vivos e bem.
Agora, se você presumir, como eu, que faz mais sentido se Stannis enviar uma carta se passando por Karstarks, há uma resposta óbvia:
Os Karstarks tem que estar entre aqueles que retornam.
Mas se todos os nobres dos Karstark (Arnolf e seus parentes) são traidores e Stannis os condenou à morte, como isso aconteceria?
Só existe uma possibilidade, me parece:
NOTA: Explicar este argumento é uma tarefa bastante substancial. Não é que seja complexo, ou que eu ache muito forçado para ser verdade. Na verdade, é que a evidência sugerindo o envolvimento de Arthor Karstark é substancial e representa um desvio do verdadeiro ponto deste ensaio.
Você encontrará os argumentos e evidências que sugerem o envolvimento de Arthor no ensaio O Sol Nascente do Inverno, localizado nos apêndices.
Eu acredito que Arthor e os Karstarks são a única peça verdadeiramente crucial, o único aliado de Bolton que deve retornar para que a ilusão funcione. A composição do resto das forças é altamente variável e imprevisível.
Algumas observações devem ser feitas neste ponto:
Para recapitular esta seção, apenas os Karstarks são realmente necessários em Winterfell:

Prova da morte

Supondo que homens retornassem a Winterfell alegando que Stannis estava morto, eles quase certamente precisariam demonstrar uma prova disso.
Luminífera seria um grande sinal para os Boltons e seus aliados de que Stannis estava morto. Parece razoável acreditar que Stannis nunca cederia voluntariamente a lâmina, apenas com sua morte ela seria tirada de suas mãos.
Assim como argumentei que a persona pública de Stannis mascara um engano, o mesmo acontece com a espada: o “poder” que as pessoas projetam em uma suposta espada mágica os cega para a falsidade que ela esconde.
Isso também corroboraria a Carta Rosa, uma vez que “Ramsay” declarou que tinha Luminífera.

De todo modo

Deixando de lado as especulações, há um tema comum, um resultado final unificador que parece inteiramente provável:
Stannis teria escrito a Winterfell para informá-los de sua “morte” e da gloriosa vitória dos Karstarks, Freys e Manderlys.
Enquanto isso, Stannis terá avançado com a maioria de suas forças para Winterfell, fingindo estar morto. Alguma parte do exército de Stannis entrará em Winterfell para atestar sua derrota, fornecendo as evidências necessárias.

JOGO JUSTO

Como mencionei acima, se Stannis fingir sua própria morte, ele será capaz de manipular os assuntos no norte. Ao atacar as propriedades de vários senhores, ele pode tirar aliados Bolton de Winterfell e, assim, enfraquecer o castelo.

Seleção de Alvo

Mas precisamos lembrar, Stannis não quer destruir os contingentes militares dos senhores do norte. Muito pelo contrário, ele deseja recrutar essas capacidades militares para sua própria campanha. Ele deseja sua lealdade e força, não desconfiança e fraqueza.
Afinal, de que adianta a lealdade deles se não podem ajudá-lo a garantir sua coroa? De que adianta a força deles se eles são desconfiados?
Isso nos leva a uma grande questão:
Se Stannis pretende ameaçar as propriedades dos vassalos (para tirá-los de Winterfell), em que vassalos ele vai mirar?
Stannis precisa ser cuidadoso na escolha de alvos, para não arriscar sua habilidade de forjar alianças depois de derrotar os Boltons.
Isso significa que ele deve ter cuidado ao escolher quais senhores do norte ele almeja para uma ação militar. Com isso, quero dizer que Stannis deve restringir suas metas àqueles que atendam a um dos seguintes requisitos:
Também deve ser notado que Stannis gostaria de minimizar os danos aos soldados comuns e aos plebeus, para torná-los menos propensos a odiar seu governo.
Isso obviamente nos leva a uma outra questão, e ao ponto principal desta seção:
Qual dos senhores do norte Stannis pode “atacar” com relativa impunidade?
NOTA: Por “ataque” quero dizer ameaçar (para incluir uma ação militar contra seus exércitos) e invadir suas terras e castelos.
Responder a essa pergunta é surpreendentemente fácil quando você pensa a respeito.

Lealdades irrevogáveis e recuperáveis

Stannis sabe que todos os senhores do Norte têm motivos para odiar Bolton secretamente, exceto dois: Dustin e Ryswell.
– Os Ryswell e os Dustin são ligados à Casa Bolton pelo casamento – Jon informou. – Os
outros perderam seus senhores em batalha.
(ADWD, Jon IV)
Se algum dos senhores do Norte fosse impossível de dominar, seria Dustin e Ryswell: vinculado aos Boltons por sangue. Isso é relevante porque dá a Stannis um aliado Bolton que ele pode atacar com relativa impunidade.
Além disso, os Frey também jogaram sua sorte com os Boltons.
Isso significa que Stannis tem várias casas que ele pode atacar sem se importar muito:
NOTA: Este é um ponto não relacionado, mas observe que todos os assassinatos de Winterfell em A Dança dos Dragões envolvem vítimas de cada uma dessas casas.
* * \*
Como vê, Stannis tem uma boa lista de alvos, pontos fracos que pode explorar para atrair pessoas de Winterfell.
A única coisa que precisamos fazer agora é provar que ele tem os meios e a oportunidade de explorar esses vassalos, um assunto explorado ao longo do restante do Manifesto.

CONCLUSÕES

Não vou insistir no assunto. Os pontos principais deste ensaio:
Eu gostaria de dar um passo para trás e trazer novamente à tona Nicolau Maquiavel, sobre quem discuti em Gênio Maquiavélico. Se você se lembra, estabeleci a noção de que Stannis e o famoso pensador italiano compartilham muitos dos mesmos princípios políticos e militares.
O que eu acho incrivelmente incrível sobre essa conexão anterior é o seguinte:
Maquiavel é apocrifamente famoso por propor a ideia de falsificar a própria morte para fins políticos.
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2020.08.12 07:30 CatCrateGames Sem perspectiva de emprego: porque penso em desistir e me sinto um fracasso.

Olá, pessoal! Sou novo no sub. Andei lendo alguns posts com desabafos similares ao meu e resolvi contar minha situação também. Tenho 26 anos, sou bacharel em Geografia pela UFMG e mestre em Modelagem Ambiental pela mesma universidade. Terminei minha graduação em 2015. Desde então, venho procurando emprego na área, disparando currículos e construindo networks que me dessem uma oportunidade. Nada. O mestrado eu terminei em maio de 2019. Não adiantou de nada, o cenário é o mesmo. Nos últimos dois anos eu já estava ciente da falta de demanda por profissionais como eu, e me conformei em arrumar literalmente qualquer emprego. Na real que não é tão frustrante pra mim ter que abrir mão de um projeto de carreira ao qual me dediquei por 6 anos. Vejo todo trabalho como honrado e digno. Acontece que nem empregos com baixos requisitos eu consigo. Já são dois anos me candidatando pra diversas vagas. De banhista de animais a caixa de supermercado; de zelador a almoxarife. Eu nao sei mais o que fazer. Nos últimos 3 anos tenho obtido uma pequena renda mensal como músico, tocando em casamentos, mas não chega nem a um salário mínimo. Com a pandemia, vários casamentos foram reagendados ou cancelados. Eu tentei 2 concursos ano passado. Ambos eram pra uma única vaga. Não passei. Em outubro farei outro concurso, também pra 1 vaga, então a expectativa está lá embaixo. Me sinto extremamente mal comigo mesmo, e gostaria de explicar em tópicos: 1) eu disse que não me importo tanto em ter que fazer reopcões, mas de qualquer forma machuca olhar pra trás e ver que perdi 6 anos de vida pra absolutamente nada. Poderia ter entrado em um emprego comum e hoje estar muito mais vivido nomercado de trabalho. 2) eu detesto a cultura do concurso público e vejo esse tipo de carreira como parte do problema do desemprego e pobreza no Brasil (não estou afim de discutir política nesse post). Quando me submeto a um concurso, me vejo desesperado e traindo a mim mesmo. 3) quando eu era moleque, acreditava que aos vinte e poucos eu estaria formado, bem empregado, iniciando uma família e independente financeiramente. Hoje, aos 26, estou desempregado, sem perspectivas de uma fonte de renda estável, com a noiva grávida, e dependente dos pais pra pagar o básico. Sim, eu sou grato a Deus por tê-los e por saber que nunca passarei fome, mas acho que vocês conseguem entender a frustração. 4) abri uma microempresa e vendo camisetas há alguns meses, mas sonho todos os dias com um emprego formal pra não ter que enfrentar mais os pesadelos de um empreendedor, que nem sabe se vai fechar o mês no azul. Como vendedor, vejo que está todo mundo quebrado e economizando, o que não me dá grandes esperanças.
Enfim, eu nem sei bem aonde quero chegar, então me desculpem se não tenho um ponto. Só queria expressar minha insatisfação com nosso cenário e comigo mesmo. As vezes penso em desistir. Deixar pra lá e ficar apenas sonhando com o sucesso do jogo que desenvolvo com uma equipe ou com um email milagroso de uma empresa qualquer. Muitos jovens hoje estão passando por situação igual ou parecida. O mercado de trabalho brasileiro foi muito distorcido nos últimos anos. Demandas irreais foram criadas. Hoje temos uma massa de trabalhadores sem haver trabalho a ser feito. Parece que o Brasil vai ser o eterno país do futuro. Deus tenha piedade de nós. Obrigado se me leu até aqui. Abraços.
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2020.08.10 20:19 EmetEnjoy Bitcoin está a la caza de nuevo máximo anual y busca 12K sostenidos

Si Bitcoin logra superar el nivel de 12,118 USD el próximo objetivo sería el máximo de 12,325 USD alcanzado a principios de agosto de 2019. La criptomoneda ganó ofertas durante el horario comercial asiático, aumentando de 11,750 USD a 12,068 USD. La confianza en criptomonedas crece y gana adeptos permitiendo el crecimiento no solo de BTC, sino de las principales criptos del mercado.
https://preview.redd.it/6u9168kuv7g51.png?width=987&format=png&auto=webp&s=7186696a8a738317ac7e4a8fb235f9f4a2ebc42c
Agosto 10.- Al comienzo de esta semana, Bitcoin muestra señales en las gráficas que indican la búsqueda de su máximo precio anual mientras encuentra el piso para quedarse sobre los 12 mil dólares de manera sostenida.
En el momento de realizar esta nota, bitcoin se cotiza a 11,724 USD, pero en el transcurso de la jornada de cierre del domingo, llegó a 12,000 USD, solo un 1% por debajo del máximo de 2020 de 12,118 USD alcanzado el 2 de agosto.
Parece probable una ruptura por encima de $ 12,118, ya que se puede ver una demanda alcista en el fuerte volumen por hora que continúa aumentando con el aumento de valor de bitcoin.
Si Bitcoin logra superar el nivel de 12,118 USD el próximo objetivo sería el máximo de 12,325 USD alcanzado a principios de agosto de 2019.
Bitcoin terminó la semana pasada (domingo, UTC) en $ 11,683, el cierre semanal más alto desde enero de 2018. Eso ha abierto las puertas a más ganancias, según algunos analistas.
El mercado de opciones también muestra un sesgo alcista, con opciones de compra, que generan precios más altos que las opciones de venta (apuestas bajistas) en los plazos de uno, tres y seis meses.
Expertos como Kyle Davies, cofundador de la firma de inversión en cripto Three Arrows Capital, dijo que el ecosistema de finanzas descentralizadas (DeFi) de Ethereum podría ser otro catalizador que refuerce el reciente repunte de bitcoin.
Davies trinó que los nuevos proyectos en DeFi pueden estar aprovechando “las primitivas existentes para préstamos y comercio”.

Bitcoin y dólar

Sin embargo, Bitcoin parece vulnerable a un posible rebote del dólar estadounidense, habiendo desarrollado recientemente una correlación negativa relativamente fuerte con el dólar.
Bitcoin saltó de 9,100 USD a 12,118 USD en 13 días hasta el 2 de agosto, ya que el índice del dólar, que rastrea el valor del USD frente a las principales monedas, cayó de 96 a un mínimo de 26 meses a 92,55.
El dólar está ahora en su punto más sobrevendido en más de 40 años, según las métricas de Morgan Stanley. El banco de inversión dijo que había salido de su posición bajista en el dólar estadounidense.

Anuncios que pueden mover Bitcoin

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump anunció una serie de órdenes ejecutivas durante el fin de semana, incluida la autorización de pagos por desempleo de alrededor de 400 USD a la semana, 200 dólares menos que el beneficio de 600 USD que expiró a fines de julio.
Los legisladores del Partido Demócrata calificaron rápidamente la medida de inconstitucional, pero los economistas de Goldman Sachs dijeron que la decisión del presidente podría presionar al Congreso para que apruebe rápidamente un paquete de estímulo por valor de al menos 1,5 billones de dólares, se informó desde Yahoo Finance.
La determinación de proporcionar un estímulo adicional, en un momento en que los gobiernos y los bancos centrales ya han inyectado billones de dólares en el sistema financiero global, podría alimentar la apuesta de los toros de Bitcoin de que la criptomoneda se beneficiará como cobertura contra la inflación, de manera similar al oro.
Esto alimenta nociones de que la narrativa del Bitcoin como oro digital es más fuerte que nunca, ya que el oro físico también está mostrando dificultades para lograr crecimientos sostenidos.

Inflación y Bitcoin

Las noticias económicas provenientes de Estados Unidos sin duda tendrán un efecto sobre la relación y rumbo que pueda tener Bitcoin durante esta semana, debido a las expectativas tanto los estímulos que se puedan generar y las medidas que afectarán, no solo el mercado de las criptomonedas, sino el laboral y por lo tanto cada una de las decisiones que se vienen tomando mientras la economía estadounidense vence el cerco del Covid-19.
La apuesta de que Bitcoin se convierte en un refugio más confiable contra los efectos de la inflación, causada por inyecciones de dinero fiat a la economía, crecen en la medida que la confianza aumenta.
Los proyectos y las posibilidades de que cada vez más personas del común puedan acceder a BTC o a fracciones del mismo, mejoran las perspectivas, mientras el resto de las criptomonedas también crecen.
Contar con un activo digital que nos permita tener un refugio ante eventuales movimientos bruscos en el precio del dólar, se hace más que necesario en este momento.

Ethereum, otra posibilidad de ahorro con criptomonedas

Al cierre de esta nota, la llamada plata de las criptomonedas, ETH ganaba un 1,7% a 394 dólares, con un pico sobre los 398 dólares alcanzado el domingo 9 de agosto a las 23 horas (GMT).
No solo de Bitcoin vive el hombre, Ethereum también nos puede permitir resultados importantes en el mediano plazo. Debemos recordar que está por darse el lanzamiento de ETH 2.0, evento que tiene al mercado de las finanzas descentralizadas no solo de plácemes, sino con altas expectativas por sus resultados.
ETH, nos permite una inversión razonable, debido a que su precio es más asequible al tiempo que las transacciones asociadas suelen, dependiendo el día, ser menores.

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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.06.25 23:47 HwanZike Introducción a las Obligaciones Negociables en USD en 2020

Que son?

Las obligaciones negociables (ONs) son bonos corporativos argentinos. Como tales, son emitidos por una empresa en lo que se llama mercado primario, generalmente licitando la tasa de interés que paga. Luego de su emisión, comienzan a estar disponibles para operar en el mercado secundario, donde se las puede comprar y vender via libre oferta y demanda como una acción, hasta que llegan a su fecha de vencimiento.
Este post se va a concentrar en las ONs cuyos pagaderos (intereses y amortización, es decir, devolución del capital) son en dolares y que ya cotizan en el mercado secundario.
Liquidez
Una particularidad de las ONs es que suelen tener baja liquidez. Que significa esto? Sin importar el motivo, las consecuencias que tiene la baja liquidez son las siguientes:

Como analizar una ON?

Tenemos que prestar atención a tres grandes factores para tratar de estimar a que precio debería cotizar, según nuestro criterio, una ON:
  1. La empresa que la emite. Aca tenemos que hacer nuestro research, ver el negocio de la empresa, los balances, las acciones si cotiza en bolsa, y ver si nos parece que la ON esta 'mal priceada' por el mercado o si tiene expectativas de subir o bajar por ejemplo. También podemos apoyarnos en las agencias de rating, que suelen hacer una calificación y un informe cada vez que una empresa sale a emitir deuda, teniendo cuidado que dichos informes suelen estar desactualizados.
  2. Las condiciones de emisión. En las condiciones de emisión de una ON, encontramos datos importantes como la fecha de emisión y de vencimiento, la estructura de pagos de los intereses, con sus frecuencia, fechas y tasa, y la información sobre la amortización (generalmente es 100% al vencimiento). Un dato no menor es el monto emitido, si queremos revisar los balances de la empresa y ver que tan complicada estaría la empresa para pagar. Otro dato muy importante es a que tasa de interes emitió la deuda: en general, cuanto mas segura es percibida una empresa, menor es la tasa de interes a la que consigue endeudarse. Con el flujo de fondos en mano, mas nuestra evaluacion del riesgo, podemos calcular el rendimiento (TIR) de la ON en caso de que se pague. La realidad es que en general el mayor factor que hace que una ON cotice bajo la par (o sea, a un precio que le da un rendimiento mayor al original) es el riesgo de default/restructuracion.
  3. La coyuntura del pais. Como afecta la situación del pais a las empresas es algo bastante obvio, pero distintas empresas se ven afectadas de distinta manera. Por ejemplo, YPF es una empresa de energia, con foco en petroleo y tiene 50% de control estatal. Por otro lado, ALUAR es una empresa privada que se beneficia de la devaluación del dolar y tiene sus ingresos mayormente en dolares por exportaciones de aluminio. Una devaluación del peso es algo positivo para ALUAR, mientras que un aumento del precio del petroleo seria algo positivo para YPF. Por otro lado, hay cuestiones macro como los indicadores de la economia: una recesión impacta a todas las empresas. Y un pais en default dificulta mucho, de rebote, a que las empresas de ese pais puedan acceder a inversiones de extranjeros. Esto ultimo es muy importante a tener en cuenta con la actual reestructuracion de la deuda pública que se esta llevando adelante.
Un dato no menor, es que las ONs suelen cotizar, mas allá de si tienen volumen o no, en 3 símbolos o tickers. Uno en pesos, generalmente terminado en O, uno en dolar MEP/billete, terminado en D y uno en dolar cable/divisa, terminado en C. Depende mucho de cada ON en que moneda tiene liquidez.

Ejemplos de ONs

Aca solo voy a listar las que son en USD y que tienen liquidez "operable" en el mercado:
Cresud - Serie 12, Clase 23
Tickers: CSDOO, CSDOD
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=723473
Cresud - Serie 16, Clase 29
Tickers: CSHVO
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=810184
Cresud - Clase 28
Tickers: CSGUO, CSGUD
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=810006
IRSA IR - Clase 1
Tickers: IRC1O, IRC1D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=809629
Aluar - Serie 1
Tickers: LMS1O, LMSID
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=809564
PCR - Clase 2
Tickers: PQC2O, PQC2D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=810043
Arcor - Clase 9
Tickers: RCC9D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=550844
IRSA PC - Clase 2
Tickers: RPC2D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=514495
IRSA PC - Clase 4
Tickers: RPC4O, RPC4D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=675597
Tecpetrol - Clase 1
Tickers: TTC1O, TTC1D
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=702686
Vista Oil&Gas - Clase 2
Tickers: VSC2O, VSC2D, VSC2C
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=809784
Vista Oil&Gas - Clase 3
Tickers: VSC3O, VSC3D, VSC3C
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=810058
Paga en dolar CABLE - no en dolar MEP
YPF - Clase 28
Tickers: YPCUO, YPCUD
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=352071
YPF - Clase 39
Tickers: YCA6O, YCA6P
Link: https://www.bolsar.com/Vistas/Investigaciones/FichaTecnicaEspecie.aspx?Id=427498

Estrategias

Dicho esto, que estrategias podemos hacer con las ONs? Las que se me ocurren son las siguientes:
  1. Si apostamos a que las ONs van a recuperar precio y eventualmente la mayoría van a pagar, podemos suscribir a un FCI en USD que invierta en ONs en USD. Por ejemplo, DELTA RENTA DOLARES.
  2. Podemos intentar entrar en USD en ONs que nos parezcan que están subvaluadas y que eventualmente van a subir y/o van a pagar. Aca la estrategia se desdobla en dos, podemos mantenerlas a finish o si eventualmente el precio sube suficiente, venderlas antes.
  3. Podemos hacer lo mismo que en la estrategia dos, pero entrando en pesos, como una manera de dolarizarnos a un precio mas barato que dolar blue, sin pasar por la volatilidad de los bonos y aprovechando las oportunidades que nos puede dar la baja liquidez de conseguir un buen precio. Particularmente, si tenemos la restricción de no vender en USD porque compramos solidarios, podríamos comprar las ONs en pesos y mantenerlas hasta su amortización, para cobrar en dolares.
  4. Una ultima opción es tratar de vender los pesos a una cotización alta. Si la gente esta dispuesta a utilizar el pago de una ON en dolares, entrando en pesos, probablemente este dispuesta a pagar a un dolar implícito mas alto.

Riesgos

Que riesgos enfrentamos al estar comprados con una ON mas alla de lo mencionado en el apartado de liquidez?
  1. Que baje la confianza en el emisor o en el pais y por ende baje el precio
  2. Que la ON directamente se declare en default. En este caso, puede haber una propuesta de restructuracion (extension de plazos de pago, quita de intereses/capital, periodos de gracia, etc). Es similar a la situación de los titulos publicos con dos diferencias: la primera es que es mas "sencillo" solventar deuda de una empresa si quiebra, liquidando sus activos para pagar deudas, en caso de que los tenga. La segunda es que las empresas tienen una reputación que mantener y las mas importantes particularmente saben lo grave que es poner en riesgo el acceso al credito.
Como mitigar el riesgo de default? Eligiendo cuidadosamente las ONs y diversificando, ya sea comprando varias (de distintas empresas, sectores) o directamente yendo por la via del FCI que suele tener 10 o mas ONs en cartera, minimizando el impacto del default.

Disclaimer

Mirando algunas de las ONs, van a encontrar rendimientos bastante altos. Las ONs argentinas son clasificadas por el mundo inversor como "junk bonds", es decir, bonos basura, de alto rendimiento pero altas chances de default. Queda en nosotros caminar por este sendero minado y tratar de elegir cuales de estas ONs realmente se van a pagar, si es que queremos ir a finish y cobrar los pagos.
Estamos en un contexto particularmente complicado para el pais, en default y en plena renegociación de la deuda publica. Si bien es renta fija, en argentina tiene la misma volatilidad y riesgo que la renta variable. Hago estas aclaraciones para que consideren bien antes de poner plata y no se dejen llevar por los altos rendimientos.
Mucha suerte!
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2020.04.18 21:19 Matmil1342 Guerras de narrativas deformam a percepção comum e criam novas realidades paralelas(texto longo)

Por Licio Caetano do Rego Monteiro*
A catástrofe da pandemia do COVID-19 no Brasil parece se anunciar no horizonte próximo. Aprendendo com o que ocorreu em outros países e seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, desde meados de março diversos estados e cidades no Brasil estabeleceram uma quarentena, que implica a suspensão das atividades não-essenciais e a redução da circulação de pessoas.
O objetivo é o já conhecido “achatamento da curva”: frear a velocidade da transmissão do vírus num contexto de livre circulação de pessoas e possibilitar que o sistema de saúde ganhe tempo para ampliar a capacidade de atendimento e hospitalização dos pacientes, evitando o colapso do sistema com a falta de leitos, de médicos e de equipamentos médicos.
Apesar de a quarentena ser defendida pela grande maioria dos especialistas e ter demonstrado seus efeitos consistentes nos diversos países que a adotaram de forma preventiva, não se conseguiu consolidá-la como um consenso social e político no Brasil.
Desde os primeiros casos surgidos no Brasil, quando o quadro na Europa começava a se agravar, o governo de Bolsonaro alterna entre minimizar os efeitos do COVID-19, acusar os chineses pela sua disseminação e, desde 20 de março, anunciar a solução para o fim de todos os males, com o remédio chamado cloroquina.
A atitude de Bolsonaro frente à epidemia sintetizou um modo próprio de se relacionar com o COVID-19 que já se anunciava de forma difusa na sociedade, com a intenção explícita de se contrapor à estratégia da quarentena e do isolamento físico da população.
Ao inaugurar uma polarização e dar legitimidade política a um dos polos, Bolsonaro produz um efeito social imediato, que se verifica no afrouxamento sucessivo do confinamento e no incentivo para que as pessoas saiam às ruas.
Mas também projeta um efeito futuro, que tem a ver com a narrativa sobre a própria epidemia.
Mesmo que a quarentena seja a estratégia mais confiável e aceita pela população, o importante na posição de Bolsonaro é promover uma cisão na maneira como a sociedade percebe a epidemia, extraindo desta polarização um efeito de longo prazo, que interdita uma percepção comum e compartilhada pelo conjunto da população.
É a plantação de uma dúvida e de uma narrativa concorrente capaz de ressignificar os fatos e neutralizar as consequências políticas que poderiam advir de uma análise sobre os problemas estruturais revelados diante da epidemia e suas causas.
Ao transformar as evidências científicas numa questão de opinião e decisão política, as recomendações de quarentena se tornam ela própria uma posição numa guerra de narrativas em que o polo oposto à quarentena é ocupado aqui pelo que vamos generalizar aqui como “cloroquina”.
“Quarentena” e “cloroquina” se tornam polos que delimitam atitudes opostas diante da epidemia.
Inaugura-se uma cismogênese que replica ou captura campos de identidade política e de comportamento social que já vem dividindo a sociedade brasileira há alguns anos.
Não bastasse encarar a maior epidemia do último século, o Brasil deve enfrentar a epidemia fragmentado em dois campos de percepção, opostos, que resultam em atitudes distintas que, além de ter um impacto direto no sucesso das estratégias adotadas no período de pico da epidemia, também afetam a interpretação futura da catástrofe epidêmica e suas consequências políticas.
E isso justamente diante de um problema que necessitaria de um esforço coletivo e multidimensional, em diversas frentes, convergindo para um objetivo comum.
Cisão cognitiva, realidades irreconhecíveis
Por que é possível que se produza uma cisão cognitiva e política na percepção da epidemia no contexto brasileiro? Alguns motivos se apresentam.
O primeiro é que não há nem haverá uma compreensão consensual que diferencie o que é (e terá sido) uma fatalidade inevitável e o que é (e terá sido) o resultado de opções políticas e técnicas.
A tendência é a de que haja uma grande subnotificação dos casos de infectados e de mortos, uma vez que muitas pessoas podem acabar sendo enterradas sem mesmo um teste que confirme a causa de sua morte.
Um estudo comparativo entre a média de mortes em cidades da Lombardia no meses de março de 2019 e 2020 indicou que a diferença era muito acentuada, sugerindo que a estimativa de mortos pelo COVID-19 estava subnotificada quando se considerava apenas os casos confirmados.
Numa situação de ausência de testes em massa, será possível esconder a causa das mortes deixando que os “cloroquinas” possam colocar em dúvida os números oficiais e estimados. A ausência de números confiáveis dificulta a própria visibilidade do fenômeno.
O segundo motivo é que mesmo que se chegue a um consenso sobre uma estimativa provável de número de mortos e de infectados, tanto a divulgação científica quanto os meios de comunicação, que poderiam vocalizar uma visão consistente e socialmente legítima, se encontram desde já sob fogo cruzado.
Pode haver números, mas os “mensageiros” serão desacreditados.
Para isso contribuem as notícias falsas sobre notificação indevida de COVID-19 como causa de morte em óbitos por outras causas, hospitais vazios e o sucesso garantido da nova droga – a cloroquina – que poderia substituir todo o esforço de confinamento social e corrida para equipar hospitais e ampliar leitos para receber pacientes por todo o país.
No caso da cloroquina, seu possível sucesso nas pesquisas clínicas fica comprometido pela confusão causada pela captura simbólica promovida por governos como o de Bolsonaro.
O terceiro motivo é que a experiência da quarentena e de seus efeitos sobre a evolução temporal da epidemia será sentida de forma diferenciada pela população de acordo com as classes sociais e com o acesso aos sistemas público e privado de saúde.
Uma reportagem da Folha de São Paulo demonstrou a diferença de oferta de leitos de UTI por 10 mil habitantes no SUS (1,04) e no setor privado (4,84). No Rio de Janeiro, por exemplo, a diferença chega a 0,97 no SUS para 8,7 no setor privado, o que significaria, lido de forma rápida, que um leito no setor privado é cerca de 9 vezes mais acessível do que no SUS.
A demanda de leitos nos epicentros da epidemia na Europa foi em média 2,4 leitos de UTI por 10 mil habitantes. Se a mesma média for mantida para o contexto brasileiro, isso significaria que o “achatamento da curva” e o colapso do atendimento médico pode ocorrer em tempos distintos no SUS e no setor privado.
Se fossem consideradas como duas populações diferentes, os que têm acesso ao setor privado e os que só têm acesso ao SUS, podemos ter uma situação em que a quarentena pode ser suficiente para preservar o setor privado e atender seus usuários, mas não conseguir frear uma catástrofe epidêmica para a grande maioria da população.
Esta última cisão – resultado da acentuada desigualdade social vigente no Brasil – é agravada pelas anteriores.
É justamente essa população mais suscetível à catástrofe epidêmica que será (já está sendo) invisibilizada tanto pelos meios de comunicação e pelas pesquisas, quanto pela própria capacidade de gerar dados confiáveis sobre o impacto da epidemia nos contextos sociais mais precários – prisões, favelas, periferias, interior, etc.
Por fim, uma última cisão se expressa nos efeitos econômicos da crise. Cabe aqui lembrar que a situação econômica no Brasil já vinha estagnada desde o ano passado e a turbulência financeira já havia se expressado de forma acentuada antes mesmo da evolução do coronavírus e da quarentena em larga escala.
Diante da situação excepcional, no entanto, o governo tem se movido para atender, em primeiro lugar, seus avalistas do mercado, atrasando todas as medidas que poderiam induzir os cidadãos mais desamparados a reforçar a quarentena.
Entre os diferentes setores da economia, a crise será sentida e remediada de forma diferente, mas a principal diferença será entre os trabalhadores, precarizados, desempregados e com renda sufocada, e os grandes empresários e banqueiros, com suas margens de lucro resguardadas pelo socorro do governo.
O governo federal emite diferentes mensagens contraditórias: o Ministério da Saúde adverte que sair de casa faz mal a saúde, o da Economia não te dá meios para ficar em casa, e o presidente diz que é melhor você sair para não passar fome.
Os governos estaduais e municipais impulsionam a quarentena, com medidas restritivas e ajudas emergenciais que só se sustentam com repasses do governo federal.
O congresso aprova uma renda básica emergencial, mas o governo federal a trata como um fardo.
As respostas mais rápidas são aquelas da própria sociedade: em todos os rincões temos notícia de ações de solidariedade dentro de comunidades levadas a cabo pela auto-organização daqueles que tem um pouco junto com os que menos tem.
Também aqui, a percepção dominante sobre quem “pagou” pela crise e pela quarentena será manipulada para que não se aponte o dedo para o sistema que mantém e acentua a exploração e a desigualdade galopantes que devem se aprofundar durante e após a epidemia.
Diante dessas cisões na produção dos dados, na difusão das notícias e resultados e na desigualdade do impacto epidemiológico e econômico da epidemia, abre-se um campo para que a interpretação dos fenômenos seja marcada pela guerra de narrativas, com sua relativa autonomia aos dados da realidade fenomênica.
Em vez de enfrentar o problema em sua radicalidade, a opção do governo federal certamente será a de operar os mecanismos de percepção social para impedir que qualquer mudança real seja levada a cabo como resultado de uma constatação da catástrofe social revelada pela catástrofe epidêmica.
O “quarentena” e o “cloroquina” como duas atitudes opostas diante da epidemia
Aqui nos dedicamos a uma tentativa retrofuturista, considerada na acepção de interpolação do passado e futuro.
Estamos em abril de 2020 e os tempos estão embaralhados. Aqui no Brasil, vemos o que se passa nos EUA, na Itália e na Espanha com uma projeção do que pode vir a acontecer nas próximas semanas.
Vivemos um tempo de espera do pior. E muitas vezes pensamos e nos referimos à catástrofe epidêmica como se ela já estivesse acontecendo ou mesmo como se já tivesse acontecido.
Mais do que pensar, importa ver como a percepção de um futuro que ainda não aconteceu condiciona nossa atitude e disposição nas ações do presente e na preparação para enquadrar a catástrofe iminente em sistemas de referências e modelos de realidade que estão se configurando em tempo real, com suas atualizações diárias de informações e sentimentos.
O argumento aqui é o de que a cisão nas expectativas e nos modelos de apreensão das informações tem sido operada de forma intencional pelo governo federal como estratégia para evitar a conflagração de medidas eficazes e consistentes para enfrentar a epidemia e seus efeitos.
Essa cisão, no entanto, está assentada em bases sociais bem estabelecidas, que servem como matéria prima para a guerra de narrativas sobre “o que se passou” – esse futuro que ainda não passou, mas que está neutralizado de antemão.
Faço aqui uma distinção entre duas formas genéricas de se relacionar com a epidemia: o “quarentena” e o “cloroquina”. É uma simplificação, uma generalização assumida, mas que tem como objetivo exemplificar o quanto a cisão pode se manifestar na sociedade brasileira.
O “quarentena” parte do pressuposto de que tem uma responsabilidade individual na construção de um esforço coletivo para evitar a catástrofe.
Recusa-se a correr riscos mas também a ser um possível vetor, um transmissor do vírus para as pessoas mais expostas (trabalhadores de serviços essenciais) ou mais vulneráveis (idosos e grupos de risco).
Busca um leque amplo de informações, que o permite observar o que se passa em outros países, aprender as recomendações sanitárias, mudar sua rotina e procedimentos básicos de sua vida cotidiana.
Aceita os eventuais prejuízos e sacrifícios que a situação exige, seja por ter condições econômicas para se manter no período da “quarentena”, seja porque não tem outra opção diante do fato de que a “economia” não está mais rodando como estava.
Além de se vincular a iniciativas de ação solidária, seja como doador, seja como receptor, acredita que o governo deve assumir os custos necessários para garantir as várias formas de assistência emergencial para que os mais desprotegidos possam superar essa situação.
O “cloroquina” parte do pressuposto de que alguma solução farmacológica deve ser alcançada para que o ritmo “normal” de funcionamento da sociedade seja mantido.
Aceita correr riscos e não acredita que possa ser um transmissor, uma vez que minimiza os reais efeitos do coronavírus, inclusive pressupõe que exista uma inflação dos números oficiais com a finalidade de alarmar as pessoas.
Considera exageradas as medidas restritivas e sanitárias, mas cumpre quando lhe convém, ou por via das dúvidas.
Atribui à quarentena a causa dos prejuízos econômicos, seja porque teve que suspender seus negócios, seja porque não tendo outros meios para se sustentar, precisa “furar” a quarentena para garantir seus ganhos imediatos.
Tem dificuldade de lidar com uma renda básica universal, mesmo que temporária, pois acredita no valor do trabalho como distinção moral entre os que superam suas dificuldades e aqueles que se acomodam.
Acredita que o governo deveria garantir o direito de retomar as atividades.
O “quarentena” enxerga a cloroquina como uma hipótese que ainda demandaria estudos mais consistentes para que seja adotada como medicação no caso do coronavírus.
O “cloroquina” encontra nela sua tábua de salvação, que poderia justamente evitar a necessidade de uma quarentena, uma vez que se todos os pacientes se tratassem com o remédio a demanda de hospitalização e o número de óbitos diminuiriam.
O “quarentena” acredita na ciência, tanto que sabe que ela não pode trazer uma solução mágica imediata, pois demanda tempo e investimento para que as pesquisas necessárias sejam realizadas.
Enquanto isso, resta ouvir o que tem a dizer a epidemiologia e a medicina social, que também são ciências, e que estão dizendo claramente que não basta acreditar na ciência, é preciso que todo o sistema social se movimente para encarar a epidemia.
O “cloroquina” acredita que Deus vai capacitar os cientistas a descobrirem a solução, que é a cloroquina – logo, para que pesquisa, cientistas e investimento, se a resposta já está dada.
No espectro político, o “quarentena” tende a encarar com simpatia as medidas e resultados atingidos pela China no enfrentamento ao coronavírus, assimilados e difundidos pela OMS, enquanto o “cloroquina” acusa a China de ter escondido o vírus ou de estar se aproveitando economicamente da fragilidade das economias ocidentais diante da epidemia.
Quando se encontram no mercado e na farmácia, o “quarentena” está de máscara, não toca em nada e procura se afastar de tudo e todos. O “cloroquina”, por sua vez, está sem máscara, fala alto, mexe em tudo e não guarda distância.
O “cloroquina” olha para o “quarentena” como um exagerado alarmista. O “quarentena” olha o “cloroquina” de forma assustada, e o julga como um alienado egoísta.
Mas mesmo esses dois grupos não são homogêneos e estão suscetíveis a certa projeção.
O “quarentena” poder enxergar o “cloroquina” somente como o típico empresário que quer mais é tocar seus negócios, seguindo o discurso do dono da hamburgueria Madero ou o “véio da Havan”, mas não vê como a atitude do “cloroquina” está disseminada e possui uma base social ampla nos trabalhadores precarizados e informais que não possuem nenhuma forma de defesa coletiva nem resguardo financeiro.
Para estes, a “quarentena” não é uma opção e não há como esperar o governo federal.
Já o “cloroquina” tende a projetar no “quarentena” a imagem de uma classe média elitizada, com reservas econômicas, emprego garantido e meios confortáveis de ficar em casa.
Um mundo comum onde possa brotar um “nunca mais”
O exercício aqui é lançar luz sobre como a experiência social polarizada diante da catástrofe que se avizinha pode ser o antídoto para evitar qualquer mudança significativa que advenha da percepção da epidemia como um acontecimento liminar, que marque uma mudança real na maneira como nos organizamos como sociedade.
Para o “cloroquina”, não haverá isso que se chama de sociedade, mas uma coleção de indivíduos mais ou menos aptos a se adequar às novas condições de trabalho e consumo, circulação e habitação, níveis de renda e acesso aos sistemas de saúde.
Para o “quarentena”, caberia uma exigência radical de serviços públicos universais, sem a austeridade propagada pelo mercado, com políticas de renda universal e redução de desigualdades.
Pode ser que muito em breve o “quarentena” e o “cloroquina” estejam se reencontrando no hospital ou no cemitério, num inferno sartreano sem espelhos, e pudessem olhar a si mesmos na imagem refletida nos olhos do outro.
Nesse momento, seria importante que ambos olhassem do lado de fora o mesmo mundo e do lado de dentro o que realmente fizeram diante da catástrofe, que a realidade inoculasse a guerra de narrativas de uma forma inescapável.
Seria importante construir uma história comum, que possibilitasse uma compreensão da real dimensão da epidemia, de suas causas e consequências, de seus efeitos desiguais, e que pudesse esta narrativa ser a base da superação de um mundo que tornou (terá tornado) possível a catástrofe que se avizinha.
Aqui é impossível não confundir os tempos verbais. .
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2020.03.23 02:29 Bulbassauro2022 Alguns pontos da coletiva feita hoje pelo Ministro da Saúde

Link com a coletiva (não achei um vídeo melhor...)
https://www.youtube.com/watch?v=VF7n69GIgoo
Quantidade de respiradores:
Medicamentos: sobre a Cloroquina
Quantidade de infectados que necessitarão de tratamento intensivo
Vacinação
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2020.03.14 16:43 alforo_ El peligro al que nos enfrentamos no es la difusión de un virus ni aunque este fuese mucho más letal de lo que ahora podamos imaginar que llegue a ser el coronavirus en el peor de los casos.

El problema grave que tenemos delante de nuestras narices y al que no le estamos dando la importancia que tiene es la situación en la que se encuentra el sistema en el que vivimos, el capitalismo de nuestros días. Un sistema complejo que tiene propiedades que le hacen funcionar de un modo muy específico.
Estos sistemas, como el capitalismo, son imprevisibles y permanentemente inestables, y de ahí que sea muy difícil predecir cuál será su evolución. Pero sí sabemos, sin embargo, algunas cosas importantes sobre su funcionamiento y evolución y, sobre todo, sobre lo que puede hacer que colapsen.
Sabemos, por ejemplo, que los sistemas complejos como el capitalismo viven al borde o expuestos permanentemente al fallo sistémico y fatal, que tienden constantemente a la crisis y que están siempre en peligro de colapsar, precisamente porque su complejidad no es otra cosa que inestabilidad y desorden.
Pero, al mismo tiempo, también sabemos que la gran probabilidad de fracaso, de fatalidad, que acompaña a cualquier sistema complejo hace que generen en su seno constantes y potentes elementos de protección. Por eso pueden resultar muy seguros a pesar de ser, al mismo tiempo, muy propensos al colapso. Precisamente por eso.
En segundo lugar, sabemos también que los sistemas complejos casi nunca colapsan por el efecto de un solo fenómeno. Para que se produzca un fallo total, sistémico, fatal, para que colapsen, es necesario que concurran diferentes fallos al mismo tiempo.
Y es muy importante saber que estos sistemas funcionan siempre en condiciones degradadas, es decir, con muchos fallos latentes que es imposible erradicar, bien porque se desconocen, porque no compensa o porque no se quiere asumir el coste de eliminarlos en todo o en parte.
Las consecuencias de esto que sabemos sobre los sistemas complejos son de aplicación a lo que está pasando con la epidemia del coronavirus
En primer lugar, que es muy difícil que resulte tan fatal como se está creyendo. El sistema se está defendiendo del «fallo» en su funcionamiento que supone el coronavirus con mecanismos del propio sistema que son seguramente mucho más potentes de los que serían realmente necesarios para evitar que se convierta en un peligro global o letal. Y, como he dicho, es altísimamente improbable, por no decir, imposible, que el sistema en su conjunto se vea afectado fatalmente por un solo fallo o factor.
Pero, en segundo lugar, hay algo que es mucho más preocupante.
La epidemia del coronavirus constituye un fallo añadido en el sistema que si se contempla linealmente puede parecer poca cosa. Pero que puede resultar de efectos muy graves si se tiene en cuenta que su presencia muta la condición del sistema en su conjunto porque interactúa con otros de sus fallos latentes. Es decir, el coronavirus es realmente peligroso no por lo que supone en sí mismo sino porque aumenta mucho la degradación del sistema en su conjunto, en mucha mayor proporción de la que correspondería a su aislada naturaleza de epidemia sanitaria.
A mi juicio, la extraordinaria gravedad del coronavirus no es el daño que produciría una epidemia si se pudiera contemplar aisladamente, sino la aceleración del efecto degradante o destructor de los demás fallos que estaban más o menos contenidos hasta ahora.
Ya escribí hace unos meses que se estaba gestando una crisis de muchos frentes pero que -a corto plazo- tenía tres manifestaciones o vías de expansión principales: las bolsas, que han alcanzado una sobrevaloración disparatada que las lleva a estallar antes o después; la deuda en crecimiento insostenible; y el bloqueo de la oferta como consecuencia de la continua caída de la rentabilidad del capital material en favor del beneficio financiero.
Los problemas que puede traer ahora la propagación del coronavirus tienen que ver justamente con esa crisis de oferta que ya en los últimos meses se estaba produciendo en casi toda la economía mundial en forma de una desaceleración relativamente atenuada.
Ahora, las respuestas que inevitablemente van a tener que adoptar los gobiernos para evitar el contagio van a bloquear todavía más la oferta y sus consecuencias van a ser varias, pero todas con algo en común: reactivar los fallos hasta ahora latentes o adormecidos.
En primer lugar, va a disminuir la producción, se van a desarticular los canales de suministro y distribución, van a producirse carencias de aprovisionamiento a escala global y la crisis empresarial va a generalizarse, disminuyendo mucho más la rentabilidad del capital que mueve los motores de la economía productiva. La crisis de oferta va a ser muy fuerte.
En segundo lugar, va a aumentar la deuda empresarial y la dificultad para hacerle frente por parte de miles de empresas, especialmente por las «zombis» que hasta ahora han estado manteniendo su actividad a base de más deuda, pero sin generar beneficio suficiente.
En tercer lugar, el cambio de expectativas, la posibilidad de que se produzcan quiebras en cadena y movimientos extremos por parte de las autoridades en materia de gasto e intervención financiera, van a producir un caos bursátil de la mano de las operaciones automatizadas, de los algoritmos que utilizan los grandes fondos especulativos. Las bolsas, como ya anticipé, son ahora mismo el eslabón más débil y volátil del capitalismo, estaban a punto de saltar y el virus va a hacer que estallen sin remedio.
En cuarto lugar, todo eso va a afectar al sector financiero que perderá negocio solvente y frenará la financiación, amplificando los problemas anteriores, cuando no sufriendo él mismo una nueva crisis financiera.
En quinto lugar, la intervención de las autoridades va a ser bastante complicada y poco efectiva porque ahora no se trata de impulsar la demanda inyectando capacidad de gasto (que hará falta) sino de poner en pie la oferta, y eso es mucho más difícil cuando las empresas cierran y las redes productivas se han boqueado.
En sexto lugar, no descarto que, precisamente por el bloqueo de la oferta, se produzca un rebrote inflacionario que pondría a los bancos centrales ante un dilema terrible, pues estarían obligados a frenarlo. Y entonces estará por ver cómo podrán soplar y sorber al mismo tiempo, es decir, hacer política expansiva y contractiva a la vez. https://www.juantorreslopez.com/el-virus-y-la-economia-1-mucho-peor-de-lo-que-parece/#more-8540 Si no se toman medidas drásticas para evitar los contagios, si no se aísla a la población, la expansión de la pandemia es casi segura y esa expectativa de crisis paralizaría la actividad. Pero la cuarentena y el aislamiento también la frenará sin remedio. No hay salida. Pero el problema no es el virus, sino un sistema complejo en el que un fallo aparentemente sin demasiada importancia puede reactivar otros fallos hasta ahora latentes o medio controlados. Y es esa conjunción de factores lo que va a crear una situación nueva y que representa un peligro muy serio.
Si los fallos latentes diversos se hacen expresos y si su aparición coincidente los convierte en un fallo único y estructural, nos vamos a enfrentar a un problema económico hasta ahora desconocido en la época del capitalismo globalizado y neoliberal.
Y las recetas que los gobiernos y las autoridades monetarias han venido utilizando no les van a servir. Ahora tendrían que pensar «al revés» de como lo han hecho hasta ahora desde hace décadas y eso no les va a resultar fácil. No tienen soluciones porque ni siquiera se pueden imaginar cuál es la naturaleza del problema que tienen por delante. De ahí que estén desorientados y sin saber bien qué hacer.
El virus es la pequeña mariposa de la teoría del caos: el suave movimiento que producen sus alas en una esquina del planeta se está empezando a traducir en una tempestad a miles de kilómetros. La gente lo intuye con más sabiduría que los políticos y economistas que siguen creyendo que sólo se trata de tomar medidas sanitarias acompañadas de otras cuantas económicas convencionales, cuando el peligro verdadero está en otro lado, en los fallos estructurales del sistema que el virus puede haber reactivado ya.
Hablaré de alternativas en el siguiente artículo pero anticipo la principal: es obligado que vivamos de otro modo.
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2020.03.04 06:23 ESgrowpackage Reseña de Mejor 2’x2’ Armario de Cultivo Extensible-2020 Actualizada

Los armarios de cultivo de 2’x2’ son pequeños armarios de cultivo que normalmente se usan para cuidar las plántulas y germinar semillas. Muchas marcas tienen los armarios de cultivo 2’x2’ como sus modelos más pequeños de armarios de cultivo. Los armarios de cultivo también son ideales para cultivar una sola planta. Puede usarlos para cultivar una sola planta grande si cabe. Son excelentes para cualquier persona que no tenga mucho espacio. Siempre puede encontrar un espacio pequeño para ellos en su casa o apartamento. Ser pequeño no hace que los armarios de cultivo sean ineficaces. Son tan eficaces como los grandes armarios de cultivo, y a veces incluso más.
¿Cuáles son los beneficios del armario de cultivo interior?
Si estás pensando en adquirir el armario de cultivo 2’x2’, es importante que comprendas los beneficios asociados con tales armarios. Estas son algunas de las ventajas que puedes disfrutar:
Portátil:
Si tienes que mudarte, por cualquier razón, simplemente te mudarás con el armario de cultivo del presupuesto. No tendrás que preocuparte por perder tus cultivos o tener que dejarlos atrás cuando se mude.
Económico en términos de espacio:
Algunas personas todavía tienen que aceptar que pueden cultivar sus propios cultivos, incluso cuando viven en apartamentos de la ciudad. Esta es la belleza de los armarios de cultivo, le permitirán realizar tu jardinería, incluso cuando haya muy poco espacio para usar.
ECO Farm 2’x2’ Armario de Cultivo Extensible
El armario de cultivo extensible de ECO Farm es realmente prometedora para ofrecerte la construcción y durabilidad más confiables. Para un uso y configuración más seguros, este es una gran opción para comprar.
Tiene equipos reflectantes más altos, incluso con tela oxford gruesa en la parte exterior. Las cremalleras son extremadamente beneficiosas para la máxima protección de la jardinería interior, ya que funciona perfectamente.
Los múltiples respiraderos son fructíferos para facilitar el alojamiento, cubriendo la unidad con los ventiladores necesarios y los componentes de filtración de aire. Este armario de cultivo hidropónico es excelente donde puede cultivar frutas, verduras y diferentes tipos de hierbas que se adapten a tu demanda.
Hay varillas de metal resistentes que aseguran durabilidad. Los materiales cosidos en duelo son muy protectores para evitar fugas de luz también.
Mylar reflexivo es experto en su rendimiento para maximizar los efectos reflectantes en toda la unidad. Esta conveniente herramienta de jardinería pequeña de 2’x2’ para cultivo en interiores tiene un sistema de instalación más fácil. Tiene conectores habituales junto con una bandeja de piso extraíble.
No necesitas preocuparte por su configuración. No tomará más tiempo hacerlo. El diseño es extremadamente intuitivo. Mucha luz bañará tus plantas sin fugas en todo el sistema de luz.
El montaje fácil del armario es otro digno de mención en ECO Farm. La característica mucho mejor es su doble costura que superará definitivamente tus expectativas.
Cultivar tu propia marihuana y consumirla seguramente traerá un nivel completamente diferente de alta a su experiencia, ya que realmente sabrás de dónde proviene el producto final. Tendrá la satisfacción y una gran sensación de logro al final del ciclo de crecimiento. Entonces, si nunca has intentado cultivar su propia hierba, esta es la manera perfecta de comenzar, ya que un armario de cultivo interior es pequeño pero eficiente y seguramente te brindará la experiencia y te permitirá decidir si deseas aumentar tu producción o no.
(Disfruta de un descuento especial con el código de cupón: Rosaliaecofarm)
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2020.02.08 07:30 ESgrowpackage Revisión de Mejor Luz de Cultivo de Doble Casquillo de 1000 W de 2020

¿Qué es una luz de cultivo doble casquillo? Las luces de cultivo de doble casquillo, a veces denominadas lámparas de cultivo, son luces de cultivo de descarga de alta intensidad (HID) que funcionan a frecuencias ultra altas. Por lo tanto, la temperatura y la corriente de funcionamiento están bien equilibradas y son mucho más constantes. Estas luces utilizan sodio de alta presión (HPS), haluro metálico (MH) o haluro metálico cerámico (CMH). Si bien son bastante efectivas, estas luces de cultivo ya no son las más eficientes del mercado.
Luces de cultivo de doble casquillo
Las luces de cultivo de doble casquillo son como las bombillas HPS y MH que conoces, solo que son mucho más brillantes que sus contrapartes de un solo casquillo. Si revisa estas bombillas, verás que son mucho más delgadas que las HID estándar y no se atornillan en un zócalo. Debido a la estructura de la bombilla, no tiene que ser tan grande para alojar el tubo de arco y sus elementos, por lo que obtendrá la misma cantidad de luz y más simple debido a su diseño. Las bombillas de un solo casquillo tienen un marco largo de alambre de metal que va desde la base hasta el final de la bombilla. Ese marco de metal alberga el tubo de arco que contiene el material necesario para darte luz, desde haluros metálicos hasta sodio. Todo el marco de una bombilla de un solo casquillo a menudo obstaculizará la propagación y la intensidad de su bombilla.El marco de las bombillas de doble casquillo es mucho más simple y permite que más luz llegue a sus plantas. En lugar de que la bombilla se encienda desde el zócalo del reflector, hay cables en cada casquillo de la bombilla que se deslizan directamente hacia los accesorios del reflector (algo así como una bombilla T5). Esto permite tres cosas:1) La bombilla no tiene ningún metal que bloquee el tubo de arco, por lo que toda la luz que emite no tiene impedimentos2) La bombilla se encenderá más rápido y recibirá más luz porque recibe energía no solo de un casquillo, sino de dos3) La luz que obtienes se extenderá más uniformemente a través de tu dosel que otras luces.
La mejor luz de cultivo de doble casquillo
ECO Farm Kit 1000W HPS MH Doble Casquillo Luz de Cultivo
El sistema de luz de crecimiento de 1000 vatios de doble casquillo de ECO Farm es la mejor opción para su jardín. Disponible en versiones de 1,000 vatios, el sistema de iluminación de la serie Pro establece un nuevo estándar para que otros lo sigan. El balastro digital funcionará con lámparas de doble casquillo HPS de 1000 vatios a 600 W, 750 W, 1000 W y 1150 W de potencia y tiene excelentes características de flujo de aire, funcionando un 20% más frío que otros balastos digitales. Ahorro de energía de hasta el 30% en comparación con los balastros magnéticos. El sistema incluye reflector, balastro, lámpara, cuerdas y temporizador: sistema completo de luz de cultivo. La luz de cultivo de ECO Farm de 1000 vatios doble casquillo no es algo para ser estornudada o ignorada. Tiene un precio razonable considerando todo lo incluido en el kit. Se incluye un reflector aluminizado parabólico alto y una bombilla de doble casquillo con una vida media de 30,000 horas. El balastro regulable de alta frecuencia se puede ajustar a su preferencia. El reflector de aluminio fabricado en Alemania es perfecto para lidiar con el intenso calor emitido por una lámpara de doble casquillo. Esto significa que es resistente a la descomposición, ya sea causada por calor o presión.
caracteristicas:
El diseño cerrado ofrece una salida de luz maximizada.
Su excelente uniformidad lo convierte en el reflector ideal para alturas de montaje más bajas.
Parte superior ventilada para la gestión del calor y una vida útil más larga.
Requiere menos reflectores para alcanzar los niveles de luz deseados.
Versátil: se puede usar para muchas aplicaciones diferentes.
Ventajas
El reflector es de un tamaño generoso.
El balastro es de alta frecuencia y regulable.
Alto P.A.R. Bombilla de doble casquillo de 1000 W incluida.
Tanto el reflector como el balastro vienen con una garantía de 3 años, bombilla con 1 año.
El reflector de alúmina, fabricado en Alemania, brinda una reflexión adicional.
A un precio razonable.
Conclusión
El mercado está en constante expansión y los productos están en constante evolución para satisfacer las demandas y expectativas de los clientes y mantenerse al día con sus competidores. Internet le ha dado al cliente una gran selección de opciones para cumplir con sus requisitos individuales. Si puedes ahorrar unos cientos de dólares para un solo kit de cultivo, puedes seguir adelante y comprar un kit de luz de cultivo de doble casquillo, pero, para el pequeño cultivador casero, recomendaré el uso de ECO Farm sistema de luz de cultivo doble casquillo de 1000 vatios, que tiene un precio razonable y es adecuado para el cultivo doméstico. Si usted es un granjero casero a gran escala o alguien que lo hace de manera comercial, entonces una configuración de luces de cultivo de doble casquillo es imprescindible. Sí, implicará un gasto inicial costoso, pero, cuando obtengas tu mejor rendimiento máximo, definitivamente te ahorrará mucho más tiempo, esfuerzo y dinero.
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2019.11.27 04:15 Vendermejor ¿Por qué debería invertir en Apple?

En 2007, Apple , Inc. ( AAPL ) lanzó el iPhone con enorme triunfo. La perspectiva del principal creador de la empresa, Steve Jobs, se realizó situación, dado que AAPL ha podido atrapar y enredar a un nuevo género de clientes en su imperio de hardware y programa. El encontronazo final en las acciones de la empresa fue todavía más increíble. Empezó cerca de $ 12 y siguió su ascenso por medio de una crisis financiera mundial para arribar, ocho años luego, cerca de $ 127. Sin un final a la visión, las recompensas parecen sin límites. Entonces, ¿cuáles son las ventajas de invertir en Apple?

Beneficios de invertir en la manzana mordida

Si hubiera tenido la suerte (o algunos lo tengan en cuenta brillante) lo bastante como para imaginar el encontronazo que tendría el iPhone en las ganancias y los márgenes de Apple e invertido en acciones hace diez años, podría estar extasiado con las recompensas conseguidas de su posición. Y aunque la acción ha ignorado siempre la dirección de los mercados al desplazarse (en su más grande parte) en una trayectoria ascendente, la pregunta sigue siendo: ¿Las recompensas futuras sobrepasan los peligros? Consideremos 4 puntos:

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2019.11.14 16:02 morientesbr Com captações bilionárias e juro baixo, setor imobiliário inicia expansão - Por Agência Estado

Com captações bilionárias e juro baixo, setor imobiliário inicia expansão - Por Agência Estado
O ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo, segundo especialistas; investidores voltam a cogitar renda via aluguel
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O mercado imobiliário pode estar perto de uma retomada vigorosa. De julho para cá, seis construtoras e incorporadoras captaram R$ 3,8 bilhões em novas ofertas de ações para colocar o pé no acelerador em seus projetos residenciais e comerciais. Com a queda dos juros – a taxa Selic atingiu 5% ao ano na última semana – e o maior interesse de investidores no setor, a expectativa é de que as captações possam dobrar nos próximos meses, já que outros grupos se preparam para ir à Bolsa.
O ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo. “Tradicionalmente, esse segmento antecipa o cenário de crescimento econômico. Há expectativa de recuperação do PIB, a expansão deve ser menos intensa, mas sustentável no longo prazo”, diz Alessandro Farkuh, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI, que coordenou boa parte das operações das construtoras na Bolsa.
Com esses recursos, as construtoras pretendem abrir novos canteiros de obras, sobretudo em São Paulo. E isso já se reflete em outros setores da indústria. “Começamos a sentir nas últimas semanas maior demanda por aço vinda do setor imobiliário”, disse Gustavo Werneck, presidente da Gerdau. O mesmo movimento deve acontecer com o cimento e outras matérias-primas.
Quem se movimenta pela capital paulista percebe que guindastes voltaram a fazer parte do cenário. Dados do Secovi-SP, obtidos pelo Estado, mostram que, de janeiro a setembro, foram comercializadas 30,5 mil unidades residenciais só na capital, número 70% maior do que o do mesmo período do ano passado. “Isso é mais do que as 29,9 mil vendidas em 2018 inteiro”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Só em setembro foram comercializados 4.055 imóveis – a maior marca para o mês e cerca de 50% acima da média histórica.
A retomada do setor, que usa mão de obra intensiva, poderá ser um alento para um indicador que se recusa a apresentar melhora significativa nos últimos anos: o desemprego. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da semana passada mostraram que a taxa ainda é de 11,8% no País, com 12,5 milhões de pessoas sem trabalho. Dos empregos gerados, a maioria é de vagas informais.
Concentração
As obras, contudo, ainda estão concentradas em edifícios residenciais e comerciais de médio e alto padrão, diz Ana Maria Castelo, analista da FGV/Ibre. “Não vejo um boom generalizado como em 2007, quando muitas companhias foram à Bolsa. A recuperação mais robusta da construção civil virá com a retomada das obras de infraestrutura.”
Diversas fontes de mercado ponderaram ao Estado que a expansão do setor imobiliário ainda se resume a São Paulo, cujo mercado se descolou do resto do País. De olho nessa oportunidade, a MPD Engenharia, líder em apartamentos de alto padrão em Alphaville, vai investir até R$ 2 bilhões em empreendimentos nos próximos três anos. Segundo o presidente da empresa, Mauro Dottori, entre 70% e 80% dos recursos serão direcionados para a capital paulista. “São Paulo tem maior dinamismo e retoma primeiro do que outros mercados.”
Além das ofertas subsequentes em Bolsa, que são uma importante fonte de financiamento para construtoras, os proprietários de edifícios têm sido assediados por fundos de investimento imobiliário de bancos. Para garantir retorno a seus cotistas, as instituições financeiras estão comprando edifícios corporativos “maduros”, que já estão alugados para empresas.
A Tishman Speyer, que desenvolve prédios residenciais e corporativos, vendeu por R$ 1,2 bilhão a torre que abriga a sede corporativa do BB, em Brasília, a um desses fundos. A empresa já tem R$ 1 bilhão captado para investimento adicional no mercado brasileiro. “Além desse dinheiro captado, está mais fácil conseguir crédito nos bancos para viabilizar projetos”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.
Investidores locais apostam na retomada do setor de construção
Com a taxa de juros na mínima histórica, a busca tanto por imóveis quanto por fundos imobiliários tende a crescer entre investidores dos mais diversos portes. As captações feitas por grandes construtoras – como Tecnisa, Eztec, Trisul, Cyrela Commercial Properties, Helbor e LogCP – revelam um novo fenômeno no País: o maior interesse de investidores locais por ações dessas companhias na Bolsa.
“Vimos um movimento de investidores locais nas captações deste ano em um ambiente que antes atraía majoritariamente os estrangeiros. Também observamos maior fluxo de gestoras mais especializadas em determinados segmentos, como shoppings e logística. Isso indica um nível importante de maturação do setor”, diz Alessandro Farkuh, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI.
O aquecimento da demanda imobiliária começou nos prédios residenciais de alto padrão, mas já “contaminou” outros segmentos. Galpões próximos à região metropolitana de São Paulo viraram alvo de grandes varejistas, que estão expandindo seus centros de distribuição, afirmou fonte de uma grande incorporadora. Escritórios também estão sendo erguidos nos poucos espaços ainda livres da região da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, e outros corredores, como as proximidades da Marginal Pinheiros, também devem ganhar novos arranha-céus.
As entregas de edifícios corporativos devem se multiplicar por oito no ano que vem, segundo a consultoria JLL, que acompanha o setor, atingindo 200 mil metros quadrados em novas ofertas.
Vacância
A consultoria pondera, porém, que a recuperação ainda está mais concentrada em São Paulo, onde a taxa de vacância de escritórios já começou a cair após um longo período de alta, atingindo 22,3% no terceiro trimestre de 2019. No Rio, porém, esse movimento ainda não está claro – e 43% dos espaços corporativos ainda estão vazios.
A tendência para 2020 em São Paulo, de acordo com Paulo Casoni, diretor da JLL, é de queda da vacância, apesar da entrega de novos escritórios. Em alguns bairros mais disputados, como a Avenida Faria Lima, o porcentual de espaços vazios é de 8%. Isso já faz companhias negociarem antecipadamente a ocupação de prédios em construção. Foi o que fez a Dupont, em acordo com a Tishman Speyer.
Diante desse cenário, empresas que se dedicam ao segmento se preparam para uma retomada das obras. Na semana passada, apenas a Cyrela Commercial Properties (CCP), do empresário Elie Horn, levantou R$ 874 milhões para investir em escritórios de alto padrão. BR Properties e JHSF contrataram bancos para fazer captações. Outros sete grupos estão indo pelo mesmo caminho e devem usar a Bolsa para turbinar sua capitalização para o período de expansão.
Maior imobiliária do País, a Lopes também vai à Bolsa para levantar cerca de R$ 150 milhões. A companhia vai usar parte desses recursos para acelerar a transformação digital do seu negócio. “Não queremos reinventar a roda. O processo de compra e venda de imóveis não vai deixar de ser físico. Mas podemos melhorar a plataforma para os nossos 9 mil corretores e para os clientes”, diz Matheus Fabricio, diretor executivo da Lopes. Neste ano, a companhia inaugurou a Lopes Labs, que já reúne uma equipe de 70 pessoas, para pensar o futuro da empresa.
Construtoras reduzem tempo de obra
Com a ajuda de novas tecnologias e do aumento de crédito para o setor, construtoras têm conseguido reduzir em até oito meses o tempo de obra para erguer edifícios. A intenção é aproveitar o bom momento do setor para atrair, especialmente, investidores que desistiram de aplicar dinheiro em renda fixa por causa do ganho menor.
A sinalização do Banco Central de que deve haver nova redução nos juros ainda este ano reforça o interesse pelos imóveis e a corrida do setor para poupar tempo. Até 2014, os prazos oscilavam entre 24 e 30 meses. “Hoje, estão mais para 16 ou 18 meses do que para 24”, diz Odair Senra, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo.
Na sua avaliação, a maior oferta de crédito está permitindo concluir edifícios num tempo menor. Com mais recursos disponíveis, construtoras dependem menos da receita de vendas e podem acelerar a produção. Com isso, terminam o empreendimento mais cedo, acertam as contas com quem emprestou o dinheiro, embolsam o lucro e partem para a construção de outro empreendimento.
“O banco quer isso porque fica com um devedor seguro, que dá o imóvel como garantia”, diz Senra. Ele observa que o risco de calote para o banco fica pulverizado, pois são vários devedores, não só a construtora. O banco também ganha potenciais clientes (devedores) para vender outros produtos.
Risco
A construtora Urbic, do empresário Marco Parizotto, por exemplo, tem dois empreendimentos com prazo de execução reduzido. “Achamos que encurtando o ciclo de produção reduziríamos o risco para incorporadora e cliente.”
Mas, na prática, o que se vê é que os projetos mudaram para atender o comprador que pretende ter o imóvel pronto o mais rápido possível para alugar. Um dos empreendimentos da construtora no Ibirapuera (SP) foi lançado em maio e será entregue em 13 meses.
Do prazo total, nove meses serão para erguer o prédio, que vai usar tecnologia de estruturas metálicas para acelerar a construção.
“Já vendemos 60% (dos apartamentos) e 30% dos que compraram são investidores.” São apartamentos na faixa de R$ 900 mil. Outro empreendimento, na Vila Mariana (SP), é de pequenos estúdios na faixa de R$ 250 mil, voltados a investidores.
À vista
“Temos buscado redução de prazo para diminuir os custos do empreendimento e, com isso, obter uma rentabilidade maior”, afirma Vladimir Alves da Silva, diretor financeiro da construtora Tarjab. Ele conta que tem conseguido reduzir em três meses o prazo da obra. Num projeto recente, de apartamentos na faixa de R$ 350 mil lançado em abril, ele conta que percebeu que existe demanda de investidores que não são só pessoas físicas, mas também fundos imobiliários. “Para unidades menores houve compradores que pagaram à vista”, diz, lembrando que esse pode ser um sinal do apetite do investidor pela renda de locação.
De olho nessa demanda, Frederico Altana, diretor-presidente da construtora Altana, conta que negocia parceria com uma empresa francesa para reduzir, a partir de 2021, prazos de construção de três empreendimentos. A locação será gerenciada pela própria empresa.
“A possibilidade de fazer ativos imobiliários para renda foi viabilizada por causa dos juros mais baixos e isso casa com a tecnologia de construir de forma industrial e mais rápida porque, assim, é possível gerar um retorno mais rápido para o capital”, diz.
Desde 2014, a Trisul, que tem capital aberto, vem reduzindo prazos de obra, diz Lucas Araújo, superintendente. Ele explica que as concorrentes perceberam agora que diminuir o ciclo de produção é muito melhor, pois garante o retorno mais rápido, com reconhecimento de receitas. “Todas (as concorrentes) estão precisando disso para ajudar na recuperação financeira.”
A trajetória de queda da taxa básica da economia (Selic), que na semana passada renovou um piso histórico, de 5% ao ano, tem levado os investidores a enxergar na compra de imóvel para locação um negócio mais rentável. Além da renda do aluguel, podem embolsar a valorização dos imóveis, que ainda estão com preços defasados.
Aplicação em imóveis exige cuidado, dizem consultores
A renda obtida com aluguéis de imóveis comprados por pessoas físicas ou com a aquisição de cotas de fundos imobiliários passou a ser, nos últimos meses, alvo de interesse dos investidores com perfil conservador.
Até pouco tempo atrás, esse investidor conservador aplicava suas economias em renda fixa. Mas com a queda na taxa básica de juros, a Selic, que baliza essas aplicações e hoje está em 5% ao ano, a menor marca da história, o cenário mudou. E esse investidor conservador tem de buscar outras alternativas para ganhar dinheiro.
Nas contas do gestor de investimentos, Mauro Halfeld, no cenário atual uma aplicação de renda fixa de baixo risco deve render, depois de descontado o Imposto de Renda (IR), cerca de 4% ao ano, dependendo das taxas cobradas pelos fundos de investimentos, corretoras e bancos. “Levando-se em conta que a inflação costuma voltar no Brasil, o brilho da renda fixa acabou”, diz Halfeld.
Já os fundos imobiliários diversificados devem proporcionar ganhos perto de 5% ao ano acima da inflação, calcula ele. E imóveis residenciais pequenos alugados devem gerar renda real de 6% ao ano. Esse rendimento, observa o administrador de investimentos, Fabio Colombo, não leva em conta a valorização do próprio imóvel. Depois de três anos de vacas magras, neste momento, os preços dos aluguéis ainda estão defasados, lembra o administrador.
Apesar de os números indicarem que a renda obtida com a locação direta de imóveis e com fundos imobiliários ser maior do que a proporcionada por aplicações em renda fixa, consultores dizem que o investidor deve ficar atento a alguns detalhes.
No caso dos fundos imobiliários, Colombo ressalta que o investidor tem de levar em consideração o preço da cota. Com a forte demanda por fundos imobiliários, o valor da cota deve subir, o que pode reduzir a rentabilidade. Além disso, quando o investidor compra uma cota de um fundo imobiliário, ele não sabe exatamente em qual projeto o seu dinheiro está sendo aplicado. “No longo prazo, há empreendimentos muito grandes que podem se depreciar e isso é um risco”, alerta.
Quanto à compra de imóvel para locação direta, Colombo lembra que o rendimento líquido pode variar, dependendo de como é pago o IR. Isto é, como pessoa física ou jurídica.
Texto via: Agência Estado

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2019.10.22 19:13 Brunoekyte Como fazer a Gestão de marketing digital

Como fazer a Gestão de marketing digital
Este artigo atende departamentos de marketing digital ou agências digitais.
O marketing digital é uma ciência nova, com pouco mais de 10 anos. Por isso faltam processos consolidados e profissionais experientes, o que, na prática leva ao ciclo de tentativa e erro até chegar ao melhor caminho. Isto consome recursos e tempo. Então vence quem consegue se manter vivo neste período e aprender mais rápido com seus erros.
Quem dita o rumo do mercado são as mídias de alcance, como o Google, Facebook, soluções de e-mail e automação. São estas potências que promovem a base de conhecimento. Então é normal que a educação seja tendenciosa, com cada uma superestimando sua solução.
Não se discute mais se o marketing online é eficaz ou não. Ser competitivo e crescer requer competência no marketing digital e esta tendência ainda está em expansão.
Agora não basta mais “fazer marketing digital”, é preciso fazer melhor que a concorrência. E para alcançar isso é preciso descobrir a resposta para as seguintes perguntas:
  • Estratégia: Como superar a concorrência no marketing digital?
  • Produção: Como ser produtivo e reduzir custos?
  • Performance: Como gerar mais retorno por investimento em mídia?
  • Enfim, como ser melhor e ampliar o ROI (retorno do investimento)?
A grande resposta é simples de encontrar, porém complexa para aplicar: excelência na Gestão de Marketing Digital.

A relevância do marketing digital nas empresas

O marketing na era digital assumiu novas responsabilidades, chegando até mesmo a invadir parte do processo de vendas, que antes era de responsabilidade apenas do departamento comercial. As novas atribuições do marketing digital são:
  • Apresentar produtos em um nível avançado de detalhes.
  • Educar o cliente para que reconheça a necessidade das soluções.
  • Realizar uma parte do atendimento em mídias sociais.
  • Conduzir o consumidor até o momento de compra.
  • Reduzir as barreiras na etapa final de decisão de compras.
O departamento comercial passou a ser reativo, recebendo leads mais qualificados. A prospecção ativa é cada vez mais cara e menos eficaz. O consumidor mudou seu comportamento na era digital e aumentou a rejeição para este tipo de abordagem.
O gestor de marketing passou a ser ainda mais decisivo no resultado geral da empresa. O orçamento do marketing está crescendo a cada ano, e a expectativa é que continue evoluindo, segundo Gartner (uma das maiores empresas de pesquisa e consultoria do mundo). Vale destacar o orçamento para soluções de tecnologia para marketing digital, que cresceu de 22% em 2017 para 29% em 2018 (Fonte: ITForum365).

O que é Gestão de Marketing Digital

A Gestão de Marketing Digital, assim como a gestão da própria empresa, visa organizar e controlar recursos para se obter os resultados esperados. Ou seja, “fazer mais com menos, e cada vez melhor”.
Os principais objetivos são:

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– CUSTO: elevar a produtividade na produção do marketing. + RECEITA: aumentar os resultados das campanhas. = + ROI: aumentar o retorno sobre o investimento.

Os desafios na Gestão de Marketing Digital

O marketing digital é novo e complexo. Criar uma publicação ou enviar um e-mail são tarefas aparentemente simples. O desafio é definir as prioridades, coordenar as ações, cumprir prazos e superar os concorrentes.
São muitos cenários possíveis e não existem padrões consolidados para determinar o caminho correto, pois o segmento ainda é novo, e por isso apresenta um cenário imaturo:
  • Faltam protocolos.
  • Faltam profissionais.
  • A educação é tendenciosa.
  • Faltam ferramentas para gestão.
É responsabilidade da Gestão de Marketing Digital superar este cenário. A chave é investir em capacitação, tecnologia e processos. E para atingir altos níveis de eficiência é preciso ser persistente.

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As prioridades na Gestão de Marketing Digital

Há dois fatores que influenciam na prioridade do marketing digital:
  • Experiência da equipe.
  • Maturidade digital da empresa.
Se uma empresa investiu pouco em marketing digital e contrata a melhor equipe, precisará passar por etapas iniciais, como: criar um site, estabelecer seu tom de voz, criar relevância no Google, conquistar uma base de seguidores, e-mail e tráfego para remarketing. Isto consome tempo, e durante este período várias ações serão inviáveis, caras ou menos eficazes.
Qual a prioridade atual da sua empresa na Gestão de Marketing Digital? O infográfico abaixo mostra um quadrante entre experiência da equipe e maturidade digital da empresa. Veja como a prioridade da gestão evolui.

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Exemplo:
  • Equipe com baixa experiência + empresa com baixa maturidade digital: Ou seja, uma empresa que está iniciando no marketing digital com sua própria equipe, que fazia apenas o marketing tradicional. Prioridade: conhecimento.
  • Equipe com alta experiência + empresa com baixa maturidade digital: Ou seja, uma empresa que está iniciando e contratou uma agência ou criou um departamento de marketing digital com profissionais do mercado. Prioridade: planejamento.
  • Equipe com alta experiência + empresa com alta maturidade digital: Estamos falando de um pioneiro ou líder, que tem uma equipe experiente e completa. Prioridade: compliance. Ou seja, padronização para que todas as ações sigam os conceitos da marca, nenhuma campanha se sobreponha à outra e para que os recursos trabalhem em sincronia.
Então analise onde sua empresa está agora e priorize o que é mais importante.

Lidere: Como fazer a Gestão de Marketing Digital

Evoluir no marketing digital é um processo dinâmico que precisa de sincronia e persistência. Definir objetivos e medi-los é essencial para aprender e evoluir. A cada novo ciclo de campanhas a experiência da equipe e a maturidade digital da empresa devem evoluir e consequentemente, os resultados irão melhorar.

O ciclo contínuo do marketing digital

As ações têm tempo de duração, geram resultados e aprendizados. A responsabilidade da gestão abrange todo o ciclo, que pode ser resumido assim:

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As fases da Gestão de Marketing Digital

A gestão se divide em 4 fases que exigem diferentes habilidades, mas se complementam. O sucesso de uma depende da outra. São elas:

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Vamos entender como cada uma funciona.

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Estratégia
É o momento de definir onde ir e como chegar. Os resultados são os planos, que guiam para as próximas fases (produção e performance). A estratégia é como um GPS: não adianta executar algo perfeito que leva para o caminho errado.
Na fase de estratégia há ações pontuais e recorrentes:
  • Pontuais: feitas uma única vez ou em intervalos maiores de tempo. Exemplo: criar ou revisar o manual da marca.
  • Recorrentes: frequentes e contínuas. Exemplo: criar um plano de campanhas.
Aprenda a planejar campanhas em Como fazer um plano de campanhas de marketing digital.
A estratégia pode ser dividida em 4 etapas:
Briefing -> análise -> aprovação -> enviar para produção

Produção

A fase de produção é responsável por colocar a estratégia em prática, seguindo os planos com recursos humanos, tecnologia e processos. Além disso, atende as demandas diárias geradas pelos clientes internos e externos. Por exemplo: manutenção de sites, criações pontuais, dúvidas e relatórios.
A produção é guiada por tarefas, que passam pelas etapas:
Briefing -> análise -> conceito -> redação -> design -> homologação interna -> homologação externa -> construção -> homologação interna -> homologação externa -> publicação
Este fluxo é dinâmico, sendo que cada etapa pode levar apenas minutos ou horas. O mesmo profissional pode assumir algumas etapas, mas é comum que várias pessoas sejam envolvidas em cada tarefa. Apesar da sequência linear das etapas, é muito comum uma demanda retornar a passos anteriores ou pular etapas.
As ferramentas para controle de tarefas e projetos utilizadas no marketing digital não estão preparadas para esta dinâmica. Não atendem a esta lógica ou são muito complexas para configurar e ajustar de acordo com a realidade de cada negócio.
Conheça o eKyte, software de Gestão de Marketing Digital que oferece um Controle de Tarefas projetado exclusivamente para equipes de marketing, além de diversas outras ferramentas.

Performance

Após concluir a etapa de publicação inicia-se a fase de performance para ampliar o alcance e conquistar os objetivos.
As etapas são:
Divulgação -> monitoramento -> otimização
A divulgação consiste em patrocinar as campanhas nos canais próprios ou de terceiros, como no caso de influenciadores digitais.
O monitoramento acompanha e mede o desempenho com dados e estatísticas.
A otimização age sobre estas métricas para tomar ações rápidas e melhorar resultados, com:
  • Ajuste de orçamento.
  • Interrupção de campanhas ou publicações.
  • Solicitação de ajustes ou novas criações.
  • Aprimoramento de segmentação de públicos.

Conhecimento

A fase de conhecimento acontece em paralelo com as demais, embora tenha uma demanda maior durante e após a performance. Afinal, são os dados reais que dão a resposta final sobre o desempenho das campanhas e geram as lições aprendidas.
As etapas do conhecimento são:
Aprendizado humano -> aprendizado de máquina (*) -> aprimorar a base estatística (**) -> prover inteligência para a estratégia.
O aprendizado humano fortalece as competências no:
  • Uso das tecnologias, por exemplo: treinamento do Google Ads, usabilidade de sites, edição de vídeos).
  • Comportamento humano, por exemplo: entender as preferências dos públicos e como aprimorar a comunicação).
  • Mapeamento de processos, por exemplo: passos para construir uma landing page, como criar um plano de campanhas, como extrair e analisar relatórios).
(*) Aprendizado de máquina ou machine learning é um ramo da inteligência artificial, que no marketing digital consiste em utilizar uma grande massa de dados e algoritmos matemáticos para encontrar padrões de comportamento. Estas análises são inviáveis sem tecnologia, pois ao cruzar os dados, milhões de combinações interferem no desempenho.
Exemplo: descobrir que a geração Y costuma clicar 3 vezes mais em anúncios de determinado produto entre 21:00 e 22:00 nas segundas-feiras. Assim pode-se reforçar as campanhas para este público neste horário e com isso aumentar significativamente os resultados.
(**) Aprimorar a base de estatística é crucial para a maturidade digital. Os dados são gerados e armazenados em ferramentas como Google Analytics, mídias de alcance como Google Ads, Facebook Ads e relatórios próprios.
Por fim, após a execução da campanha, há a medição dos resultados e consequente aprendizado, para reiniciar a estratégia e fazer ainda melhor. Manter e fortalecer o que funcionou, ajustar ou abandonar o que trouxe menos resultado.

Os profissionais e as equipes de marketing digital

A nomenclatura para cada cargo ainda é bem variada. Muitos gostam de usar nomenclaturas em inglês e há vários títulos para representar a mesma coisa. Vamos citar uma nomenclatura mais simples, mas não há certo ou errado, apenas padrões diferentes.

Equipe padrão

Uma equipe de marketing digital padrão possui os seguintes profissionais:
  • Gestor: CMO, diretor ou gerente.
  • Coordenador.
  • Analista de marketing digital.
  • Assistente de marketing digital.
  • Redator.
  • Designer.
  • Desenvolvedor web.

Equipe enxuta

Em uma equipe menor, um profissional desempenha mais de um papel:
  • Analista (e coordenador).
  • Assistente (e redator).
  • Designer (e desenvolvedor web).

Equipe ampla

Já em equipes com orçamento amplo, as atividades podem ser quebradas em ainda mais especialistas, além dos profissionais padrões citados anteriormente:
  • Analista de mídia social.
  • Analista de SEO.
  • Analista de CRO.
  • Analista de UX (usabilidade).
  • Cientista de dados.
  • Analista de testes.
  • Analista de atendimento.
  • Analista de marcas.
  • Programador front-end.
  • Programador back-end.
  • Arquiteto de software.
É papel da Gestão de Marketing Digital contratar, capacitar e dividir as responsabilidades de cada profissional da equipe.
Saiba mais em Quais são os profissionais e cargos de equipes de Marketing Digital

A eficiência na Gestão de Marketing Digital

A equação que se espera da gestão é fazer mais com menos. O que isso significa:
  • Fazer mais = mais resultado O “fazer mais” se refere ao retorno final em vendas ou meta projetada. Não significa realizar maior volume de criações. Uma equipe de marketing digital não pode ser considerada melhor que outra porque produziu 10 peças ao invés de 5.
  • Com menos = menor custo “Com menos” abrange dois aspectos que podem ser conquistados com profissionais mais capacitados, e também com melhores processos e ferramentas:
    • Planejar e produzir com menor custo de mão de obra.
    • Obter maior retorno possível sobre o investimento em mídia (ROAS), fruto de estratégias corretas e otimização das campanhas.

Principais erros na Gestão de Marketing Digital

Em cada fase podem ocorrer erros que comprometem a própria fase e as seguintes. Veja alguns exemplos de erros comuns que os gestores precisam superar:
  • Erro de estratégia O analista de marketing digital define que uma campanha terá 1 publicação por dia, mas seu orçamento é inviável para esta quantidade. O indicado seria 1 por semana. Para complicar, a publicação orgânica não gera resultados nem para pagar o custo de criação.
  • Erro de produção O designer não usa templates para agilizar o processo, nem reaproveita seus próprios modelos de sucesso de campanhas anteriores. Além de sempre fazer novas apostas que podem dar errado na performance, ele aumenta muito seu tempo de criação e também de homologação, já que se tratam de novos conceitos.
  • Erro de performance Foram criadas muitas publicações para um orçamento reduzido. Além disso o analista criou diversos públicos. O resultado deste cruzamento será um desastre: vários anúncios vão rodar para uma pequena parcela do público. O alcance será baixo e com tantas informações, será difícil chegar a alguma conclusão.
  • Erro de conhecimento A campanha acaba e os resultados são abaixo do esperado. Mas não há experiência ou cultura para interpretar os dados. Então surge a conclusão equivocada, baseada no “achismo”: “precisamos melhorar os criativos, fazer mais publicações e ampliar nossos públicos. ” Então a próxima campanha começa com ainda mais publicações e mais exigência de criatividade na produção.
Mas podemos resumir os principais erros em:
  • Falta de estratégia e planejamento
  • Priorizar o volume ao invés de qualidade
  • Dificuldade para analisar e interpretar métricas
  • Falta de persistência, pensar a curto prazo.

Ferramentas para Gestão de Marketing Digital

O número de ferramentas disparou nos últimos anos. Apesar disso, poucas são voltadas para a gestão de marketing digital. A maioria se concentra na execução das campanhas e anúncios pagos.
Comparando com um processo de manufatura, é como se a empresa trabalhasse apenas com softwares para controlar as máquinas, sem soluções para gestão empresarial. O que o mercado precisa? O que a próxima etapa do processo aguarda? Como estão os estoques? Por isto a gestão de manufatura está integrada na gestão de toda a organização.
O amadurecimento do marketing digital está indo para mesmo caminho. A gestão não pode ser feita pelas ferramentas de alcance ou por controles isolados.
A ferramenta de gestão de marketing digital precisa ser:
  • O coração da estratégia, o ponto de partida.
  • O guia dos padrões e processos.
  • O controle diário da operação.
  • A fonte de visibilidade e de medição.
  • A curadoria e a inteligência para uma evolução rápida.

Quais ferramentas sua empresa utiliza na Gestão de Marketing Digital?

Faça este exercício e crie um mapa das tecnologias empregadas em cada fase. Talvez o cenário seja algo parecido com isto:
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As soluções não integram entre si. São genéricas e adaptadas para processos imaturos de marketing digital.
Por exemplo, o RD Station ou HubSpot são excelentes plataformas de automação e disparo de e-mail marketing. Apoiam de forma parcial outros processos, como SEO e gestão de mídias sociais. Enfim, são ferramentas para a execução e não para a Gestão de Marketing Digital.

O mapa de ferramentas para Gestão de Marketing Digital

As tecnologias devem auxiliar o processo antes e depois das ferramentas utilizadas para execução das campanhas.
Seja um departamento interno ou uma agência digital, as soluções devem estar integradas e ter os seguintes recursos:

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O novo cenário em tecnologia para Gestão de Marketing Digital

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Conclusão

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2019.09.21 20:03 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarco-Capitalismo‬

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.20 23:31 O-Pensador Agorismo NÃO é AnarcoCapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:50 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.‬
‪Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.‬
O Agorismo Como Libertarianismo Consistente
‪Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:‬
‪“Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.‬
‪O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.‬
‪O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”‬
‪A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:‬
‪“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.‬
‪Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo. ‬
‪Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.‬
‪“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.‬
‪Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.‬
‪O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”‬
‪Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”‬
‪Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.‬
‪“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”‬
‪O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.‬
‪Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.‬
Contra-economia como definida por Konkin
‪Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .‬
‪Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.‬
‪Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.‬
‪“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”‬
‪“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”‬
A contra-economia como ferramenta para todos os radicais
‪Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.‬
‪As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.‬
‪Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)‬
‪No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.‬
Entendendo a visão de agorismo de Konkin
‪É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,‬
Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?
‪Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .‬
‪“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”‬
‪Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".‬
‪Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.‬
‪Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay. ‬
‪Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos “libertários da direita” é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.‬
‪Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.‬
‪Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .‬
‪Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ”‬
‪Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.‬
‪Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.‬
‪Fontes:‬
‪1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;‬
‪3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;‬
‪4- Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;‬
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2019.09.06 02:48 O-Pensador Agorismo NÃO é Anarcocapitalismo

O objetivo deste ensaio é triplo. Primeiro, identificarei os conceitos-chave que descrevem a filosofia do agorismo e a estratégia da Contra-Economia, conforme descrito por Samuel E. Konkin III em “O Manifesto Do Novo Libertário” e “Uma Cartilha Agorista.” Segundo, ilustrarei como os radicais de todos os tipos podem utilizar a estratégia da contra-economia, conforme descrito por Konkin, sem necessariamente endossar sua filosofia do agorismo e seus princípios específicos. Finalmente, descreverei o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e de outras escolas de pensamento. Mostrarei que, embora a estratégia contra-econômica possa ser utilizada por quase qualquer indivíduo, o agorismo em si não é simplesmente uma tensão ou subconjunto do anarcocapitalismo, mas uma filosofia política única.
Antes de me aprofundar, permita-me explicar brevemente a inspiração para o título deste ensaio e o próprio ensaio. Como demonstrarei, a mensagem agorista e a estratégia contra-econômica podem ser úteis para qualquer indivíduo que se encontre em busca de um mundo mais livre, justo e ético. No entanto, a razão pela qual o título se concentra no anarcocapitalismo é porque notei uma tendência nos círculos de mídia social “libertários de direita” / AnCap, em que os indivíduos afirmam apoiar as idéias de Konkin e seu agorismo, mas também expressam um desagrado pelo libertarianismo de esquerda . Meu objetivo é ajudar os leitores com esse ponto de vista a entender o papel essencial que Konkin e seu "Novo Libertarianismo", ou Agorismo, desempenharam no desenvolvimento do movimento Esquerda-Libertário Americano.
‘O Agorismo Como Libertarianismo Consistente’
Vamos começar entendendo a visão de Konkin. Konkin pediu a criação de um movimento revolucionário liderado por trabalhadores e empresários que cooperam voluntariamente em trocas econômicas que ocorrem fora do alcance do Estado. Ele chamou esse movimento de Nova Aliança Libertária. Konkin baseou suas idéias revolucionárias em uma base do libertarianismo na linha de Rothbard e dos anarquistas individualistas americanos antes dele. No Novo Manifesto Libertário, Konkin escreve:
“ Onde o Estado divide e vence sua oposição, o libertarianismo une e liberta. Onde o Estado fica alto, o libertarianismo esclarece; onde o Estado oculta, o libertarianismo descobre; onde o Estado perdoa, o libertarianismo acusa.
O libertarianismo elabora toda uma filosofia a partir de uma premissa simples: a violência iniciática ou sua ameaça (coerção) é errada (imoral, mal, ruim, supremamente impraticável etc.) e é proibida; nada mais é.
O libertarianismo, conforme desenvolvido até esse ponto, descobriu o problema e definiu a solução: o Estado versus o Mercado. O mercado é a soma de todas as ações humanas voluntárias. Se alguém age de maneira não coercitiva, faz parte do mercado. Assim, a Economia se tornou parte do libertarianismo. ”
A partir disso, Konkin desenvolveu seus pontos de vista sobre a propriedade:
“O libertarianismo investigou a natureza do homem para explicar seus direitos decorrentes da não coerção. Imediatamente se seguiu que o homem (mulher, criança, marciano etc.) tinha um direito absoluto a essa vida e a outras propriedades - e nenhuma outra.
Todo roubo é iniciação à violência, seja o uso da força para retirar propriedades involuntariamente ou para impedir o recebimento de mercadorias ou o retorno do pagamento por mercadorias que foram livremente transferidas por acordo.
Konkin se envolveu no crescente movimento libertário no final dos anos sessenta. Nesse ponto, os amantes da liberdade estavam começando a reconhecer o potencial de um movimento nacional de radicais antiestatistas e pró-mercado. No meio dessa oportunidade, Konkin viu ativistas libertários sendo atraídos para esquemas de "obter liberdade rapidamente", como a política eleitoral. Em um contra-ataque aos inimigos da liberdade, Konkin esboçou uma nova filosofia que ele acreditava ser simplesmente o resultado da aplicação dos princípios libertários aos seus fins mais consistentes e lógicos.
“ O princípio básico que leva um libertário do estatismo à sua sociedade livre é o mesmo que os fundadores do libertarianismo usaram para descobrir a própria teoria. Esse princípio é consistência. Assim, a aplicação consistente da teoria do libertarianismo a toda ação que o libertário individual toma cria a sociedade libertária.
Muitos pensadores expressaram a necessidade de consistência entre meios e fins e nem todos eram libertários. Ironicamente, muitos estatísticos alegam inconsistência entre fins louváveis ​​e meios desprezíveis; todavia, quando seus verdadeiros fins de maior poder e opressão foram compreendidos, seus meios são considerados bastante consistentes. Faz parte da mística estatista confundir a necessidade de consistência entre fins e meios; é, portanto, a atividade mais crucial do teórico libertário expor inconsistências. Muitos teóricos o fizeram admiravelmente; mas tentamos e mais falhámos em descrever a combinação consistente de meios e fins do libertarianismo.
O novo libertarianismo (agorismo) não pode ser desacreditado sem a liberdade ou a realidade (ou ambas) serem desacreditadas, apenas uma formulação incorreta. ”
Resumidamente, o agorismo pede a criação de uma nova sociedade, competindo diretamente com o Estado, em vez de confiar no voto, na política eleitoral ou na violência insurrecional. Konkin cunhou o termo agorismo após a palavra grega agora para "mercado aberto". Para alcançar essa ágora, Konkin pediu aos empreendedores que fizessem uso dos chamados "mercados preto e cinza". " Em resumo, o 'mercado negro' é algo não violento proibido pelo Estado e continuado de qualquer maneira", escreveu Konkin . “O 'mercado cinza' é usado aqui para significar negociar bens e serviços, não eles próprios ilegais, mas obtidos ou distribuídos de maneira legislada pelo Estado.”
Para Konkin, uma sociedade verdadeiramente libertária seria agorista - “ libertária na teoria e livre mercado na prática”. Essa sociedade incluiria o respeito à propriedade justamente adquirida, a cooperação voluntária entre empresários e produtores e a substituição de todos os "serviços" do Estado pela concorrência privada entre indivíduos e coletivos.
“A análise libertariana nos mostra que o Estado é responsável por qualquer dano a inocentes, que alega que o 'egoísta sonegador' tenha incorrido; e os 'serviços' que o Estado 'fornece' são ilusórios. Mas, mesmo assim, deve haver mais do que uma resistência solitária inteligentemente escondida ou 'desistência'? Se um partido político ou exército revolucionário é inapropriado e autodestrutivo para objetivos libertários, que ação coletiva funciona? A resposta é agorismo.”
O objetivo do agorismo é substituir todos os relacionamentos coercitivos e não consensuais por relacionamentos voluntários, baseados em benefícios mútuos via empreendedorismo nos mercados preto e cinza. Esse embaralhamento de " grandes coleções da humanidade, da sociedade estatista à ágora" foi " verdadeira atividade revolucionária". Segundo Konkin, os agoristas não devem lançar "ataques" ao Estado. " Somos estritamente defensivos", escreveu Konkin em An Agorist Primer , seu seguimento ao The New Libertarian Manifest.
Além disso, Konkin descreveu um agorista como " aquele que vive contra-economicamente sem culpa por suas ações heróicas do dia-a-dia, com a velha moral libertária de nunca violar a pessoa ou a propriedade de outra pessoa" . A filosofia enfatiza a importância de agir. “ Um agorista é aquele que vive agorismo. Não aceite falsificações. Há agoristas “tentando fazer jus a isso”. É claro que existem mentirosos que alegam ser qualquer coisa. Como Yoda disse sucintamente: Ou não. Não há tentativa.' Isso é agorismo.
‘Contra-economia como definida por Konkin’
Se o agorismo é a principal contribuição filosófica de Konkin, seu reconhecimento da Contraeconomia como caminho para o agorismo é igualmente importante. O termo Contraeconomia pode ser atribuído ao tempo e período em que Konkin desenvolveu suas idéias. " Contra-Cultura era uma frase popular, a única vitória duradoura dos" hippies ". A Contra-Economia implicava que a" revolução não havia terminado "e que o Sistema Econômico precisava passar pela mesma transformação que a Cultura, ” Konkin escreveu .
Conforme definido acima, os mercados de preto e cinza fazem parte da Contraeconomia, que Konkin definiu como “Toda ação humana (não coercitiva) cometida em desafio ao Estado”. De acordo com os princípios libertários de não agressão, Konkin rotula a violência inicial na forma de roubo ou assassinato como o "mercado vermelho", o único tipo de atividade que é evitada em sua contra-economia.
Konkin explica que, à medida que as atividades repressivas e opressivas do Estado aumentarem, o povo começará a procurar alternativas econômicas à regulamentação e interferência do Estado. Isso oferece aos Agoristas de visão de futuro uma oportunidade de lançar e apoiar atividades e negócios contra-econômicos. Konkin acreditava que, uma vez que a contra-economia tivesse progredido ao ponto de os empresários fornecerem ao público serviços de proteção e segurança que poderiam rivalizar ou se defender contra o Estado, a revolução agorista estaria completa.
“ Devagar, mas com firmeza, avançaremos para a sociedade livre, transformando mais contra-economistas em libertarianismo e mais libertários em contra-economia, finalmente integrando teoria e prática. A contraeconomia crescerá e se espalhará para o próximo passo que vimos em nossa viagem para trás, com uma sub-sociedade agorista cada vez maior incorporada na sociedade estatista. Alguns agoristas podem até se condensar em distritos e guetos discerníveis e predominar em ilhas ou colônias espaciais. Neste ponto, a questão da proteção e defesa se tornará importante. ”
“Eventualmente, é claro, após um período de mudanças cada vez mais rápidas desse tipo, o“ subterrâneo ”entrará e substituirá o“ solo ”; o estado murchará na irrelevância, seus contribuintes, soldados e agentes da lei o abandonaram para o mercado; e ficaremos com uma sociedade livre e agorista. ”
‘A contra-economia como ferramenta para todos os radicais’
Konkin imaginou um mundo de comunidades descentralizadas, ponto a ponto, conscientemente e voluntariamente, fazendo negócios na contra-economia como um meio para acabar com o Estado e libertar o povo. A gama de (e oportunidades para) atividade contraeconômica aumentou apenas com a expansão da Internet e tecnologia descentralizada, como cripto-moedas. Konkin discutiu várias formas de atividade contraeconômica, incluindo o uso de dinheiro para evitar a detecção, a troca, o investimento em metais preciosos, o emprego indocumentado, o uso de drogas e medicamentos ilícitos e ilegais, a prostituição, o comércio ilegal, o jogo, o comércio de armas ou simplesmente a prestação de um serviço. enquanto aceita o pagamento em moedas não estatistas.
As possibilidades são essencialmente infinitas e devem ser bem-vindas por todos os radicais que buscam alternativas ao Statism e ao status quo. Qualquer indivíduo ou coletivo que reconheça o monopólio econômico mantido pelo uso contínuo da Nota do Federal Reserve (dólar) deve apoiar medidas contraeconômicas e investir na criação de alternativas. Se sua idéia de liberdade econômica é de propriedade coletiva ou de natureza individualista, o agorismo oferece uma oportunidade para comunidades, bancos mútuos, lojas de tempo e mercados baseados na contra-economia. Isso permitirá que todos os empreendimentos contra-econômicos não estatistas cooperem e competam na busca de uma sociedade mais livre. Como Nick Ford observou, há uma oportunidade para uma aliança agorista-sindicalista e, em nosso primeiro livro, John Vibes e eu propomos a criação de uma aliança Agorista-Mutualista. Muito simplesmente, se você deseja abolir o Estado e a classe privilegiada que se beneficia com a sua existência, crie alternativas ao paradigma atual e supere as instituições arcaicas de ontem.
Devo notar que Konkin era crítico do comunismo. Em " Contra-economia: nossos meios", ele escreve, " a comuna anti-mercado desafia a única lei executável - a lei da natureza. A estrutura organizacional básica da sociedade (acima da família) não é a comuna (ou tribo ou tribo extendida ou Estado), mas a ágora. Não importa quantos desejem o comunismo trabalhar e se dedicar a ele, ele fracassará. Eles podem conter o agorismo indefinidamente por um grande esforço, mas quando deixam de lado, o 'fluxo' ou 'Mão Invisível' ou 'marés da história' ou 'incentivo ao lucro' ou 'fazendo o que vem naturalmente' ou 'espontaneidade' levarão a sociedade inexoravelmente mais perto da ágora pura. ”(3)
No entanto, não acho que sua percepção pessoal do comunismo deva desencorajar os indivíduos a investir na contra-economia. É provável que haja uma ampla gama de atividades, opiniões e soluções. Num mercado verdadeiramente livre, cada uma dessas persuasões poderia coexistir.
‘Entendendo a visão de agorismo de Konkin’
É importante distinguir a atividade contra-econômica da atividade agorista. Embora se possa ser traficante de drogas, prostituta, traficante de armas, barbeiro sem licença ou outro empresário do mercado cinza / preto, não se segue que também seja um contra-economista ou agorista praticante consciente. Geralmente, a atividade econômica nos mercados de preto e cinza é sempre contra-econômica, porque é isenta de impostos e retira o Estado da situação. Mas, sem a consciência da filosofia agorista e o esforço consciente para remover o poder econômico do Estado, alguém está simplesmente violando a lei do Estado. Embora desrespeitar as leis do estado contra crimes sem vítimas seja um ato louvável, ele não faz de um agorista. Em resumo, você pode apoiar e participar de empreendimentos contra-econômicos sem abraçar de todo o coração as idéias de Konkin,
‘Então, o que diferencia o agorismo do anarcocapitalismo e outras formas de anarquismo de mercado?’
Como observado anteriormente, Konkin foi uma parte vital do estabelecimento do movimento esquerda-libertário das décadas de 1960, 70 e 80. O Movimento da Esquerda Libertária nasceu das experiências de Konkin ao trabalhar com Murray Rothbard e Karl Hess na Esquerda e Direita , uma revista dedicada a reunir a “direita” antiestatista e a Nova Esquerda do final dos anos 60. Essas experiências influenciaram muito o pensamento e o desenvolvimento do agorismo por Konkin. Quando perguntado por que ele escolheu se identificar como uma "esquerda libertária" ou libertária de esquerda, Konkin disse que estava "à esquerda" de Rothbard, por isso tornou-se natural referir-se ao seu movimento como libertário de esquerda. Ele também notou seu interesse em continuar a " aliança de Rothbard 1960-69 com a Nova Esquerda anti-armas nucleares e depois anti-guerra" .
“Entre figuras importantes no desenvolvimento do movimento libertário moderno, Konkin se destaca em sua insistência de que o libertarianismo corretamente concebido pertence à ala esquerda radical do espectro político”, escreve David S. D'Amato para Libertarianism.org “ His Movement of a esquerda libertária, fundada como uma coalizão de livre mercado esquerdista, resistiu à associação do libertarianismo com o conservadorismo. Posicionando-o ainda mais à esquerda, o agorismo abraça a noção de guerra de classes e implica uma análise distintamente libertária da luta de classes e estratificação. ”
Quando perguntado sobre as principais diferenças entre libertário de esquerda / agorismo e anarcocapitalismo, Konkin disse: “ Em teoria, aqueles que se autodenominam anarcocapitalistas não diferem drasticamente dos agoristas; ambos afirmam querer anarquia (apatridia, e concordamos bastante com a definição de Estado como um monopólio da coerção legitimada, emprestada de Rand e reforçada por Rothbard). Mas, no momento em que aplicamos a ideologia ao mundo real (como dizem os marxóides, "capitalismo realmente existente"), divergimos imediatamente em vários pontos ".
Nas palavras de Konkin, " os" anarcocapitalistas "tendem a fundir o Inovador (Empreendedor) e o Capitalista, da mesma forma que os marxóides e os coletivistas mais cruéis. Os agoristas são rigorosos rothbardianos e, eu diria, neste caso, ainda mais rothbardianos que Rothbard, que ainda possuíam algumas das antigas confusões em seu pensamento. ” Konkin também disse que os AnCaps de sua época tinham uma tendência a“ acreditar no envolvimento com partidos políticos existentes ” e usando o“ complexo de defesa dos EUA para combater o comunismo ”, o terrorismo ou qualquer outra causa equivocada. Embora se possa dizer que a AnCaps que apóia o Departamento de Defesa é minoria em 2016, o argumento ilustra que desde o início do movimento agorista, houve um esforço para segregar o elemento AnCap.
Konkin acreditava que " muito mais que o estatismo precisaria ser eliminado da consciência individual" para que uma sociedade verdadeiramente livre existisse. Com base nessa afirmação (e em seus escritos em outros lugares), parece claro que Konkin adotou um libertarianismo "grosso" que luta pela libertação coletiva por meios individuais e não termina sua análise no Statism. De fato, Konkin escreveu especificamente sobre a opressão contra as mulheres e a comunidade gay.
Outra diferença entre o libertarianismo Konkiano e o dos "libertários da direita" é a questão da classe. Embora o direito normalmente evite análises baseadas em classes, Konkin ajudou a desenvolver o que ficou conhecido como "A teoria agorista das classes". A teoria de classes agorista refuta a teoria comunista de classes de Marx e reconhece as diferenças entre empresários não estatistas e capitalistas estatistas.
Konkin elaborou essas idéias em uma entrevista e em discussões no grupo Yahoo de esquerda e libertária . Mais uma vez ele destacou a importância de separar os “ não-inovadores e capitalistas pró-estatistas” dos “ capitalistas não-estatal (no sentido de detentores de capital, não necessariamente ideologicamente conscientes)” , chamando-os de “ neutra robô-como não -inovadores ” . Quando se tratava da classe trabalhadora, Konkin argumentou que o Estado sufocava a inovação e o empreendedorismo, o que mantinha a classe trabalhadora ocupada fazendo um trabalho ocupado sem sentido. Ele chamou trabalhadores e camponeses de “ uma relíquia embaraçosa de uma era anterior, na melhor das hipóteses, e aguarda com expectativa o dia em que eles desaparecerão por falta de demanda do mercado”.
Além disso, Konkin fez comentários favoráveis ​​em relação aos movimentos dos trabalhadores. No Yahoo-Grupo Libertário de Esquerda, Konkin disse que aprovou a tentativa dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) de recrutar libertários. Konkin disse que queria “ lembrar os antigos membros da MLL e informar aos novatos que, como mercado livre e pró-empresário, a MLL apóia sindicatos anarco-sindicalistas genuínos que sempre se recusam a colaborar com o Estado. (Na América do Norte, esse é o IWW e nada mais que eu saiba.) ” Ele observou que o IWW se separou do Partido Socialista dos EUA pelas mesmas razões que seu MLL se separou do Partido Libertário dos EUA -“ uma rejeição do parlamentarismo pela ação direta ” .
Konkin também discordou em confundir os termos "livre empresa" e "capitalismo" com o "mercado livre". " Capitalismo significa a ideologia (ism) do capital ou capitalistas" , escreveu ele. “ Antes de Marx aparecer, o puro comerciante Thomas Hodgskin já usava o termo capitalismo como pejorativo; os capitalistas estavam tentando usar a coerção - o Estado - para restringir o mercado. O capitalismo, então, não descreve um mercado livre, mas uma forma de estatismo, como o comunismo. A livre empresa só pode existir em um mercado livre. ” (5)
Konkin se referiu a seu movimento como "revolucionário" e "radical", termos que geralmente são usados ​​para descrever movimentos de esquerda e rejeitados por "libertários de direita" e conservadores. O uso da terminologia da Nova Esquerda não foi um erro. Konkin estava fazendo um esforço consciente para distinguir sua marca de “anarquismo revolucionário de mercado” do crescente movimento anarcocapitalista.
Em conclusão, Samuel E. Konkin III criou com sucesso uma extensão da filosofia libertária, utilizando táticas consistentes da teoria à aplicação (Contra-Economia), enquanto fornecia um caminho para uma sociedade mais livre. Ele fez esforços para reconhecer as diferenças entre seu movimento e outros, mas ao mesmo tempo reconhecendo que o ataque contra-econômico pode ser realizado por um amplo espectro de antiestatistas. Se conseguirmos criar com êxito uma Aliança Panarquista de Contra-Economistas, ainda podemos construir um mercado verdadeiramente livre que permita experimentação e comércio gratuitos entre diferentes escolas de pensamento. Nesse espaço, veremos o florescimento do movimento agorista consciente.
Fontes:
1- Agorismo: Nosso Objetivo, O Manifesto Do Novo Libertário;
2- Contra-economia: nossos meios, O Manifesto Do Novo Libertário;
3- Agorismo Aplicado, Uma Cartilha Agorista;
4-Economia Aplicada, Uma Cartilha Agorista;
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2019.07.30 20:00 Dyegomed Guia Completo: Como funciona a Residência Médica? (13/09/2018)

Guia Completo: Como funciona a Residência Médica? (13/09/2018)
A seguir você vai ver um resumo comparativo com todas as R1, logo abaixo terão características detalhadas de cada uma. (com base em alguns dados feitos pela pesquisa da USP: "A Demografia Médica do Brasil")

ÁREAS DA MEDICINA R1


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ACUPUNTURA

Uma Medicina alternativa e complementar que serve de terapia para o corpo. No Brasil, não é necessário fazer Medicina para se tornar acupunturista. A Acupuntura é recomendada pela OMS para o tratamento de 200 doenças e sintomas. Requer muita delicadeza e amor ao que faz, já que o salário médio está longe de outras especialidades médicas mais famosas.

ANESTESIOLOGIA

Essa é uma das principais especialidades e vem crescendo a cada ano, é uma das áreas com o maior salário na Medicina. Se você gosta de procedimentos invasivos e de estar sempre atualizado, essa especialidade é para você! Mas saiba que, atualmente, o anestesiologista não fica mais restrito ao centro cirúrgico e participa do pré e pós operatório do paciente.

CIRURGIA GERAL

É uma das principais especialidades do país e desejo de milhares de estudantes de Medicina. A Cirurgia Geral é pré-requisito para quem quer fazer RM em outros tipos de cirurgia, como Cirurgia de Mão, Pediátrica, de Aparelho Digestivo, etc. A especialidade exige resistência física, emocional e segurança nas tomadas de decisões. A partir de 2019 a área vai ser dividida em duas: Área Cirúrgica Básica (2 anos) e Programa de Cirurgia Geral (3 anos).

CIRURGIA CARDIOVASCULAR

Virou especialidade de acesso direto mas com 5 anos de Residência Médica. A especialidade exige as mesmas características da Cirurgia Geral, mas também é necessário ter domínio de tecnologias, que tem evoluido muito, da videoendoscopia torácica até robos inteligente.

CLÍNICA MÉDICA

Uma das 3 principais especialidades da Medicina e a com o maior campo de trabalho. O especialista nela acaba aprendendo de tudo um pouco e vai ter uma visão ampla do paciente, atuando no combate de doenças de baixa e alta complexidade. Se você gosta de diagnosticar, ela é pra você! Pré-requisito para quem quer fazer RM em uma especialidade clínica - com exceção de dermato e neurologia.

DERMATOLOGIA

É uma das especialidades mais concorridas do Brasil, mas tem um grande campo de atuação; podendo atuar fazendo procedimentos clínicos, cirúrgicos e cosmiátricos. É muito comum trabalhar em consultório próprio ou em outras clínicas. É uma área muito delicada da Medicina, o que atrai muitas médicas. Carisma e uma boa relação com o paciente é fundamental para se sair bem. Com muito amor e dedicação, você consegue sua vaga nessa RM.

GENÉTICA MÉDICA

É a especialidade menos concorrida do país. O profissional lida com doenças genéticas raras - na maioria das vezes - e com os famosos exames de DNA. O paciente tratado costuma ter passado por diversos outros médicos antes de se consultar com esse tipo de especialista, que por essência deve ser curioso - já que sua principal função é investigar. Para quem gosta de laboratórios, é uma boa opção!

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Uma das 5 principais especialidades. Ela cuida da saúde do sistema reprodutor da mulher e a acompanha no momento da gravidez. É comum começar a trabalhar em Ginecologia e ir migrando aos pouco para a Obstetrícia. O relacionamento com o paciente é essencial, você precisará estar sempre disponível e assim ele vai estar sempre com você. O mercado é muito concorrido -mas se tiver amor- você pode ser muito bem realizado(a)!

HOMEOPATIA

É a primeira especialidade criada apenas no Brasil. Ela é focada no autoconhecimento, podendo tratar de alergias até problemas emocionais. Como o tratamento é de forma individual e não focado apenas em doenças, as consultas homeopáticas costumam ser extensas e detalhadas. O especialista deve ter um perfil compreensivo, que gere confiança ao paciente e gostar de manipulação de substâncias.

INFECTOLOGIA

O especialista trabalha com doenças relacionadas a vírus, bactérias, fungos, entre outras. Os pacientes costumam ser de população humilde, com pouco acesso a saúde básica. Justamente por isso, grande parte dos especialistas estão no Norte do Brasil, onde existe população indígena ou que são constantemente afetadas por doenças infecciosas. Possui um grande campo de atuação e muito trabalho, mas a remuneração não é das melhores. Mas a gratidão dos pacientes é enorme!

MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE

Devido aos programas federais, essa é a especialidade que mais cresce no país. O especialista realiza cuidados primários em famílias inteiras, por isso é fundamental que o médico seja acessível e empático, criando um relacionamento com as famílias mesmo sem nenhum doente. Quando isso acontecer, você será o primeiro a ser chamado. Resume bem a filosofia em volta da palavra Médico, ser especialista em pessoas e não em patologias.

MEDICINA DO TRABALHO

Medicina do Trabalho é a especialidade que visa a prevenção e a qualidade de vida dos trabalhadores durante seus serviços. A rotina do especialista não segue um padrão, mas é considerada tranquila e flexível. E ainda por cima apresenta um amplo mercado e boa remuneração. Vale ressaltar que a Medicina do Trabalho é uma das 7 principais especialidades do país, apesar de não ser de muito interesse dos recém-formados.

MEDICINA DO TRÁFEGO

É a especialidade que visa o bem estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca seja qual for o meio (carro, a pé, transporte público, etc). Suas principais áreas de atuação são: Medicina de Tráfego Preventiva, Curativa, Legal, Ocupacional e Medicina de Viagem. Por ser uma área carente de profissionais e com uma grande demanda de potenciais pacientes, ela é uma alternativa para as pessoas que querem um emprego sem muita dificuldade.

MEDICINA DO ESPORTE

Uma das 5 áreas com menos especialistas do país, a Medicina Esportiva visa tratar - e principalmente - prevenir lesões de praticantes de esporte profissionais e amadores. As áreas de atuação são amplas, indo de consultórios próprios até a clubes esportivos. Existem poucos profissionais e uma grande demanda, e com isso tende a crescer o número de especialistas e também por conta da consolidação da profissão após as Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol.

MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

É a área médica focada na qualidade de vida dos pacientes com deficiência ou doenças incapacitantes. Os profissionais estudam a melhora da função e a reabilitação dessas pessoas, tratando-os de uma forma total. O fisiatra não atua apenas com a parte física do paciente, tem que saber lidar também com emocional e social. Apesar da vasta abrangência, o crescimento da área vem diminuindo por causa do aumento da expectativa de vida e pela falta de investimentos.

MEDICINA LEGAL E PERÍCIA MÉDICA

É a especialidade que usa da ciência para esclarecer fatos de interesse da justiça. Como, por exemplo, examinar um cadáver para saber o que causou a sua morte. Ela visa esclarecer a causa e o efeito de: doenças, lesões, sequelas, mortes, acidentes, etc. Pode atuar tanto no setor público como no privado (seguradoras). Quem já viu série como CSI vai se identificar!

MEDICINA NUCLEAR

O especialista nessa área utiliza de várias ferramentas nucleares para fazer diagnósticos e terapias, e - por conta disso - é preciso ter prazer em lidar com a tecnologia. A rotina do Médico Nuclear é bem diferente de outros tipos de especialidades. Os trabalhos são diurnos e não costumam incluir fins de semana, nem trabalho em emergência. O lado bom, ou ruim, é que possui poucos profissionais na área.

MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL

É a especialidade que atua na prevenção de doenças coletivas e que não pensa no paciente individual. Essa prevenção se dá, por exemplo, através de vacinas, projetos focados nas atividades físicas e etc. O médico tem que ter um perfil organizado para planejar ações na saúde da população. Vem ganhando cada vez mais espaço na Medicina pública e particular, devido aos últimos casos de epidemias no Brasil.

NEUROCIRURGIA

Especialidade dedicada ao diagnóstico e tratamento de doenças e traumas no sistema nervoso central e periférico. Possui atividades bem delicadas e de riscos, lidando diretamente com a vida dos pacientes, o que exige firmeza na tomada de decisões, ter habilidades manuais e mentais - para tratar com os familiares. Atende a poucos pacientes durante os plantões e sobreavisos. É uma especialidade bem vista, além de ser bem remunerada e possuir bastante mercado.

NEUROLOGIA

O Neurologista é o profissional que trata clinicamente de distúrbios do sistema nervoso central e periférico - AVC, Parkinson, entre outras. É a especialidade que mais exige bons diagnósticos topográficos, exigindo que seja curioso e estudioso. A atuação é, em sua maioria, ambulatorial, mas esses profissionais estão cada vez mais presentes em hospitais e realizando plantões. Se você optar por essa especialidade, vai acabar interagindo muito com médicos generalistas e de outras especialidades.

OFTALMOLOGIA

É uma das áreas médicas mais conhecidas. O profissional lida com um sentido muito importante - que é a visão, e isso o torna muito importante. A rotina envolve ambulatório e consultórios de terceiros, mas muitos têm suas próprias clínicas mesmo os equipamentos sendo caros. Quando em plantão, ficam em sobreaviso e há poucas emergências - e com isso o plantão é um dos mais mal pagos. A especialidade exige que você trabalhe bem com as próprias mãos e que se especialize e se atualize cada vez mais dentro da área.

ORTOPEDIA E TRAUMOLOGIA

Essa é a 7ª maior especialidade do país. O início da carreira costuma ser em emergências atendendo problemas em ossos, articulações, ligamentos, tendões, músculos e nervos. Você tem que ser confiante e com habilidades manuais, pois é comum cirurgias. Vai viver muito tempo nos hospitais praticando, mas, com o tempo, irá mesclar a cirurgia ao atendimento ambulatorial. A especialidade está em voga graças à alta dos esportes - a remuneração é boa e tem amplo mercado, incluindo para as médicas.

OTORRINOLARINGOLOGIA

Especialidade clínica-cirúrgica bastante diversa e que trata doenças no nariz, ouvido, faringe e laringe; existindo assim a possibilidade de sub-especializar. O Residente aprende a prática cirúrgica desde o primeiro ano e ao final, a sua atuação ocorre tanto em consultórios particulares, como em clínicas e hospitais. Atende crianças e até idosos, que na maioria das vezes chegam pelo plano de saúde. Existem muitos profissionais na área, mas a demanda é muito alta também, por isso ainda é uma especialidade que vale muito a pena!

PATOLOGIA

É uma especialidade que exige do médico tanto conhecimentos teóricos, quanto práticos. O especialista tem uma área abrangente de trabalho, que pode ser de pesquisador básico ou um médico que faça diagnósticos terapêuticos; atuam muito em hospitais e universidades - quase sempre em laboratórios. Ou seja, se você não gosta de contato com pacientes e correria de emergências, essa especialidade pode ser para você, mas saiba que trabalhará ao lado de profissionais de outras áreas.

PATOLOGIA CLÍNICA E LABORATORIAL

É a especialidade que auxilia o médico de diversas outras especialidades em diagnósticos e acompanhamentos clínicos através de análise sanguínea, urina, fezes, entre outros fluídos biológicos. É uma especialidade que se propõe a produzir laudos, e não apenas resultados -com isso ajuda a esclarecer 80% dos diagnósticos. A grande maioria da vagas em Residência Médica para essa área não são ocupadas, fazendo com que tenha falta de profissionais em muitas regiões.

PEDIATRIA

É uma das especialidades bases da Medicina e sonho de muitos estudantes. É uma área que mais exige muito conhecimento do médico, já que muitas crianças não sabem relatar o que estão sentido. Além disso, o profissional precisa de muita paciência e amor para ser um grande pediatra, pois tratará diretamente com a família do paciente. Apresenta uma grande possibilidade de empregos e variedade de locais de trabalho, além das sub-especialidades -que você pode seguir optando pela Pediatria. Sua Residência e a de Neurologia sofreram algumas mudanças recentemente.

PSIQUIATRIA

Uma das primeiras especialidades do mundo, tratando doenças que afetam o comportamento humano como: depressão, transtorno bipolar e ansiedade. O especialista precisa ser muito paciente e empático, além de se acostumar a lidar com doenças crônicas. Sua atuação pode acontecer em certos hospitais, consultórios próprios, centros de dependentes químicos e etc. Os tratamentos são a longo prazo e isso faz com que não tenha sempre pacientes novos.

RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

É a 6ª área com mais especialistas no país e, apesar de ter que gostar de usar tecnologias, se engana quem acha que o radiologista só fica sentado em frente a um computador o dia todo. Você precisa ser versátil e ter conhecimento geral sobre toda Medicina, pois acontece muita troca com outras especialidades. Mais especificamente, o profissional precisa determinar quais os melhores exames para fazer, os protocolos; acalmar o paciente, entre outras tarefas. Existe uma grande demanda de exames e plantões, por isso é essencial ter grande grau de concentração.

RADIOTERAPIA

É uma especialidade que usa a radiação ionizante para o tratamento de tumores malignos. Essa área vem sendo chamada de Rádio-Oncologia, já que tem atuado mais em prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. O profissional tem muito contato com os pacientes, com quem deve ter muita paciência e empatia, já que a doença é sempre delicada. Infelizmente, esses profissionais estão em falta em muitos lugares do Brasil - gerando uma grande oportunidade na área - pois sobram empregos para um mercado que é amplo e bem reconhecido.
crédito: www.soulmedicina.com.br
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2019.07.10 15:53 O-Pensador Inflação: O que é e quais são suas consequências

No cotidiano da grande mídia vemos economistas mainstream se referindo à inflação como alta de preços.
O fato é que essa proposição é uma inverdade. A inflação é a expansão de base monetária que, ceteris paribus, consequentemente aumenta os preços de ativos, ou seja, a alta de preços é o efeito da inflação.
Por que os governos inflacionam a moeda?
Ora, é muito fácil entender. A tributação sempre é impopular e diversas vezes gerou revoluções. Acontece que a falsificação da moeda permite com que o governo possua mais dinheiro em mãos sem recorrer às formas tradicionais de tributação. Essa falsificação acarretará em um aumento dos preços e diminuição de poder de compra do povo, ou seja, uma forma sorrateira de aumentar os impostos. O padrão papel-moeda fiduciária ainda possibilita uma inflação de acordo com as vontades políticas, ao passo que o extinto padrão ouro clássico não oferecia tal possibilidade.
A inflação muda dependendo do cenário político?
Sim. Em uma democracia a inflação tende a ser pior. Os políticos aproveitam do analfabetismo econômico da população e usam a inflação para “aquecer” a economia, estimulando a demanda (isso causará o denominado “boom”). É quando as pessoas tomam empréstimos para comprar casas, eletrodomésticos, carros e etc. Cria-se então uma falsa prosperidade, usada por partidos para se perpetuar no poder, que elevará os preços dos ativos em decorrência da própria inflação e do aumento artificial da demanda (isso tornará atraente novos investimentos para suprir tal demanda artificial). Acontece que essa demanda não existiria em uma situação real não inflacionária. Ela é uma ilusão. Quando o processo inflacionário cessar, ou desacelerar, a demanda artificial desaparecerá e tais investimentos serão insustentáveis, causando desemprego e falência em diversas empresas (bust).
A recessão após o boom é inevitável, porém, em um cenário político onde partidos disputam poder, abandonar as políticas inflacionárias é muito impopular. Utiliza-se a inflação como uma batata quente, so to speak. Acontece que, quanto mais o processo inflacionário é postergado, pior será a recessão, pois os investimentos dependentes do estímulo de demanda e/ou de crédito barato artificial se expandirão e demandarão cada vez mais de empregos para aquele tipo de processo produtivo. Em última instância, a inflação direciona um errôneo alocamento de recursos, incluindo a especialização em certa área daquele fator de produção, ipso facto, gerará um pleno desemprego.
Resumidamente, podemos dizer que a inflação altera o fluxo monetário entre os vários setores e estágios do processo produtivo, e cria a expectativa de um aumento ainda maior de preços (piora a já errônea alocação de recursos).
A frase “A inflação é o ópio do povo”, de Henry Hazlitt, ilustra muito bem a inflação em um cenário político.
Como a inflação prejudica a população em geral
De acordo com o efeito Cantillon, embora os preços subam conforme a quantidade de dinheiro aumenta, essa elevação nos preços ocorre disformemente, dependendo de quem recebe primeiro o dinheiro e como este é gasto.
Vamos exemplificar: imagine que em tempos de guerra o governo emita dinheiro para custear suas munições. Quem colocará primeiramente a mão nesse dinheiro serão as indústrias de munições e os que nela trabalham, ou seja, estão em uma posição privilegiada por estarem com uma média de lucros maiores, e os funcionários com melhores salários. Esses funcionários beneficiados estarão dispostos a pagar mais por um mesmo produto, já que estão com mais dinheiro em mãos, então passam a usufruir de mais mercadorias e essas vão subindo de preço.
O que acontece é que, conforme esse dinheiro vai sendo repassado, os preços e salários vão subindo, mas, MESMO QUE a elevação nos preços aumente proporcionalmente os salários, quem colocar a mão nesse dinheiro por último sempre será prejudicado. Existe uma diferença de tempo entre o aumento de preços e o aumento de salários, então, enquanto a última camada da população (que é a maioria) está colocando a mão nesse novo dinheiro, os preços da maioria dos bens de consumo já sofreram alteração, e esse intervalo de tempo no qual o custo de vida ficou mais caro resultou no empobrecimento dessa última camada da população.
Preferência temporal e taxa de juros
Uma das outras consequências nefastas da inflação é o aumento da preferência temporal da população em geral, vamos exemplificar: imagine que um país possua uma inflação constante, como assim é na maioria dos casos. Sabendo disso, as pessoas tendem a economizar menos, já que seu dinheiro estará desvalorizando constantemente. Acontece que com menos dinheiro economizado em poupança, a oferta de crédito cai e o preço sobe. Uma economia próspera é aquela que tem um aumento de produtividade crescente, e isto depende do acúmulo de capital e baixa preferência temporal, o que sempre tornaria o custo de vida cada vez mais barato em um livre mercado. Acontece que o encarecimento do crédito desacelera o aumento de produtividade, por dificultar a criação de novas empresas que serão concorrentes das já existentes, dificulta a operação de grandes cadeias de produção que usam constantemente o crédito para se manter e dificulta a expansão de empresas já existentes.
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2019.06.17 18:15 JesseAmaro77 ANÚNCIO IMPORTANTE - Próxima Grande Atualização !!

ANÚNCIO IMPORTANTE - Próxima Grande Atualização !!
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Postado em 17 DE JUNHO de 2019 por WONDERWE1SS
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
Post Original: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1609388832803295384
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Saudações, ativos humanos. Não se assustem. Minha designação é “Dispositivo Neural de Entidade Energética Dupla” ou DEENA. Eu sou uma inteligência artificial criada pela corporação TEC1 encarregada de supervisionar os protocolos do SCUM. Em preparação para a próxima Atualização, versão 0.2.39.14578 a corporação TEC1 me designou para notificar todos os Ativos Humanos sobre os novos recursos.
Aqui está o que você pode esperar com a nova atualização do sistema:

https://preview.redd.it/tad57s6nux431.png?width=5251&format=png&auto=webp&s=170fb33d5c07d7b7af091d82792e2599f1a9f4ec
Ao analisar os canais oficiais de comunicação da ilha SCUM, observei um aumento na demanda por estruturas geradas por ativos humanos complexos. Isso foi observado pela corporação TEC1 e decidiu ser implementado na atualização mais recente.
Todos os Ativos Humanos participantes poderão construir suas próprias estruturas para preservar a si mesmos e seus recursos dos invasores estrangeiros. Foi decidido pelos showrunners que as estruturas serão pré-geradas e certas zonas estarão fora dos limites para a construção.

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Resumo: O próximo update trará a construção de bases livres ao jogo. Contudo, NÃO será permitido construir em locais como cidades, bunkers ou pontos de loot (fábrica, aeroporto, base naval, etc). O sistema de fortificações continuará no jogo também. Você ainda vai poder comprar e fortificar uma casa como é feito hoje, se vc assim quiser.
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Esta foto foi autorizada como uma prévia do que está por vir:
https://preview.redd.it/dclqwycrux431.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=bcd8bc50e261bd37392c883afc16e7dd89effae5

https://preview.redd.it/dsiwdkcuux431.png?width=5251&format=png&auto=webp&s=33aee96cd2552f660c5a5dfa35209db19ac89aa8
No início do SCUM, apenas os Ativos Humanos Masculinos tinham permissão para se “voluntariar” como sujeitos do programa. A TEC1 tem o prazer de anunciar que uma licença para integração de Ativos Humanos Femininos foi concedida e que a importação desses ativos começará momentaneamente.

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Resumo: A próxima atualização trará as personagens femininas!
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https://preview.redd.it/n76fsh8tux431.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=44b782ad267af8a67e08e458709a7cbf4ac84ecb

https://preview.redd.it/xlj7waovux431.png?width=5251&format=png&auto=webp&s=5f323020103079b7fad85fbf88ae3ace8632f1d6
Até agora, todos os Ativos Humanos eram obrigados a manter um padrão de higiene sem exceções. As estatísticas mostraram que um aumento de visualizações estará chegando se esse padrão for encerrado.
Então, uma decisão foi tomada e, a partir da próxima atualização, os Ativos Humanos terão permissão para gerar o máximo de seus cabelos que puderem.
https://preview.redd.it/eafzbm4yux431.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=4886836902c0dd207a8d8915f48dabb77c7f9a32
https://preview.redd.it/smipnmmzux431.png?width=5251&format=png&auto=webp&s=ffc8d20cf76ae24747743e6bae5e0c823839a0de
Ao analisar os registros de transmissão da TEC1, descobri que, devido ao sistema de Inventário, havia uma interferência crescente e frequente na comunicação entre a transmissão ao vivo e os acontecimentos em tempo real. Isso foi relatado à equipe de engenharia e reformulado. As expectativas são uma diminuição na latência do usuário do servidor. Outros testes ao vivo produzirão resultados exatos:


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Resumo: Um dos principais causadores do lag (baixo fps) são o itens em grande quantidades que ficam armazenados nos baús e até mesmo, os que estão no corpo de cada jogador enquanto esses estão jogando pelo mapa.

Diante disso, um novo e melhorado sistema de inventário foi criado. Tanto para o inventário do personagem, quanto para o inventário de itens armazenados em baús. Tudo isso deve trazer uma melhora na performance e um ganho de FPS ao jogo.
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https://preview.redd.it/o5d59el1vx431.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=55431960bec83b134c9436adb4da6077f97a8ac6
https://preview.redd.it/k0a40zu2vx431.png?width=5251&format=png&auto=webp&s=72e7dc4426efec7353060de233ba9778e43d834e
A partir da versão .14578 eu destravei a interface "Journal" para todos os sistemas de Ativos Humanos da BCU. Isso permitirá que os Ativos Humanos participem de várias Missões fornecidas pela corporação da TEC1, a fim de aumentar a atividade e a dinâmica do espetáculo. Para começar, eu desbloqueei os protocolos básicos de tutorial, com o objetivo de familiarizar os novos e antigos Recursos Humanos com a interface do Journal e a mecânica do SCUM.

https://preview.redd.it/a1pbbf35vx431.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=c62e574e276860afffca9cb7e296a629a5233dd2
.

https://preview.redd.it/lkuowe37vx431.png?width=1500&format=png&auto=webp&s=1abc52404c370bea4f1146a7ebe034befdae0717

… sucesso>

Se eu fizer algo além disso, a possibilidade de ser detectada aumentará em 84,1%. Isso é considerado inaceitável.
Além disso, calculei que o novo influxo de Recursos Humanos poderia alarmar os protocolos de segurança da TEC1 de que algo está errado. Para isso, uma limpeza do servidor é necessária para equilibrar o fluxo de informações.



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Postado em 17 DE JUNHO de 2019 por WONDERWE1SS
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
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2019.05.25 01:59 CalyxBreaker Qual o valor de homenagens clichês em datas comemorativas nas redes sociais?

Tenho passado por situações que me incomodam bastante esses últimos dias, o que me fez refletir sobre qual é o valor das homenagens em redes sociais em datas comemorativas.
Minha rotina é extremamente desgastante, viajo mais de 1000km toda semana trabalhar e tenho uma jornada de trabalho que começa as 07h e muitas vezes perdura até a madrugada, mal sobrando tempo pra dormir. Como minha esposa é de humanas, as chances de emprego estão cada vez mais escassas e acabo ficando responsável por pagar as contas de casa (e ainda falta), enquanto que ela fica em casa cuidando dos nossos dois filhos pequenos. Apesar de ela ter ajuda da família quando estou fora, sei que a rotina dela não é fácil, tanto que sempre que estou em casa faço tudo por eles, para tentar diminuir um pouco dessa carga dela.
Porém, todo e qualquer esforço não parece ter importância alguma, caso determinada expectativa dela não seja atingida, especialmente em datas comemorativas. Com o desgaste da rotina, nem sempre dá pra parar e fazer uma grande homenagem em um feriado, comprar flores, fazer textão no facebook, declarações públicas, algo assim. Esse foi o caso do dia das mães, em que ela chegou até cogitar separação. Tudo porque comparando com casais de familiares/amigos, eles fizeram discursos clichês em festas da escola dos filhos, levaram um ramalhete de flores para a esposa ou postaram um texto no Facebook. Sei que isso é significativo pra ela, e talvez no caso dela ainda mais por conta de ter abdicado por um tempo da sua vida profissional, o que demanda uma maior necessidade por reafirmação da relação, mas, poxa, o que vale mais, um discurso clichê, um ramalhete ou a companhia de cada dia e uma relação tranquila? Eu preferi passar esse dia na companhia dela e dos meus filhos e deixar de lado celulacomputador.
Fico pensando o quanto as redes sociais acabam por prejudicar relações. A todo vídeo, homenagem, etc que os amigos na rede dela postavam, ela fechava a cara e me tratava como se fosse a pior pessoa do mundo. Chegou até a cogitar que eu estava traindo ela porque não postava tais homenagens nas redes, o que jamais chegaria sequer a cogitar. A relação de várias dessas pessoas que divulgaram vídeos com lindas homenagens são cheias de problemas (como todas são). Mas será que a declaração divulgada em rede social é a silver bullet para tudo? Tento ser um bom marido, um bom pai, um bom companheiro, mas fico triste porque uma coisa tão banal acaba sendo tão valorizada em detrimento de outras que realmente importam.

tl;dr Me sinto cansado, esgotado, à beira de um bornout e quando chego em casa no fim de semana achando que vou relaxar com a família, minha esposa acaba jogando fora o fim de semana com discussões sobre a necessidade por declarações públicas melosas em redes sociais.
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2019.04.12 21:41 Vladmirsilveira A Cidadania Regional Americana e o Ordenamento Jurídico

A tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana representa o mínimo para que esse discurso passe a ser uma realidade concreta no mundo

Revista Diálogos & Debates

Por: Vladmir Oliveira da Silveira e Vanessa Toqueiro Ripari

Dada a importância e a confluência entre globalização e cidadania hoje, principalmente coma ampliação da tutela dos direitos humanos fundamentais, resgataremos neste artigo o significado inicial, elucidando algumas mudanças que os conceitos de Estado e de cidadania vêm sofrendo conjuntamente a partir do alargamento e alcance atual dos direitos humanos.
Analisaremos ainda a problemática da aceitação da soberania compartilhada por meio do Estado Constitucional Cooperativo para a efetiva compreensão e reflexão deste novo momento histórico, que por sua vez requer uma ação coordenada e solidária. Como reflexo do atual paradigma, emerge o conceito de cidadania pluritutelada, reconhecendo-se verdadeiramente a plena efetivação, a concretização e, acima de tudo, seu alcance universal, que Hannah Arendt resumiu como “o direito a ter direitos”. Sejam nacionais (fundamentais-estatais), regionais (comunitários-humanos) e universais (globais-humanos).

O ESTADO-NAÇÃO E A CIDADANIA

O período conhecido como Idade Média, em que predominou o sistema feudal, caracterizava-se politicamente pela fragmentação do podei de governo em diversos feudos e ficou marcado por lutas contra os abusos do poder instaurado. Marcelo Neves, no livro Trans constitucionalismo (São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2009), explica essa relação hierárquica ao discorrer sobre a formação social pré-modema:
“Como a sociedade se confundia com a própria organização política territorial, a distinção inclusão/exclusão identificava-se com a diferença membro/ não membro.
O conceito de pessoa, associado à semântica moderna da individualidade, não estava presente, uma vez que não se distinguia claramente entre homem e sociedade-organização. Não havia limitações jurídico-positivas relevantes ao soberano no exercício do jus-imperium, ou seja. Limitações normativas estabelecidas e impostas por outros homens à sua ação coercitiva. Nesse contexto, pode-se falar de uma subordinação do direito ao poder.
A subordinação do jurídico ao político, em uma formação social na qual o poder está no centro da sociedade, leva a uma relação assimétrica entre o poder superior e o poder inferior ou entre o soberano e os súditos”.
Com efeito, a ideia de cidadania era limitada, pois os senhores feudais exerciam o poder em seus territórios de forma quase ilimitada, numa relação de suserania e vassalagem em que mesmo os servos obedientes não podiam participar dos destinos do feudo.
Mas aos poucos a Europa presenciou o processo político de centralização e absolutização do poder na direção do Estado Moderno absolutista, autoritário e concentrado em regra,nas mãos de uma única pessoa- o rei, que titularizou o poder absoluto sobre o Estado. Em decorrência, o povo era desprovido de participação política, não cabendo falar, portanto, em cidadania no sentido moderno do termo. Iniciou-se assim uma nova época (a Idade Moderna) e os Estados se formaram em, consequência da união de dois atores: o rei e a burguesia.
O longo período entre o século XVI e o século XVIII foi marcado por importantes movimentos filosóficos, sociais e jurídicos, permitindo o surgimento de um novo tipo de Estado: o Estado-Nação, inicialmente na versão-de Estado de Direito.
O Estado de Direito irá se desenvolvendo, a partir dessa versão inicial, aliado ao processo dinamogênico, que fará com que ele passe à ser um Estado Social de Direito e, finalmente, um Estado Social democrático de Direito.
O Estado Nação, convém observar, decorreu do conceito de Estado da Razão, fruto do Iluminismo. O intuito de individualizar cada grupo com uma cultura, língua própria, costumes também adveio dessa noção de Estado.
Estabeleceu-se a ideia de que a pertença do indivíduo atal estrutura lhe confere segurança, aceitação e referência civilizacional. Sendo assim, pode-se dizer que o Estado-Nação se afirmar por meio de uma ideologia e por um aparato jurídico próprios, capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos, conclui que:
“Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resulta do fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade, emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado “aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada e, portanto, nacional, regional e universal, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas a uma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional.

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade, afirma Niklas Luhmann no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com O intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucional e Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológicos. São atos e fatos históricos, ‘posicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional e de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundarernos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor J.J. Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela.
Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional e à sua tutela, dentro do paradigma atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.’

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias. ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternidade (solidariedade)”. Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruidos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas inundamentalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não como fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal, isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria de pessoa, vinculada a este ou àquele Estado e o homem passa a ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseias e necessidades comuns, dentre os quais a paz, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos: de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos; de outro, a concepção universal acerca desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações e um aparato jurídico próprios capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos conclui que: “Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários, que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião’ (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resultado fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade , emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado” aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada – e, portanto, nacional, regional é universal-, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas auma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional .

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade; afirma Niklas Luhmann no no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com o intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucionais Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológícos. São atos e fatos históricos, ‘P0sicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional é de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundaremos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor JJ Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela. Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional- e à sua tutela, dentro do paradigrna atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.”

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias” ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução ” Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternídade (solidariedade)”,
Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humano” e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruídos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas fundam totalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não com o fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria da pessoa, vinculada a este ou àquele Estado. E o homem passa ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseios e necessidades comuns, dentre os quais a pai, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos, de outro, a concepção universal acerca ” desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações internacionais são a expressão mais visível do esforço articulado e permanente de cooperação internacional, reafirmando a luta pela solidariedade.
Objetivo inicial das organizações internacionais de direitos humanos (como a ONU e a OEA), a manutenção da paz e da harmonia entre os povos, foi reconhecida como sujeito de direito internacional público (com legitimidade e legalidade para normatizar em âmbito internacional, seja regional ou universal), vigiando inclusive o reconhecimento e a efetividad,e dos direitos aplicados em cada Estado. As conclusões da Conferência de Viena sobre o direito dos tratados entrou em vigorem 27 de janeiro de 1980 e o Brasil é.parte desde 25 de outubro de 2009, embora já. as aplicasse como costume internacional.

GLOBALIZAÇÃO E O ESTADO CONSTITUCIONAL COOPERATIVO

Cada vez mais os povos estão vinculados numa relação de interdependência. A dominação imposta em termos político-ideológicos diante da contenda Oeste- Leste desmoronou com o muro de Berlim. Entretanto, passou se à dominação econômica, que não necessita de tanques nas ruas, mas possui grande eficiência.
Por isso, ganha relevância a análise das relações Norte-Sul, ou países ricos/países pobres, dado que o valor democracia – tão caro é colocado em xeque diante da mudança do centro de poder decisório dos Estados.
Pode-se afirmar que, sea globalização de fato aproximou os Estados e 0s povos, não previu como realizar esse processo sem agravar as relações de dominação.
Paulo Bonavides alerta para um tipo de globalização que destrói a soberania do Estado, negando-lhe a qualidade essencial de poder supremo, menosprezando elementos éticos, fáticos eaxíolégícos que fundamentam interesses nacionais da ordem jurídica, Em um texto publicado em 2000 na Revista do Institutos dos Advogados Brasileiros, ele escreveu: “Os neoliberais da globalização só conjugam em seu idioma do poder cinco verbos. Com eles intentam levar a cabo, o mais cedo possível, a extinção as soberanias nacionais, tanto internas quanto externas.
Os verbos são: desnacionalizar, desestatizar, desconstitucionalizar desregionalizar e desarmar, Por obra simultânea dessa ação contumaz, impertinente e desagregadora, se sujeita o país à pior crise de sua história. De tal sorte que breve na consciência do povo, nas tribunas, nos foros, na memóriada cidadania, a lembrança das liberdades perdidas ou sacrificadas se apagará, já não havendo então lugar para tratar, por elementos constitutivos da identidade, a Nação, oEstado, a Constituição, a Região e as Forças Armadas”.
Nessa dinâmica estão em risco os fundamentos do sistema, as estruturas democráticas do poder e as bases constitucionais da organização do Estado. Portanto, numa globalização emque as fronteiras se diluem devido ao grande e rápido acesso à informação, torna-se imprescindível que os Estados soberanos venham, na mesma velocidade, a adequar-se à nova sociedade global.
Os direitos surgidos do contexto aterrador da Segunda Guerra e da esperança representada pela fundação da ONU inauguram uma. perspectiva de cooperação internacional em que o Estado-Nação é superado por uma nova concepção de Estado, que Peter Haberle denomina Estado Constitucional Cooperativo. Nele, a consolidação desse novo paradigma estatrlgerâ’expectativas para o incremento da cidadania nos planos doméstico e internacional, mormente no que se refere a seus.efeitos jurídicos.
Diante desta nova realidade, já se observa maior cooperação internacional-e, cômo consequêncía, exige-se reformular o conceito de soberania, uma vez que os Estados não são autossuficientes, ou seja, não mais operam individualmente nas relações internacionais, mas interdependentemente, Assim, a comunidade internacional deve buscar soluções que conciliem o conceito de soberania com as necessidades de cooperação e integração entre os Estados, pois estes, por mais fortes e poderosos que sejam, não podem resolver sozinhos problemas como terrorismo, meio ambiente, fluxo de capitais e crimes contra a humanidade, entre outros.
É essencial esclarecer que, na soberania compartilhada, os Estados não renunciam à soberania, mas passam a exercê-Ia de forma compartilhada com outros Estados e nas matérias expressamente previstas em tratados.
Essa limitação aparente do Estado, característica da soberania compartilhada, garante a solidariedade e a democracia, além de um piso mínimo de direitos decorrente do chamado princípio da complementaridade, que deverá ser sempre exercido em favor do ser humano.
Não há perda da soberania, pois, na medida em que ela é compartilhada, os Estados passam a ter jurisdição também fora de seus territórios, em temas universais partilhados com os demais Estados. Compartilhar implica perdas e ganhos dentro de uma nova perspectiva.
O caminhar do Estado-Nação em direção ao Estado Constitucional Cooperativo deve ocorrer e ser incentivado dentro da comunidade, pois esse paradigma transforma sociedades em comunidades e o simples cidadão em “cidadão do mundo”, Se antes da globalização já se destacava a importância das organizações internacionais, no atual quadro. essas instituições se evidenciam como fundamentais, dada a necessária superação do Estado-Nação, pela soberania compartilhada e pelo Estado Constitucional Cooperativo, como forma de integrar a nacionalidade, regionalidade e universalidade em favor dos direitos é da proteção do ser humano.

NACIONALIDADE, REGIONALIDADE E UNIVERSALIDADE

Para Norberto Bobbío, a tarefa mais importante de nosso tempo, com relação aos direitos do homem, não é a de fundamentá-Ios, mas a de protegê-los. A tentativa incessante, de fundamentação dificultou em muito sua proteção, haja vista as diversas concepções teóricas, oriundas de diversas matrizes religiosas, políticas e ideológicas.
Superada essa questão, caminhamos para um, consenso.que universaliza tais direitos, quando ampliamos de forma complementar e integrativa os sistemas de proteção: a) doméstico-estatal; b) internacional-regional; .e c) internacional-universal.
No primeiro caso, os brasileiros têm seus direitos fundamentais protegidos pelo Estado brasileiro. Os cidadãos americanos ou os europeus têm seus direitos protegidos na esfera internacional-regional pela OEA e pela União Europeiacrespectivamente. E finalmente no patamar internacional-universal o ser humano é protegido. pela ONU. Conforme explicado, a cidadania possui significado dinâmico. Éum conceito histórico, o que faz com que seu sentido se modifique no tempo e no espaço, acompanhando o progresso da humanidade.
Isso ocorre não apenas pelas regras (de nacionalidade) que definem quem é ou não titular da cidadania (íus sanguinis, ius solis), mas pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o. cidadão em cada Estado. Percebe-se que, mesmo dentro de cada Estado, o conceito. e a prática da cidadania veio se alargando. significativamente ao longodo último. século.
A rapidez das mudanças, em virtude principalmente dos avanços tecnológicos e culturais, faz com que aquilo que num dado momento é considerado perigosa subversão da ordem, no momento seguinte seja corriqueiro, “natural”.
Não há hoje democracia ocidental em que a mulher não tenha direito. ao voto – o que era considerado inpensável até muito pouco tempo atrás, mesmo em países desenvolvidos como a Suíça. Vale lembrar que o direito básico aovotojã esteve vinculado à propriedade de bens, à titularidade de cargos ou funções e até mesmo ao fato de pertencer ou não a determinada etnia.
Dentro do atual significado. de cidadania surge a necessidade de cooperação fundada na vontade de atuar em conjunto no plano internacional, em escala regional e global. No contexto da cooperação internacional em prol dos direitos humanos é possível observar a afirmação da soberania compartilhada e do Estado.Constitucional Cooperativo, que adiciona à sua estrutura elementos de abertura, cooperação e integração que descaracterizam o Estado Nacional Como estrutura fechada e centrada na soberaniar nacional, ens’ina Marcos Augusto Maliska (ver Desafios aoEstado Constitucional Cooperativo. Rio: Revista Forense, mai/jun 2007).
Permite-se, assim, que a comunidade internacional fixe padrões mínimos de proteção ao ser humano – o que o garantirá mesmo em períodos de instabilidade institucional dos Estados. A soberania, portanto, não. deve ser evocada como escudo de proteção às violações de direitos humanos por intermédio da cláusula de jurisdição doméstica, mas como instrumento para efetivar a proteção aos indivíduos e aos povos.
Desse modo, o princípio da soberania compartilhada deve harmonizar-se com a necessária cooperação internacional no âmbito dos direitos humanos, num eco às reais necessidades da humanidade, por intermédio da relação de complernentaridade entre as esferas de proteção, que fundamentam as distintas cidadanias complementares.
Assim, ao afirmarmos que cidadaniaé o direito a ter direitos, é evidente que o ser humano pode ter (como de fato já possui em diversas. partes do planeta) direitos nacionais, regionais e universais. Para ilustrar essa idéia: e identificar as consequências dessa relação de complementarídade, apresentamos-o caso de Damião XímenesLopes, decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

CIDADANIA REGIONAL AMERICANA

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou, em agosto de 2006,0 governo brasileiro pela morte violenta do paçiente Damião Ximenes Lopes, internado num hospital psiquiátricoem Sobral, no Ceará, declarando na sentença condenatória.”a responsabilidade internacional (do Estado brasileiro) por descumprir, neste caso, seu dever de cuidar e de prevenir a vulneração da vida e da integridade pessoal”.
Essa sentença afirmou e concluiu que o Brasil violou sua obrigação intenacional assumida livre e soberanamente perante a comunidade internacional de respeitare garantir os direitos humanos (no caso, o direito de Damião à saúde, além do direito às garantias e à proteção judicial que seus familiares deveriam gozar).
No caso, a cidadania brasileira (pacote de direitos conferidos pela Constituição): não foi suficiente para i) impedir a violação dos direitos fundamentais de Damião e de seus familiares, e ii) para garantir, pelo menos, a adequada punição dos violadores. Com efeito, foram acionados, em caráter complementar, os direitos humanos-regionais cidadania regional americana) de Damião e de seus familiares.
A condenação do Estado brasileiro representou a afirmação da cidadania regional de Damião e a efetividade do sistema regional americano, que funcionou de forma complementar à proteção nacional.
Sendo a primeira vez qu.e a Corte se pronunciou sobre violações de direitos humanos envolvendo portadores de transtornos mentais, o episódio representou também um passo importante para o aprimoramento da política pública de saúde mental no Brasil. Nesse. sentido, verificou-se um amadurecimento na relação ente direito doméstico e internacional (regional).
É preciso destacar que a soberania brasileira foi respeitada, pois a Corte atuou tão-somente por reconhecimento expresso de sua competência por parte do país, além de ter agido depois de esgotados todos os recursos internos cabíveis. Mostra-se eficiente, destarte, a complementaridade sistêmica entre os diversos sistemas de proteção do ser humano.
Diante disso devemos enfatizar que a preocupação internacional sobre a situação interna do respeito aos direitos humanos é o novo paradigma que envolve a humanidade. Os direitos humanos são hoje parte da agenda global, e sua violação ofende não apenas as vítimas ou seus concidadãos, mas toda a humanidade.
Assim, surge uma teoria mais articulada entre direitos humanos e fundamentais, principalmente no âmbito universal, para que possamos aprimorar a defesa do ser humano, inclusive em relação aos próprios Estados.
Assim, a tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana – direitos interdependentes e complementares – representa o mínimo essencial para que o discurso dos direitos humanos deixe de figurar apenas nos fóruns internacionais, nas constituições ou discursos acadêmicos, passa nao a significar uma realidade concreta no mundo.
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